




Atchim! É a manifestação mais universal da infecção por um dos vírus mais vulgares e contagiosos que há: o vírus da constipação, ou rinovírus. Mas, apesar de tudo o que se sabe sobre ele – ou melhor dito sobre eles, pois existem inúmeras estirpes –, o facto é que contra a constipação só temos uma opção: aliviar os sintomas e esperar que passe.Por que é que não há ainda uma cura para um doença tão banal? “O insucesso do desenvolvimento de medicamentos eficazes contra a constipação”, diz Stephen Liggett, da Universidade de Maryland, em comunicado, “deve-se ao facto de a informação sobre a composição genética das estirpes [de rinovírus] ter sido incompleta”. Com a sua equipa e colegas da Universidade de Wisconsin e do Instituto J. Craig Venter, Liggett publicou ontem, no site da revista "Science", o estudo das sequências genéticas de todas as estirpes conhecidas do vírus da constipação. Isto poderá permitir, pela primeira vez, desenvolver uma cura.Mas porque é tão importante a cura, se a constipação não parece assim tão grave? De facto, os rinovírus nem sempre são inócuos: podem conduzir a crises de asma e a pneumonias graves. “Pensa-se geralmente que a constipação só é uma chatice, mas pode ser debilitante para os muito novos e os mais idosos”, diz Liggett, “e pode desencadear crises de asma agudas em qualquer idade. E estudos recentes indicam que, nas crianças, os rinovírus podem reprogramar o sistema imunitário e torná-las asmáticas na adolescência.”Os cientistas “leram” os genes de 99 estirpes de rinovírus consideradas de referência – e de mais umas 10 recentemente identificadas “no terreno” – o nariz de pessoas constipadas. Comparando as semelhanças e diferenças, construíram a árvore genealógica dos rinovírus – não apenas para perceber a sua evolução e estrutura, mas também para identificar as suas vulnerabilidades, potenciais alvos de futuros tratamentos. Saber, por exemplo, quais são as moléculas à superfície das células do sistema respiratório que permitem a entrada dos rinovírus é essencial para o conseguir bloquear.A tarefa poderá porém ser bastante mais complexa do que previsto: os cientistas descobriram também, através da análise dos genomas, que a mesma pessoa pode ser infectada ao mesmo tempo por várias estirpes – e que, quando isso acontece, os vírus podem trocar ADN entre si e gerar uma estirpe totalmente nova, algo que não se pensava ser possível. “Isto poderia levar à emergência de novas estirpe de rinovírus mais perigosas”, diz Claire Fraser-Liggett, outra co-autora. Mas os cientistas acreditam que a informação genética agora revelada deverá permitir prever o potencial patogénico de cada estirpe e antecipar maneiras de vencer a infecção.
Notícia retirada de PÚBLICO.PT
Escrito por Filipa Vala retirado de :http://a-evolucao-de-darwin.weblog.com.pt/
Inaugura-se hoje a exposição "A Evolução de Darwin". A inauguração terá lugar na galeria de exposições temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian (piso 0) pelas 19 horas.
Arabidopsis thaliana, um modelo frequentemente usado em estudos genéticos.
Imagem de grãos de pólen de Arabidopsis thaliana observados ao microscópio elecrónico. site: http://aob.oxfordjournals.org/content/vol100/issue6/cover.dtl
O estudo foi realizado com financiamentos dos National Institutes of Health (NIH), nos Estados Unidos da América, e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), em Portugal.

A União Internacional Contra o Cancro (UICC) lançou quarta-feira, 4 de Fevereiro, a campanha “Eu adoro a minha infância activa e saudável”, uma iniciativa que surgiu no âmbito do Dia Mundial do Cancro.
Fonte da notícia: Farmácia.com.pt
Recriação artística da Titanoboa cerrejonensis descoberta na Colômbia - Imagem Nature ,Jason BourqueOs cientistas que estudam os restos da maior serpente do Mundo, descobertos no Norte da Colômbia, acreditam que estes poderão trazer revelações sobre o clima e o meio ambiente em que viveu o réptil há 60 milhões de anos.
Baptizada de "Titanoboa Cerrejonensis" devido ao seu tamanho e à localização da mina de carvão de Carrejón onde foi encontrada há cerca de dois anos, a gigantesca serpente tem mais de 13 metros de comprimento e um peso de 1,25 toneladas, de acordo com os paleontólogos que analisaram as suas vértebras e cujas conclusões do estudo estão publicadas na última edição da revista "Nature".
"É a maior serpente que o Mundo conheceu", declarou à "Nature" Jason Head, da Universidade de Toronto Mississauga, principal autor do estudo e membro da equipa internacionais que analisou o fóssil. Jason Head comparou o tamanho do réptil com um autocarro e disse que o seu corpo era tão largo que não caberia na porta de uma casa.

A vértebra de uma Anaconda actual (esquerda) e a vértebra da Titanoboa. Foto Ray Carson - Universidade da Florida (direita).
"Esta descoberta dá-nos uma visão única e importante do passado", declarou Jonathan Bloch, da Universidade da Florida, cientista que dirigiu a expedição à Colômbia, juntamente com Carlos Jaramillo, do Instituto Smithsonian de investigação tropical no Panamá. Segundo Jonathan Bloch, o fóssil data da época do Paleoceno, período de 10 milhões de anos que se seguiu à extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos.
Na opinião dos cientistas, o tamanho do réptil é revelador porque a dimensão das serpentes e de outros animais de sangue frio depende da temperatura do seu habitat Com base no seu tamanho, Head e Bloch calculam que a "Titanoboa" tinha necessidade de uma temperatura média anual entre os 30 e os 34 graus centígrados para sobreviver, seis graus mais do que a média actual na cidade costeira colombiana de Cartagena (28 graus).
Implicações da descoberta
Carlos Jaramillo explicou que os cientistas sabem pelos fósseis de plantas encontrados em Carrejón que a zona, que hoje é árida, foi um bosque tropical no período do Paleoceno. "No Paleoceno, os níveis de Dióxido de Carbono (CO2) na atmosfera eram o dobro dos existentes actualmente e a selva tropical sobrevivia a 32 graus, cinco mais do que os que se registam actualmente naqueles bosques", afirmou o botânico, que destacou as implicações desta descoberta para compreender o efeito climático sobre as plantas tropicais.
Nunca tinham sido encontrados na zona equatorial da América do Sul fósseis de um vertebrado com entre 55 e 65 milhões de anos de antiguidade devido à densidade da selva e à maior deterioração dos cadáveres devido ao calor, explicou David Polly, da Universidade de Indiana, EUA, outros dos autores do estudo.
"Por um lado, esta nova espécie permite-nos compreender melhor a história das serpentes e, por outro lado, dá-nos uma indicação do clima nos trópicos no período em que estavam a começar a evoluir grupos modernos de organismos", declarou.
Na região de Carrejón foram também encontrados muitos esqueletos de tartarugas gigantes e dos extintos antepassados dos crocodilos, que na opinião dos cientistas foram aparentemente devorados pela gigantesca serpente. As maiores serpentes da actualidade são as anacondas, que medem entre cinco e sete metros, e as pitons, com um comprimento entre um e seis metros.
Carlos Jaramillo sublinhou que se prosseguirem as alterações climáticas será possível ver no futuro serpentes como a "Titanoboa", ainda que para isso tenham de passar milhões de anos, já que as espécies evoluem lentamente. O que mais alarma os cientistas, segundo Polly, é a rapidez com que se estão a produzir as alterações climáticas, já que podem impedir a que as espécies e os ecossistemas se adaptem.
Fonte da notícia: CienciaHoje
Site da notícia original:
http://www.nature.com/news/2009/090204/full/news.2009.80.html
Photo credits: ндК™ aka Lewis Lin
Estudo considera a possibilidade da nicotina poder afectar o funcionamento do sistema nervoso
O estudo foi realizado por cientistas norte-americanos, e publicado na revista científica Neuropsychopharmacology.
Os investigadores administraram doses diárias de nicotina ou uma substância de água com sal em ratos de laboratório durante o período de 15 dias. Após esse período, os cientistas submeteram os ratos a diversas experiências para testar as suas reacções em situações de stress, bem como a sua resposta à oferta de recompensas.
Os resultados revelam que os ratos que foram administrados com nicotina começaram a apresentar sintomas associados à depressão, como a ansiedade, repetição de hábitos de limpeza, e uma diminuição no consumo de recompensas, como os doces, tendo ainda demonstrado imobilidade em situações de stress.
“O estudo é interessante porque é o primeiro a mostrar que a exposição à nicotina na adolescência pode ter consequências neurobiológicas a longo prazo”, afirmou Carlos Bolanos, coordenador do estudo.
Segundo a equipa de investigadores, os resultados observados nos roedores sugerem que o mesmo pode acontecer com humanos, pretendendo ainda alertar os jovens para mais um risco associado ao consumo de tabaco.
“Se fumarem, os jovens precisam estar cientes dos potenciais efeitos a longo prazo que o cigarro pode trazer para o corpo", acrescentou ainda o investigador.

Pristimantis genus - Rã da chuva -AFP
Posso contar-te um segredo?
1) Canal auditivo 2) Tímpano 3) Martelo 4) Bigorna 5) Estribo
6) Janela oval 7) Tromba de Eustáquio 8) Cóclea 9) Nervo auditivo
Video retirado do site:
http://ensinofisicaquimica.blogspot.com/2008/05/uma-viagem-ao-ouvido.html. Legendas adicionadas por Ana Alegria a vídeo disponibilizado no YouTube, no canal myeralex, utilizando o webware overstream
Ouvido externo
Comprende o pavilhão auricular, comummente chamado "orelha" (que ajuda a estabelecer de onde provem um som), o canal auditivo e a delgada membrana do tímpano. Quando os sons chegam à membrana, esta converte-os em vibrações que se transmitem ao ouvido médio.
Ouvido médio
Em apemas um centímetro quadrado, o ouvido médio contém os três ossículos mais pequenos do corpo humano: o martelo, a bigorna e o estribo. Os movimentos provocados pelo tímpano amplificam-se vinte vezes para transmitir ao ouvido interno quer um som individual, quer uma orquestra inteira.
Ouvido interno
Numa pequena estrutura chamada cóclea o caracol tem vinte mil células ciliadas, algumas das quais processam os sons fortes e outras os fracos. As células ciliadas convertem as vibrações em impulsos eléctricos que através das delgadas fibras do nervo acústico chegam ao cérebro, onde determinam a sensação auditiva.
Noticia retirada de Jornal de notícias, em 28 de janeiro 2009
Gafanhoto (Schistocerca gregaria) - Imagem de FlickrUm estudo acaba de revelar como uma espécie inofensiva e reclusa de gafanhoto se pode transformar numa praga devastadora. Biólogos revelaram que a serotonina, neurotransmissor implicado na depressão em seres humanos, é também a substância responsável pelas pragas de gafanhotos.A descoberta, divulgada na edição de ontem da revista Science, põe fim a um mistério biológico investigado há 90 anos.
O gafanhoto-do-deserto (Schistocerca gregaria) é uma praga capaz de causar graves perdas na agricultura em países como Ásia, África e Austrália. Mais conhecido como uma das pragas bíblicas lançadas contra o Egito, os seus enxames podem ter bilhões de insetos. E 20% do mundo é vulnerável à praga, segundo Stephen Rogers, biólogo da Universidade de Cambridge e um dos autores do estudo.



As regiões centrais da galáxia NGC 253. Os astrónomos identificaram 37 regiões brilhantes, provavelmente berçários estelares muito activos que pode conter até 100.000 estrelas. A imagem cobre um campo com 15 arco-segundos.
Crédito: ESO
(clica na imagem para ver versão maior)
"Pensamos agora que estas regiões são provavelmente berçários estelares muito activos que contêm imensas estrelas libertando-se dos seus casulos de gás e poeira," diz Jose Antonio Acosta-Pulido, membro da equipa. NGC 253 é conhecida pela sua intensa actividade de formação estelar. Cada região brilhante contém provavelmente 100.000 estrelas jovens e massivas.
Este detalhado conjunto de dados também leva os astrónomos a concluir que o centro de NGC 253 alberga uma versão maior de Sagittarius A*, a brilhante fonte de rádio situada no núcleo da Via Láctea e que sabemos ser um buraco negro supermassivo. "Descobrimos, pois, o que poderá ser um gémeo do nosso Centro Galáctico," diz o co-autor Almudena Prieto.
As descobertas da equipa encontram-se na edição de Janeiro da revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society Letters.
Fonte da notícia: Astronomia On-line
Fonte da notícia: Astronomia On-Line
