domingo, 5 de julho de 2009

Buracos Negros de Tamanho M

Descoberta de uma nova classe de buracos negros desconhecida até à data



Impressão de artista de um buraco negro de tamanho intermédio (representado pelo objecto azul para a esquerda da parte superior do bojo galáctico), na periferia da galáxia espiral vista de perfil, ESO 243-49.Crédito: Heidi Sagerud
Até à data a teoria da existência dos buracos negros de tamanho médio era motivo de debate entre os astrofísicos. Até ao momento acreditava-se que apenas existiam buracos negros pequenos e buracos negros super-massivos. Hoje finalmente descoberta científica veio provar a existência de buracos negros de tamanho médio.
Investigadores do Centre d' Étude Spaciale des Rayonnements em França graças ao Telescópio espacial de raios-X, XMM-Newton localizaram um buraco negro com uma massa 500 vezes a do nosso Sol.
O buraco negro baptizado com o nome Hyper-Luminous X-ray Source 1 (reconstrução na imagem)), situado a 290 milhões de anos-luz não é suficientemente pequeno para ser considerado um buraco negro pequeno (com 3 a 20 vezes a massa do Sol) nem demasiado grande para ser um buraco negro super -massivos (que tem vários milhões e milhões de vezes a massa do Sol).
Esta descoberta científica é a primeira desta natureza e serve para sustentar a teoria de que os buracos negros super-massivos são resultado a união de buracos negros pequenos que na sua forma intermédia dão lugar a formações como esta.
A descoberta, liderada por Sean Farrell da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, aparece na última edição da revista Nature.
Um buraco negro é o resto de uma estrela colapsada com um campo gravitacional tão poderoso que absorve toda a luz que aí passa perto e não reflecte nada.
"Embora seja largamente aceite que os buracos negros de massa estelar sejam criados durante a morte de estrelas massivas, não se sabe ainda como é que os buracos negros supermassivos se formam," disse Farrell.
Fonte da notícia:
http://www.ojocientifico.com/

Natureza curiosa - Migração de caranguejos

Par quem gosta de caranguejos, Austrália é o destino certo! Porquê? Porque é o lugar onde acontece um fenómeno espectacular, A migração de milhões de caranguejos vermelhos.


Imagem de Gecarcoidea natalis (caranguejo vermelho) retirada de Flickr.com. Milhões de caranguejos vivem em buracos no solo da floresta de Christmas Island, comendo folhas,frutos e flores. Todos os anos na estação húmida migram para a costa para a desova.

A Ilha Christmas é um pequeno território ao norte da Austrália. Lá, sempre no último trimestre do ano, um fenômeno interessante ocorre. A reprodução e desova de mais de 150 milhões de caranguejos vermelhos (Gecarcoidea natalis).
Eles invadem a cidade em todos os lugares. Ruas, casas e escolas estão no caminho desta maré de crustáceos. A cidade inclusive tem placas indicando os caminhos principais por onde eles atravessam as ruas.
Agora imaginem que cada caranguejo fêmea coloca cerca de 100 mil ovos e os minúsculos caranguejos que nascem fazem o caminho de volta passando pela cidade. A ilha é invadida por uma maré vermelha . De caranguejos, claro! Milhões deles.
Os caranguejos que são crustáceos como os camarões, tem uma fase larval marinha, pelo que os ovos tem de ser depositados no mar. Esta é a razão que leva os caranguejos a migrarem das suas "casas" na floresta tropical onde vivem no período seco, de Outubro a Dezembro até as praias, levando cerca de cinco dias para ultrapassar uma distância por volta de 8 km.

Surpreende-te a ver esta migração fascinante no vídeo.





sábado, 4 de julho de 2009

O Segredo da Salamandra

Um dos mistérios da natureza que despertou mais interesse desde Aristóteles a Darwin, passando por Voltaire, é a capacidade das salamandras de regenerar os seus membros.
Pois agora Martin Kragl do Instituto Max Planck da Alemanha e uma equipa de cientistas alemães e norte americanos conseguiram descobrir o enigmático processo celular que ocorre nos seus organismos. A nova descoberta publicada na revista 'Nature', revela que as células das salamandras conseguem conservar na sua "memória" os tecidos dos quais são provenientes e regenerá-los.
Até agora, acreditava-se que a capacidade de regeneração das salamandras se devia à actividade de células estaminais, capazes de regenerar qualquer tipo de tecidos. Em vez disso, as células guardam uma "memória" do seu tecido de origem embrionário. Isto é, as células de músculos produzem tecidos musculares, enquanto que as células de cartilagem, produzem cartilagens, as células nervosas produzem neurónios. Isto é, o mesmo mecanismo das células estaminais adultas humanas, que podem curar feridas ou unir ossos partidos, mas levado ao extremo, que é a regeneração de um membro ou órgão completo.
Para descobrir os mistérios celulares da regeneração da salamandra, Kragl e a sua equipa utilizaram axolotes "Ambystoma mexicanum", uma espécie de salamandra que pode viver até 12 anos, vive num lago mexicano, é fácil de criar em cativeiro e com embriões grandes bons para estudar. Quando um axolote, sofre uma amputação, os vasos sanguíneos no coto remanescente contraem-se imediatamente, reduzindo o sangramento ao mínimo, e uma camada de células epiteliais rapidamente recobre a superfície do local da amputação. Nos primeiros dias após o ferimento essa repidermização se transforma em uma camada de células sinalizadoras, chamadas capa epitelial apical (AEC, na sigla em inglês), que é indispensável para o sucesso da regeneração. Enquanto isso os fibroblastos são dispensados da função de sustentação do tecido conjuntivo e atravessam a superfície amputada até o centro da ferida, onde proliferam para formar um blastema – agregado de células semelhantes a células estaminais que actuarão como progenitoras do novo membro. E passado três semanas o axolote já tem uma nova pata.

Karlg e seus colegas utilizaram uma proteína, a GFP, que modifica as células tornando-as verde florescente sob uma luz ultravioleta, portanto visíveis. Esta proteína permite aos cientistas seguir as células modificadas desde a sua origem até ao seu destino.

Neste caso, utilizaram embriões e adultos. Aos primeiros, injectaram células com GFP que sabiam ser transformadas em células nervosas , o que lhes permitiu comprovar como se gerava o tecido nervoso. No caso dos adultos, injectaram-lhes tecidos e órgãos que retiraram de salamandras transgénicas, cortaram parte desse tecido enxertado para examinar sua regeneração.

Usando estas técnicas, os investigadores analisaram os 4 tipos de tecidos: derme, cartilagem, músculo e as células de Schwann -tecido neural que isola os nervos dos membros. Com excepção das células dérmicas descobriram que cada tipo de célula fluorescente regenera o mesmo tipo de tecido do membro amputado. As células da derme contribuem para a formação da cartilagem e tendões, além da derme. Esta aparente excepção pode ser resultado da origem comum às células da derme e da cartilagem do embrião, referiu Tanaka. Assim a formação do blastema quer pode activar uma célula estaminal progenitora comum duma célula dérmica ou de cartilagem quer causar a desdiferenciação de células dermais numa ou noutra dessas células progenitoras.

Segundo Sánchez Alvarado, também autor do artigo, é provável que as células sejam desdiferenciadas e que de alguma maneira “memorizem” o que é preciso para se diferenciarem de novo . As células provavelmente regressam a um estado embrionário mas não ao estado de células totipotentes, concorda Tanaka.
Quando se conseguir entender completamente como as salamandras fazem a regeneração, poderemos saber porque os mamíferos não o fazem, o que poderá ser útil para tratar o cérebro humano e doenças, assegura Maden
Segundo os investigadores, as células têm capacidades limitadas, e por isso apenas podem reproduzir o tipo de material de que são feitas, e não de qualquer tipo. Esta descoberta vai ajudar a medicina regenerativa, principalmente na investigação de tratamentos que poderiam renovar partes do corpo humano de um adulto.
Malcolm Maden, co-autor da Universidade de Florida, assegura que estes resultados "dão novas esperanças de que un dia sejamos capazes de regenerar tecidos nas pessoas e conseguir curar sem cicatrizes". De facto, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos já financiou investigações sobre este animal, na esperança de encontrar uma solução para os soldados amputados no Iraque e Afeganistão.--
Fontes da notícia:

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Três novos dinossauros descobertos na Austrália

Novas descobertas na Paleontologia lançam luz sobre todos os enigmas que ainda perduram sobre a vida dos dinossaurios.

Desenhos de Travis R. Tischler da Australian Age of Dinossaurs (clique para ampliar)

Paleontólogos anunciaram hoje ter descoberto três novos esqueletos na zona de Queensland, Austrália. São dois herbívoros e um carnívoro, escavados na formação de Winton, que andaram pela Terra durante o período Cretácico, há cerca de 98 milhões de anos.

A investigação, publicada na última edição do PloS One, volta a colocar a Austrália no mapa da paleontologia e ajuda a perceber como seria a sua fauna antes de se ter separado do supercontinente do Sul, o Gondwana. O paleontólogo e autor principal do artigo, Scott Hocknull, do Museu de Queensland, afirma à cadeia australiana ABC Science online que as descobertas de marcas de dinossauros na ilha nunca foram muito valorizadas porque havia muito poucas. “Conseguimos demonstrar que essa visão estava completamente errada”, diz.

As descobertas, e o artigo, marcam uma nova era na paleontologia do país, no geral e especificamente pelos dados que revela sobre aquele que será o primeiro grande predador australiano.Os três dinossauros serão de um novo género, que mostra um ligação na evolução com dinossauros do hemisfério norte. “Os dinossauros diversificaram-se e espalharam-se por todo o mundo, mas não na Austrália, por ser um local muito isolado do resto, desenvolvendo uma fauna única”, afirmou Scott Hocknull. Surge então um novo género de carnívoro, designado Australovenator pelos investigadores, cujo esqueleto é o mais completo alguma vez encontrado na Austrália. Era a chita do seu tempo, conhecido pela equipa como Banjo, Australovenator wintonensis, : “Tinha dois metros de torso, seis de comprimento e tinha tudo para ser rápido”. Já os herbívoros, Clancy and Matilda, Witonotitan wattsi e Diamantinasaurus matildae, eram saurópodes, titanossauros, um com uma estrutura próxima de um hipopótamo e um outro parecido com uma girafa, explica o líder da equipa de investigadores. Os esqueletos de Matilda e Banjo foram encontrados juntos, num antigo riacho. O que matou Matilda deve ter morto Banjo, diz o investigador, “quer Banjo estivesse a tentar comer os restos de Matilda quer tivessem ficado ambos presos na lama, nunca saberemos”.

Agora, Hocknull espera que haja a possibilidade de prosseguir as investigações em Winton, até porque prevê que ali se encontrem os restos dos mais antigos mamíferos do subcontinente. “Há pelo menos mais 50 locais por escavar, por isso, nos próximos 20 ou 30 anos, a investigação nesta área será interessante".
Temos que nos preparar para mais descobertas pois os cientistas asseguram que apesar de existirem numerosos restos de fósseis, estes são apenas a ponta do iceberg.
Fontes da notícia: CienciaHoje e ScienceDaily

quarta-feira, 1 de julho de 2009

ADN de elefante localiza origem de marfim ilegal

Conservacionistas transladam um elefante sedado em Malaui para evitar que caia nas mãos dos caçadores furtivos. AP

Cientistas do Centro de Biologia para a Conservação da Universidade de Washington usaram uma técnica genética revolucionária – mapa de ADN dos elefantes africanos para localizar as zonas de matança destes animais levada a cabo por caçadores furtivos que alimentam o tráfico ilegal mundial do marfim.
Os investigadores descobriram quais as zonas onde foram efectuadas mais recentemente capturas de elefantes: as reservas de Selous e Niassa, entre as fronteiras da Tanzânia e Moçambique. Ou seja o marfim traficado actualmente em todo o Mundo provém nada mais nem menos de que de um grupito de organizações clandestinas.
Apesar de ser proibida a venda do marfim desde a década de noventa, continuam-se a matar em cada ano, dezenas de elefantes africanos com o único objectivo de comercializar ilicitamente os seus dentes de marfim. Por outro lado a procura deste material é cada vez maior no continente asiático o que fez disparar em flecha, o preço que passou de 200 para 6.000 dólares nos últimos cinco anos.

O que revelam as análises do ADN:
Uma primeira análise genética das células presentes nos excrementos recolhidos por cientistas e voluntários em África permite traçar uma pegada genética para cada animal. Elefantes que partilham o mesmo habitat têm perfis genéticos semelhantes.
Uma segunda análise é feita ao ADN do marfim confiscado pelas autoridades. A pegada genética dos dentes é comparada com a das fezes. A partir desta análise deduz-se qual a zona da proveniência da mercadoria capturada.
Os resultados indicam ser actualmente a Tanzânia o centro mundial da caça ao marfim, que acaba nos portos de Taiwan, Hong Kong, Vietnam ou Japão.
Segundo denunciam os especialistas e conservacionistas a caça de elefantes para obter o marfim é uma matança inútil. Devido a serem animais intelegentes, os paquidermes desenvolvem complexas relações sociais entre eles. Os caçadores aproveitam estas características e inúmeras vezes disparam sobre as crias para atrair as atenções dos progenitores. Bárbaro, não é ?

“Nossos cálculos sugerem que em 2006 se mataram mais de 38.000 elefantes por esta via, e as cifras actuais devem ser ainda maiores”, disse Sam Wasser autor do Estudo da Universidade de Washington.
Fonte da notícia: Elmundo.es

terça-feira, 30 de junho de 2009

Investigação revela área do cérebro onde o álcool actua



Os efeitos do álcool são fáceis de descrever mas perceber a forma como este actua no cérebro tem sido uma enorme dor-de-cabeça até para os cientistas. Um novo estudo acaba de dar um importante contributo ao descobrir que este domina o mecanismo de activação e estabilização dos canais iónicos no cérebro. Uma descoberta que ajudará ao tratamento do alcoolismo.

Quase todos conhecemos os efeitos das bebidas alcoólicas: da euforia inicial, passando pela perda das capacidades, como a memória, até à ressaca do dia seguinte. Mais complicado, até para os cientistas, é explicar como o álcool influencia a actividade cerebral. Agora, investigadores norte-americanos descobriram a área no cérebro onde o álcool actua.
A investigação pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para o alcoolismo, mas também para a dependência de drogas e para a epilepsia.
O estudo dos investigadores do Instituto Salk de Ciências Biológicas, na Califórnia, tentou compreender como é que o álcool altera o funcionamento das células cerebrais. "Uma das várias hipóteses apresentadas defende que o álcool interage directamente com proteínas de canais iónicos, mas não havia estudos que identificassem o local onde essa associação acontece", explica Paul Slesinger, que coordenou a investigação. Este trabalho mostra que as moléculas de álcool interagem directamente com uma área específica localizada dentro de um canal iónico - "pequenas bolsas" encontradas numa estrutura tridimensional, de alta-resolução, de um canal de potássio.
Este canal, por sua vez, desempenha um papel central em funções cerebrais associadas às dependências de substâncias e a episódios convulsivos. Aliás, a equipa de Slesinger já tinha dedicado algum tempo a estudar as funções destas estruturas, chamadas GIRK - são canais que abrem quando existe comunicação química entre os neurónios, enfraquecendo os sinais. "Quando os GIRK abrem, os neurónios libertam iões de potássio, enfraquecendo a actividade neuronal", explica Prafulla Aryal, outro dos autores do estudo publicado na edição online da revista Nature Neuroscience. Isso pode explicar porque perdemos capacidades e ficamos mais lentos quando bebemos.
Para perceber melhor como é que o álcool funciona, a equipa tentou determinar se as "pequenas bolsas" eram, de facto, os locais onde o álcool interagia com as GIRK. Em primeiro lugar, concluíram que existem semelhanças entre estas bolsas e as encontradas em outras proteínas ligadas ao álcool. Além disso, quando começaram a introduzir amino-ácidos que bloqueiam o acesso a estas bolsas, as moléculas de álcool já não conseguiam activar os GIRP.
Os cientistas perceberam também que estas bolsas funcionam como um gatilho que activa os canais. "Acreditamos que o álcool domina o mecanismo de activação dos GIRK e estabiliza a abertura dos canais", diz Aryal. Talvez o álcool funcione como um lubrificante para "esses mecanismo de activação", acrescenta Slesinger.
Perceber como acontece esta interacção pode levar ao desenvolvimento de estratégias para tratar várias doenças, nomeadamente apostando no desenvolvimento de um medicamento que anule os impactos do álcool no cérebro.
Além disso, se se conseguir encontrar um medicamento para activar os canais GIRK, "isso iria diminuir a actividade neuronal e a excitação e talvez fornecer uma nova ferramenta para tratar a epilepsia", explica Slesinger, já que a doença se caracteriza por períodos de actividade cerebral intensa, que causam convulsões.

Fonte da noticia:

A linguagem da dança das abelhas








As abelhas melíferas obreiras comunicam através de "danças" às suas congéneres do mesmo enxame informações relativas às fontes de alimento. Uma melífera efectua esta dança na obscuridade da colmeia. Várias "assistentes " dão apoio à dançarina, seguindo-a de perto com as antenas. De regresso de um local de aprivisionamento(fonte de alimento) a menos de 25 metros da colmeia, as colectoras dão uma roda (1). Quanto maior for a frequência da mudança do sentido de rotação, maior é a riqueza do nectar em calorias. Para assinalar uma fonte de alimento a uma distância entre 25e 100 metros, uma abelha efectua uma figura situada entre a roda e uma simples agitação. No caso de distâncias maiores, a abelha agita o abdómen em oito fechado (2). A distância a que se encontra a que se encontra a fonte do alimento é indicada pelo comprimento do trajecto rectílineo e pela frequência da agitação que o acompanha. Quanto à direcção, é indicada por um ângulo formado com a vertical da trajectória rectílinea - este ângulo corresponde ao que se forma entre a direcção da fonte alimentar e o sol, visto da entrada da colmeia. A agitação, bem como o zumbido de que se faz acompanhar ( cerca de 250 ciclos por segundo) servem, provavelmente, para informar as outras abelhas sobre a qualidade do alimento.
As abelhas recolhem as diversas informações tocando a dançarina com as suas antenas, e graças à sua sensibilidade às vibrações do ar (sons). O perfume de determinada espécie de flor sobre o corpo da dançarina é também uma informação importante.
As abelhas colectoras para facilitar o reconhecimento do local onde encontraram o alimento, deixam entre esta e a colmeia um rastro odorífero.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

domingo, 28 de junho de 2009

A espectacular e espantosa sociedade das abelhas:

Abelhas e zangões num favo de mel


Favo de mel de abelhas domésticas com alguns ovos no seu interior.





Favos de mel de abelhas da espécie Apis mellifera com ovos e larvas de zangões.
As paredes dos favos foram removidas. As larvas tem de 3 a 4 dias.


Larvas de zangões


Diferentes estágios de desenvolvimento das pupas de apis mellifera


Pupas de zangões em favos de mel(abertos).Os da direita tem mais dias de desenvolvimento

As abelhas são conhecidas por serem insectos extremamente organizados, especialmente na produção de mel. Na verdade, todos os seus 21 dias de vida - caso nenhum acidente aconteça no caminho - são dedicados à produção de mel.
Na sociedade das abelhas (Apis mellifera), distinguem-se 3 tipos de indivíduos: rainhas (possuem ferrão utilizado somente para postura), zangões (sem ferrão) e operárias (que possuem ferrão).
Alimentam-se do néctar e pólen que retiram das flores levando-os para a colmeia e armazenando-os em favos. Todo o trabalho da colmeia (colecta de pólen, néctar e própolis; limpeza; defesa; construção de favos e alimentação das larvas) é realizado pelas operárias.

Esses indivíduos formam a população de uma colmeia. A rainha é a única fêmea fértil da colmeia. É ela a responsável pela reprodução: põe de 2000 a 3000 ovos por dia; alimenta-se exclusivamente de geleia real e pode viver até 5 anos. Em cada colmeia só existe uma rainha. Os zangões são os machos da colmeia e sua função é fecundar a rainha. Isso ocorre apenas uma vez na vida dessa Abelha responsável pela produção de ovos. Quando a população de uma colmeia se torna muito grande, as operárias criam uma nova rainha. Alguns dias depois de nascer, ela sai com os zangões para o voo nupcial. Aí, então é fecundada e os espermatozóides. ficam guardados num receptáculo no interior do seu corpo – a espermateca. De volta a colmeia, a nova rainha assume seu papel de reprodutora e a velha rainha sai com uma parte do enxame à procura de um outro lugar para estabelecer a sua nova casa. Quando a população de zangões fica muito grande, as operárias matam-nos, pois eles não produzem nada, a sua única função é fecundar a rainha. As operárias executam todas as tarefas dentro da colmeia. Guardam a entrada da colmeia e protegem a rainha, etc. O tempo de vida de uma operária é em média, de 45 dias. Após esse período, ela abandona a colmeia indo morrer longe das outras, para não lhes dar nenhum trabalho. Assim é que é!
Ciclo de vida

Uma colméia de Apis mellifera contém em média 50 a 60 mil indivíduos, sendo a maioria composta por operárias, alguns zangões e apenas uma rainha. O tempo de vida varia: a rainha vive em média de 2 a 5 anos, o zangão cerca de 80 dias e as operárias de 32 a 45 dias. Todos estes indivíduos sofrem metamorfose completa, isto é, passam pelas seguintes fases:

Ovo -> Larva -> Pupa -> Adulto

A rainha é a única fêmea fértil, e, depois de fecundada por vários zangões, armazena os espermatozóides por toda a vida, podendo colocar até 2 mil ovos por dia na altura das flores. Dos ovos podem nascer operárias (fêmeas estéreis) e novas rainhas, o que vai depender do tipo de alimentação que a larva recebe. Já os zangões (machos da colmeia), nascem de óvulos não fecundados.
Uma parte das abelhas de uma colmeia, em determinadas condições (colmeia muito populosa por exemplo), pode abandonar sua morada à procura de novo abrigo e constituem o que se denomina de enxame viajante.
O enxame é a família migrante composta, via de regra, por uma rainha-mãe acompanhada de uma boa parte das abelhas operárias e zangões.
Os enxames em geral são mansos, porque estão com as atenções voltadas para a sobrevivência da família e a guarda da sua rainha. A agressividade é esporádica e ocorre em situações em que as abelhas se sentem agredidas ou em situação de risco.
As abelhas quando viajam em enxame levam uma reserva de mel nos papos e não conseguem dobrar o abdómen para aplicar o veneno.
De vez em quando elas pousam para descansar, é quando se amontoam nalgum um canto formando um "cacho" em torno de sua rainha e se abrigam em locais como coberturas de garagens, árvores e outros locais. Algumas operárias ficam voando à procura de abrigo definitivo, que lhes ofereça protecção total, como interiores de telhado, porões, cascas, muros ocos, móveis vazios e abandonados entre outros. Quando encontra, todas imigram para este local e começam a construção dos favos.


Como seria o Mundo sem elas? Um Apocalipse a preto e amarelo

SEM AS ABELHAS, como será o cenário deste Planeta?

"Quando as abelhas desaparecerem da face da Terra, o homem tem apenas quatro anos de vida. ”Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana" ― disse Albert Einstein, o célebre físico.
E como seria o mundo sem abelhas?. "Era uma catástrofe", alerta Miguel Vilas Boas(entomologista) "Todo o ecossistema seria alterado e Einstein, provavelmente, teria razão. Seria uma crise muito pior que a económica porque nós [humanidade] ficaríamos sem comida." É por este cenário que muitos especialistas chegam a evocar o hino do Reino Unido. God Save the Queen. Em português, Deus Salve a Rainha. A rainha das abelhas, entenda-se.
MAS AFINAL QUAL É O PROBLEMA?

As abelhas estão a desaparecer. Nos últimos anos, um pouco por todo o mundo, milhões de colmeias têm sido dizimadas. O perigo de extinção das abelhas é real. Nos EUA, a segunda potência da apicultura a seguir à China, mais de 60% das populações de abelhas desapareceram em 24 estados. A crise é tal que o Congresso teve de aprovar um plano de emergência, como faz em tempo de guerra ou de crise económica. Aliás, sob o pretexto económico, a secretária da Agricultura norte-americana lembrou que "sem abelhas deixa de existir Coca-Cola". Como quem diz: senhores do capital mexam-se, que a coisa é séria.
Os números na Europa não são mais animadores. Segundo o diário espanhol El Mundo, em Itália, Bélgica e Alemanha metade das abelhas desapareceram. Portugal é dos países menos atingidos, mas de 2004 a 2007 morreram 3,5 mil milhões de abelhas no País. O cenário é apocalíptico para os insectos, mas também para a humanidade. Sem abelhas ...sem abelhas não há agricultura e, portanto, sem elas não há alimentos. Este laborioso insecto, é incansável na polinização das plantas. Sem esta, elas não se reproduziriam e não produziriam sementes e frutos (alimentos). Existem outros insectos e até mesmo pássaros polinizadores, mas a abelha é, de longe, o mais difundido e mais importante.

O grande valor das populações de abelhas não está somente na produção de mel e cera que é associada a algumas espécies, e sim à polinização realizada por elas. Assim, a manutenção da diversidade de abelhas nativas é factor de grande importância por diversos motivos, entre eles:
A grande parte das angiospérmicas são polinizadas por abelhas e estas são os polinizadores dominantes em diversos ecossistemas; é necessária uma grande diversidade de abelhas para manter a grande diversidade de angiospérmicas (são grupos intimamente relacionados evolutivamente).

Mas quais são as causas do desaparecimento em massa das abelhas produtoras de mel?
Várias tem sido as causas apontadas. Até há uns anos, a varroose era o principal problema da apicultura ocidental, nomeadamente da norte-americana. Considerada a “sida das abelhas”, esta doença enfraquece as abelhas e torna-as susceptíveis a outras doenças. A parasitose provocada pelo ácaro Varroa destructor, detectada em 1987 nos Estados Unidos, era só por si um problema preocupante para a sobrevivência das colmeias mas recentemente a esta adicionou-se uma doença misteriosa baptizada Colony Collapse Disorder, CCD, que tem devastado as abelhas nos Estados Unidos. Em 2007, alguns apicultores perderam 90% das colmeias embora a média nacional tivesse sido de 31%. Entre Setembro de 2007 e Março de 2008, desapareceram 36% das abelhas. A desordem caracteriza-se por colónias sem rainha, poucos adultos recentemente formados e muitos alimentos, apesar da abelha operária responsável pela polinização ter desaparecido.
O desaparecimento das abelhas tem sido alvo de investigação intensiva por parte da comunidade científica. Em Setembro de 2007, a revista Science publicou um artigo de um consórcio de cientistas norte-americanos, com a entomóloga Diana Cox-Foster como primeira autora, que apontou como principal suspeito da CCD o IAPV (Israeli acute paralysis virus), um vírus descoberto em Israel em 2004.
A equipa de Diana Cox-Foster em estudos efectuados também detectaram dezenas de pesticidas, muitos deles tóxicos para as abelhas, no polén, cera, em abelhas adultas e larvas das colónias afectadas, que poderão também ser um dos factores responsáveis pelo desaparecimento das abelhas.
Talvez seja difícil imaginar o cenário de um mundo sem abelhas. Mas pelo sim pelo não será melhor começarmos a actuar em defesa destes adoráveis animais tão importantes nas cadeias alimentares. É necessário educar a opinião pública para o valor extraordinário das abelhas , mesmo que muitas vezes nos piquem com o seu ferrão e nos causem dor.

Fontes: DN, NYTimes e DeRerumNatura.
Imagem retirada de:

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Dá música ao teu coração.

Música pode ajudar o coração e diminuir a pressão sanguínea


music heart

imagem retirada de http://photobucket.com/

Estudo italiano publicado na revista especializada “Circulation” afirma que um certo tipo de música pode desacelerar o coração e baixar a pressão sanguínea. O médico Luciano Bernardi e sua equipa de investigadores da Universidade de Pávia, Itália, pediram a 24 voluntários saudáveis que ouvissem cinco faixas de músicas clássicas, escolhidas aleatoriamente, e monitorizassem as respostas do seu corpo. Entre as músicas escolhidas estavam a Nona Sinfonia de Beethoven, uma área de Turandot, de Puccini, a Cantata nº 169 de Bach, Va Pensiero, da ópera Nabuco, de Verdi, e Libiam Nei Lieti Calici, de La Traviata, também de Verdi. Cada "crescendo" destas músicas, um aumento gradual do volume, "estimulava" o corpo e levava ao estreitamento dos vasos sanguíneos, aumentando a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos, além de provocar um aumento das taxas respiratórias. Por outro lado, os diminuendos, diminuição gradual do volume, causavam o relaxamento, diminuindo os batimentos cardíacos e diminuindo também a pressão sanguínea. «A música leva a uma mudança dinâmica e contínua - e previsível, até certo ponto - no sistema cardiovascular», afirmou Bernardi. «Essas descobertas aumentam a nossa compreensão de como a música pode ser usada na medicina de reabilitação». Os investigadores testaram várias combinações de música e silêncio nos voluntários e descobriram que as faixas que alternam entre ritmos rápidos e mais lentos, como óperas, parecem ser as melhores para a circulação e para o coração. As árias de Verdi, que seguem frases musicais de dez segundos, parecem sincronizar-se perfeitamente com o ritmo cardiovascular natural, de acordo com o estudo. «Observamos grandes benefícios do uso da música para pessoas que sofreram acidentes vasculares cerebrais (AVC) ou ataques cardíacos. O poder da música é simplesmente incrível», afirma Diana Greenman, directora executiva da organização britânica Music in Hospitals. A música já é usada em muitos hospitais britânicos por ser uma terapia barata e fácil de aplicar e também por gerar efeitos físicos perceptíveis no organismo, além de ter um impacto positivo no humor do paciente. «Já observamos, em pesquisas anteriores, um estado emocional positivo, que pode ser desencadeado ao ouvir música, e que pode ajudar sobreviventes de AVC», disse um porta-voz da da associação britânica especializada em tratamento de derrames, "Stroke Association".

Fonte da notícia http://saude.sapo.pt/ em 2009-06-24

Frutas, vegetais e cereais diminuem o risco de ter AVC

Consumo de cereais, frutas e verduras diminui o risco de AVC.


Foto retirada de Flickr

Estudo finlandês demonstrou um efeito benéfico do consumo de cereais, frutas e verduras, também na redução do risco de um acidente vascular cerebral.
Já existiam provas convincentes de que uma elevada ingestão de cereais, frutas e legumes pode reduzir o risco de formação de placas de gordura nas artérias do coração, ou seja, reduzir o risco de doença cardiovascular. Agora este novo estudo vem demonstrar que esses mesmos alimentos também têm um efeito benéfico da redução de um acidente vascular cerebral (AVC).
A investigação, publicada no European Journal of Clinical Nutrition, seguiu 26.556 homens finlandeses fumadores, com idades entre os 50 e 69 anos e que não tinham histórico prévio de AVC, pedindo-lhes que preenchessem, no início do estudo, um um questionário sobre os seus hábitos alimentares.
Durante um acompanhamento médio de mais de 13 anos, mais de 3 mil casos de AVC (a maioria do tipo isquémico) foram apurados.
Após o ajuste a outros factores de risco cardiovascular, o consumo de fibra vegetal, bem com o consumo de frutas, verduras e cereais, foi inversamente associado ao risco de acidente vascular cerebral.
Entre os homens que mais ingeriam estes alimentos, quando comparados com aqueles que menos os ingeriam, observou-se uma redução do risco relativo de derrame cerebral em 18% com a ingestão de frutas, 25% para os legumes e 13% para os cereais. O consumo de vegetais reduziu o risco relativo de hemorragia intracerebral em cerca de 38%.
Estas conclusões sugerem um efeito benéfico do consumo de frutas, verduras e cereais sobre o risco de derrame cerebral.

Queres um CÉREBRO SAUDÁVEL? Então come fruta, vegetais e cereais e estarás a diminuir o risco de AVC e outros riscos mais...

Fonte da notícia: Sapo saúde

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A dieta plástica do albatroz de Laysan

imagem retirada de http://www.ojocientifico.com/
A imagem que podemos apreciar encima , ao mesmo tempo tão colorida como pitoresca, poderia ser de uma obra de arte comtemporânea (colagem) em exibição num museu sobre o tema morte. Porquê "Morte", porque todos os elementos coloridos exibidos foram encontrados nos estômagos dos albatrozes de Laysan mortos.
Esta fotografia foi publicada na revista Philosophical Transactions of the Royal Society.
Os albatrozes de Laysan pertencem a uma espécie oriunda do Hawai que clama a especial atenção de ambientalistas e ecologistas de várias regiões do Mundo pelo facto da sua localização geográfica os submeter a um meio ambiente onde o lixo é protagonista.
ilha Kure (atol) no Hawai

Os albatrozes de Laysan tem pintainhos no Kure Atol (ilha mais antiga situada a nordeste do arquipelago do hawai, constituida por uma lagoa azul e uma barreira de recife circular). Os albatrozes adultos voam milhares de quilómetros em busca de alimento para os seus jovens filhos e frequentemente trazem por engano pedacinhos de plástico da enorme massa de plástico que flutua no Oceano Pacífico. Esta massa já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havai e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros. Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, ténis, isqueiros, sacos de plástico, malas e todo e qualquer objecto que possa ser feito com plástico. Segundo os seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
Grupos ecologistas organizam jornadas de limpeza nas praias do Hawai antes que o lixo se aglomere muito, já que como está espalhado é muito dificil de limpar.

Albatrozes de Laysan-Hawai: imagens retiradas daqui

Espero que este post consciencialize de alguma maneira a mudança de comportamentos. Ele mostra as modificações que o homem é capaz de provocar no ambiente e o impacto que a sua presença tem sobre a natureza e os seres vivos. Vá pense, produza menos lixo e não deixe lixo nas praias.

sábado, 20 de junho de 2009

Qual é a tua verdadeira idade? Novo teste ao sangue pode dizer

Exame de sangue pode revelar a "idade molecular" das pessoas



Imagem retirada daqui

Todos sabemos quando fazemos anos quantas velas estão no bolo de aniversário, mas será que a idade que corresponde ao número de velas, representa a nossa idade molecular real.
Um estudo norte-americano anunciou o desenvolvimento de um novo teste de sangue que pode agora dizer se cada um de nós está envelhecendo mais rapidamente, ou mais lentamente, do que pensamos. Em suma pode indicar a "idade molecular" de uma pessoa.

O exame consiste em medir os níveis sanguíneos de uma proteína denominada por P16, que aumenta com a idade. O cientista Sharpless referiu que outros cientistas identificaram anteriormente o gene P16 como tendo um papel no impedimento do desenvolvimento de cancro. Um estudo mais antigo em mamíferos mostrou que o gene se torna mais activo á medida que se dá o envelhecimento. A equipa de investigadores analisou 170 adultos saudáveis, tendo comparado os níveis de P16 nas células imunológicas denominadas por células T, com as respostas dos participantes a questões sobre o seu tipo de vida. Os resultados revelaram que os níveis mais elevados da proteína estavam fortemente ligados à idade cronológica, mas também a outros factores, como ao hábito de fumar e à falta de exercício físico.
“Se uma pessoa fuma, a sua P16 é mais elevada do que a de uma pessoa que não fuma, e se fumar muito, sua P16 é ainda muito mais elevada,” afirma Sharpless. “Eu penso que é muito provável, baseado em outros dados, que os carcinogenes façam a P16 subir os seus níveis. O exercício foi ligado a uns níveis mais baixos de P16. Não se sabe ainda se o exercício determina a diminuição dos níveis de P16, ou se as populações que se exercitam mais tem os níveis P16 baixos por alguma outra razão. Talvez essas populações tenham hábitos alimentares que mantenham seu nível P16 baixo.
Apesar do teste ter revelado o processo de envelhecimento para além da idade, os investigadores destacam que seria um erro atribuir uma relação causal aos resultados. Os cientistas acreditam que este exame pode revelar-se muito importante, incluindo determinar quais os pacientes que podem receber certos tratamentos com limite de idade, e se existem determinados alimentos e estilos de vida que podem retardar o processo de envelhecimento.
Fonte da notícia: farmacia.com.pt e aqui.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dinossauros e aves: Da mão à asa

Fósseis encontrados por cientistas na China trazem uma explicação lógica para a evolução das aves e oferecem novas e importantes provas de como as patas com cinco dedos dos dinossauros se transformaram em asas.


Recriação do dinossauro 'Limusaurus inextricabilis', encontrado na China.- PORTIA SLOAN


Fóssil do L. inextricabilis mostra que o animal tinha um vestígio de polegar
A imagem mostra a curiosa distribuição dos dedos de Limusaurus inextricabilis, onde se destaca o maior tamanho do segundo dedo, consistente com a distribuição dos dedos nas aves e que aponta a solução para o dilema da origem das asas. Photo © James M. Clark

A teoria de que os pássaros descendem dos terópodes, grupos de dinossauros bípedes, já havia sido aceite pelos cientistas. Mas algumas dúvidas persistiam, até à aparição dos ossos do Limusaurus inextricabilis - o elo perdido entre dinossauros e aves. O esqueleto foi encontrado na bacia de Junggar, no noroeste da China, pelos cientistas chinês Xu Xing e o americano James Clark. Estima-se que o fóssil tenha cerca de 159 milhões de anos. Os dinossauros mais primitivos do grupo dos terópodes teriam cinco dedos. Mais tarde, passaram a apresentar apenas três, assim como os pássaros, que evoluíram desses animais. A questão é que os terópodes tinham também o dedo equivalente ao polegar, enquanto as aves têm apenas o 2º, 3º e 4º dedos. Segundo os investigadores, o L. inextricabilis apresentava uma estrutura intermediária: ele tinha os três dedos do meio, como os pássaros, mas também um vestígio de polegar. Este estudo será publicado na edição desta quinta-feira da revista "Nature".


Os cientistas acreditam que a mão do membro anterior de Limusaurus ( que possui um polegar muito reduzido e os três dedos que se seguem mais desenvolvidos) representa em termos evolutivos a transição dos cinco dedos para três dedos.


Fonte da notícia: El País

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tiffany dedica vitrines à conservação de corais



Quem já assistiu ao filme “Boneca de Luxo” ´decerto se lembra da cena em que a personagem de Audrey Hepburn observa a vitrine da Tiffany & Co. na 5ª Avenida. Pois a empresa de 172 anos de tradição em joalheria decidiu usar os seus espaços para uma bela causa: a conservação dos corais.
Com o tema ”Under the Sea” (Sob o mar), pretende alertar o público consumidor de jóias luxuosas sobre as consequências da extinção desses habitantes dos oceanos.
“Cada vitrine oferece uma visão diferente – e um colorido diferente – do fundo do mar. A topografia das montanhas e vales são formadas por areias brilhantes e banhadas em azul profundo, branco primitivo, lavanda e turqueza. Tecidos finos formam ondas de cor e bolhas que rodopiam em torno do vibrante coral esculpido em resina”, descrevem.


Largamente utilizado em objetos de decoração e joalheria, o coral é extraído dos mares, tornando cada vez menor a extensão dos recifes (que demoram a se refazer e sofrem com o aquecimento global e métodos de pesca nada sustentáveis ).
Desde 2002 a empresa suspendeu o uso dessa matéria-prima em suas criações. “Nós não podemos ser cúmplices dessa destruição. Esperamos sensibilizar os consumidores sobre essa importante questão e que outros joalheiros urgentemente se unam a nós e se recusem a vender jóias com coral”, enfatizou Michael J. Kowalski, presidente e diretor executivo da Tiffany & Co.
Além disso, a companhia apoia a ong SeaWeb, assim como sua campanha Too Precious to Wear (Tão precioso para usar), que procura educar consumidores e extratores sobre a conservação do coral.
A campanha estará nas vitrines durante toda a temporada de verão.

Fonte: http://ecotrendstips.wordpress.com/
Site original: Tree Hugger
Foto: credit: Joe Schildhorn

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Em busca do segredo da teia da Tarântula


Cientistas da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, procuram descobrir o segredo da incrível resistência da teia das tarântulas. O fio de seda da sua teia é mais forte que o aço, e ao mesmo tempo extremamente leve e flexível.

Dezenas de tarântulas estão sendo estudadas para descobrir como elas fabricam a seda de suas teias, um material muito diferente do produzido por outras aranhas, mas até ao momento pouco estudado. Se conseguirem coompreender como as aranhas fabricam a poderosa teia, os cientistas vão estar mais próximos de produzir uma teia sintética em laboratório. Caso seja possível fabricar o material em escala industrial, a teia artificial poderia ter aplicações que vão desde linhas para costuras cirúrgicas até materiais plásticos ou mesmo roupas.

Um laboratório britânico (Spiderlab )procura determinar qual o gene que produz a proteína da seda usada pelas tarântulas para fabricar os fios das suas teias. O objectivo (ambicioso) é o de sintetizar artificialmente a proteína da seda das aranhas e produzir fios tão ou mais resistentes do que o produto natural. O que seria muito útil, atendendo às qualidades do original testado por milhões de anos de evolução.

Os fios das teias de aranha são dos mais resistente que há e pensa-se que são susceptíveis de múltiplas aplicações. Só há um problema: não é possível a produção em massa, pois quando muitas tarântulas coexistem no mesmo espaço, tendem, naturalmente, a comerem-se umas ás outras, o que como é lógico seria a falência de qualquer negócio.

O desafio é, assim, criar formas de produção artificial de teias de aranha - o objectivo do SpiderLab (O Laboratório das Aranhas), a funcionar na Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha.

Até hoje, já foram identificados alguns dos genes responsáveis pela criação dos fios de seda, e até se conseguiu criar a proteína da seda, mas a produção do fio susceptível de utilização prática, não tem obtido bons resultados. A investigação levada a cabo em Nottingham, tem como primeiro objectivo estabelecer o perfil das cerca de 900 espécies de tarântulas, que são por si uma família autónoma na grande árvore dos aracnídeos, que conta, no total, mais de 35 mil espécies. Estas poderão ter desenvolvido outros tantos tipos de comportamentos e outros tipos de seda.

Uma das investigadoras ligadas ao projecto, Dra Sara Goodacre, explicava ontem à BBC que "a seda das tarântulas é ainda uma área pouco estudada (...) e pode revelar-se algo diferente de tudo aquilo que sabemos até agora".

As tarântulas separaram-se das outras espécies de aranhas "há alguns milhões de anos (...) e isto, em termos de produção de seda, pode ter originado algo verdadeiramente distinto".

Para o Laboratório das Aranhas britânico não se trata só de determinar a especificidade da seda das tarântulas, mas também estabelecer que tipos diferenciados de seda podem originar, consoante a espécie deste tipo de aracnídeos.

O laboratório de Nottingham tornou-se, assim, numa espécie de "jardim zoológico" para tarântulas de todos os tamanhos e feitios. Lê-se na reportagem da BBC que algumas são tão agressivas como qualquer outro animal feroz, enquanto outras são "tão dóceis, como a tarântula rosada do Chile, que pode ser tratada como um animal de estimação"!

O primeiro aspecto que está a ser investigado são as razões das tarântulas serem capazes de se especializarem em tantos tipos diferentes de seda e em diferentes modos de produção. "Sabemos que há espécies que vivem no chão e criam a sua teia neste plano, outras escavam verdadeiras tocas para tecer a sua teia e outras tecem-nas recorrendo a estratégias aéreas, utilizando os ramos das árvores". A primeira questão é saber, pois, se o tipo de seda que resulta destas opções "é exactamente o mesmo e se o utilizam da mesma forma".

Em Nottingham já foi isolado o material genético do órgão produtor de fio nas tarântulas, a fiadeira, onde as moléculas líquidas da seda são transformadas em fio.

A investigação centra-se agora na identificação dos genes da fiadeira, no seu número e modo de operar. Este será um pequeno passo na longa caminhada para a produção artificial da proteína da seda das aranhas.
Vê o vídeo no site de BBC news

sábado, 6 de junho de 2009

As aranhas também sabem geometria?

Para descobrires a resposta clica em cima da imagem.


Antes de destruires a próxima teia de aranha como a da imagem seguinte, vê a beleza que há nela. É maravilhosa a geometria com que é construída uma teia. Aprecia!

Teia de aranha imagem retirada de http://www.funtasticus.com/20080930/amazing-spiderwebs/

consulta o site http://www.espace-sciences.org/ para descobrires mais animações e outras coisas de ciências.

A nossa pele é um” país das maravilhas”… para bactérias


Na tua opinião em que zonas da pele podem ser encontradas as comunidades de bactérias mais diversificadas? A resposta certa não é nem nos sovacos nem na zona da barriga.




De acordo com um estudo cientifico o ponto forte da diversidade de bactérias na nossa pele é o antebraço. E as surpresas não ficam por aqui.
O número de bactérias que vive dentro do nosso corpo e na fronteira do mesmo existe na proporção de 10 para cada célula, mas só agora os cientistas iniciaram a lista dos residentes que habitam a nossa pele. Graças a técnicas de sequência genética os cientistas conseguiram identificar uma grande variedade de bactérias na pele humana (Science, 23 de Maio, 2008, pág.1001). Mas até essa data ainda mingúem tinha comparado colónias de bactérias de diferentes zonas da pele do corpo humano.



Em Bethesda, Maryland, USA, o National Human Genome Research Institute (NHGRI) efectuou um estudo Pesquisa efectuou um estudo em voluntários . Estes utilizaram sabonete para peles sensíveis durante uma semana. Posteriormente e após 24 horas sem se lavarem, os voluntários regressaram ao laboratório, onde foi feita a recolha de amostras em 20 diferentes zonas do corpo, desde as narinas até ao umbigo, zona preferidas pelos amantes dos jeans de cós descido.
A equipa analisou o RNA das bactérias das amostras recolhidas e classificou-as com base nos seus genomas.

Os cientistas descobriram cerca de 1000 espécies, que se repetiam nas várias pessoas.Provou-se que temos habitantes iguais nas narinas e nas costas. O total de microrganismos sugere que a nossa pele é tão diversificada como os nossos intestinos que dão guarida a um elevado número de bactérias – entre 500 a 1000 espécies.
A equipa registou grandes diferenças . Ao contrário do que os adolescentes com acne poderiam pensar, as zonas oleosas como a testa e o couro cabeludo são menos variáveis em biodiversidade que zonas secas como o antebraço. A zona mais estéril registou-se atrás das orelhas, com uma média de 15 espécies. Pelo contrário na zona do antebraço foram encontradas 44 espécies. Através de exame repetido nos voluntários meses depois
verificou-se poucas alterações nas bactérias.
A razão da diferença em bactérias nas diferentes zonas ainda é desconhecida. Pode ter a ver com as propriedades da pele, como a oleosidade ou a presença de pêlos, com a exposição às bactérias ou com uma mistura das duas razões.

No que se refere ao antebraço, a geneticista e co-autora do trabalho Júlia Segre sugere que aquela zona exposta dos braços é um bom local para as bactérias. Pois ao contrário do que se passa com as mãos, poucas vezes lavamos os antebraços. Qualquer que seja a razão as pesquisa mostram que a localização é um factor importante. Fica no entanto provado que a pele é um ecossistema que alberga bactérias que não são homogéneas.
A pesquisa “ pode ser uma contribuição para explicar a razão porque certas doenças da pele aparecem numas zonas do corpo e não noutras” afirma o dermatologista Richard Gallo da Universidade da Califórnia, San Diego.

O passo seguinte, segundo Segre, será investigara relação entre os mini ecossistemas bacterianos e doenças como o eczema e a psoríase.
Site original da notícia:

sexta-feira, 5 de junho de 2009

"Home - O Mundo É a Nossa Casa"

Documentário estreia no Dia Mundial do Ambiente e mostra as «feridas» da Terra


Hoje – Dia Internacional do Meio Ambiente – estreia em 50 países, incluindo Portugal, o documentário «Home – O Mundo É a Nossa Casa». Realizado pelo fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand e produzido por Luc Besson, o filme, que mostra a Terra filmada do céu, é um hino ao planeta e à sua “delicada harmonia”.
«Home» é apresentado oficialmente em Paris. Em Portugal será projectado na Praça Luís de Camões, em Lisboa, às 21h00, e será também exibido na RTP 2, às 20h30, repetindo no domingo, na RTP 1, à 1h00. Yann Arthus-Bertrand tornou-se conhecido como fotógrafo da natureza. O seu livro de fotografias aéreas «A Terra Vista do Espaço» alcançou um enorme sucesso mundial, dando origem a uma exposição e a um filme com o mesmo nome realizado por Renaud Delourme.

No sítio oficial do projecto o autor afirma que o filme pretende passar uma mensagem muito clara: “o ser humano tem um impacto sobre a Terra maior do que esta pode suportar. Consumimos demasiado e esgotamos os seus recursos. De cima é possível ver todas as feridas da Terra. O filme apenas mostra a situação actual do planeta e afirma que existem soluções”.
As palavras do documentário são inspiradas no livro «State of the World», do ambientalista norte-americano Lester Brown. A banda sonora é do compositor francês Armand Amar que se baseou em cânticos e instrumentos de países como o Irão, Arménia ou Mongólia. A par do filme será também editado o livro «Home». É igualmente uma viagem à volta do planeta e aprofunda os temas focados pelo documentário. Dirigido por Olivier Blond (gestor do projecto ambientalista GoodPlanet, fundado pelo próprio Arthus-Bertrand) conta com textos de seis especialistas em Ambiente e contém nove capítulos temáticos: a Terra, a Agricultura, as Cidades, o Petróleo, o Aquecimento Global, a Água, o Mar, a Floresta e a Humanidade.
O filme está a ser distribuído gratuitamente em todo o mundo e pode ser visto na Internet através do site oficial www.youtube.com/homeproject. Vê o documentário . Além da beleza das imagens ser impressionante também alerta para a dimensão da destruição do nosso planeta e para a responsabilidade individual. Aproveita para reflectir.

Fonte da notícia: Cienciahoje.pt
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