sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

"Um Planeta, Um Oceano"

Nova exposição do Oceanário de Lisboa

O Oceanário de Lisboa tem uma nova razão para ser visitado
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Defender os oceanos e o planeta, um reforço de mensagem

O Oceanário de Lisboa tem a partir de quinta-feira, dia 4, um novo espaço que, de forma interactiva, explica a mensagem do museu vivo onde se cruzam quatro oceanos e a sua relação com os habitantes do planeta.

Compreender que os oceanos estão interligados e que as acções de cada um de nós têm impacto em todo o planeta, é o objectivo do novo espaço “Um Planeta, Um Oceano.” Numa viagem tão rápida quanto intensa pelos oceanos e pelo planeta percebemos que o oceano nos liga a todos tornando comuns os nossos objectivos e responsabilidades face à natureza.

A exposição possibilita um passeio “dentro” do oceano, através de uma área circular onde se observa a linha de costa e diversos pontos do globo. Através desta metáfora os povos de todo o mundo estão ligados por um só mar, sem distâncias nem fronteiras. Esta experiência mostra que a conservação dos oceanos é um dever da humanidade.

Pequenas caixas interactivas permitem saber como pescar de forma sustentável, descobrindo que Portugal consome cerca de 65 a 70 mil toneladas de bacalhau por ano e que 75 por cento dos stocks de peixe em mundo estão sobre-explorados. Os visitantes podem também tocar em pele de tubarão, observar as suas mandíbulas e até tocar num recife de coral morto.

A exposição também disponibiliza conselhos “salva-vidas”. Salvar vidas será fácil se todos adoptarmos pequenas mudanças no dia-a-dia. Aqui as dicas e conteúdos, baseados em dados científicos, sensibilizam para a importância do colectivo na mudança do Planeta.

Assistir ao vídeo “Pale Blue Dot”, com locução do cientista e astrónomo Carl Sagan é uma experiência que não deixará ninguém indiferente. Este vídeo transmite uma perspectiva dramática e emocional do planeta e a responsabilidade que nos cabe a todos perante a sua preservação e conservação.

Com o tema «Um Planeta, Um Oceano», a exposição facilita a compreensão da mensagem total do Oceanário, fazendo com que os visitantes vejam o aquário de uma perspectiva mais atractiva, interessante, perceptível e divertida.

A mostra pretende contribuir para uma mudança de comportamentos no dia-a-dia que ajudem o planeta e os oceanos.

Usar mais os transportes públicos, alterar a forma como se consome água, reciclar equipamentos e tratar convenientemente o lixo são gestos simples que podem fazer a diferença.

«A esperança é que depois de ver esta exposição cada um de nós sinta a necessidade de alterar pequenos detalhes na nossa vida»( palavras de João Falcato, administrador do recinto da exposição).

Notícia retirada de:http://www.oceanario.pt/

Lémures na luta contra a Sida

Foto retirada de: Flickr

Os cientistas que procuram soluções para o combate à Sida poderão contar com um novo aliado: o lémure. Este pequeno primata de Madagáscar é imune à doença, já que o seu ADN contém genes que o protegem do vírus. Esta descoberta poderá ajudar a combater uma infecção que afecta 33 milhões de pessoas e causa um milhão de mortes por ano.
Os últimos dados da Organização Mundial de Saúde(OMS) referem que só na Europa o número de infectados duplicou entre os anos 2000 e 2007.

De acordo com estudo realizado por uma equipa de cientistas da Universidade de Stanford o genoma de um lémure, primata do tamanho de um esquilo que vive apenas em Madagáscar, pode ajudar os cientistas a compreender como os vírus da Sida evoluíram com os primatas. O estudo – publicado nesta terça-feira (dia 2) na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS) – pode vir a mostrar o motivo pelo qual os primatas não humanos não contraem Sida e levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para as pessoas.

O Cientista Rob Glifford, autor principal do estudo, analisou o ADN de 21 espécies de primatas à procura de uma cadeia de nucleotídeos equivalente ao genoma do moderno lentivírus — família de vírus na qual se inclui o da imunodeficiência humana (HIV) — e encontrou-a no ADN do pequeno lémure cinzento (Microcebus murinus).
O HIV é um retrovirus que pertence à família dos lentivírus( nome que tem a sua origem na lentidão com que a infecção demora a instalar-se). Até ao momento pensava-se que estes vírus começaram a infectar os primatas à cerca de um milhão de anos. Acredita-se que o vírus se transmitiu no estado activo aos seres humanos através do consumo de carne de chimpanzé em África.
Tendo em conta os resultados do estudo os cientistas estão convencidos de que os lentivírus começaram a infectar os primatas há 85 milhões de anos.
Os lentivírus reproduzem-se inserindo o ácido ribonucleico no ADN de uma célula. Sabe-se que alguns deles infectam células que se transformam em espermatozóides ou óvulos, e, consequentemente, incorporam o ADN viral no genoma do hospedeiro.
Até o ano passado, quando Glifford descobriu um lentivírus endógeno no ADN do coelho europeu, ignorava-se que os lentivírus podiam ser herdados dessa maneira.
Os ancestrais do lémure moderno colonizaram Madagáscar há 75 milhões de anos e, desde então, evoluíram longe de seus primos africanos portadores do lentivírus, dos quais estão separados por 400 quilómetros de mar. A última das pontes terrestres ocasionais entre ambos os lugares desapareceu sob o mar há 14 milhões de anos, o que sugere que os lentivírus têm pelo menos essa idade. A descoberta de Glifford também sugere que os lentivírus podem ser encontrados em outros lugares, entre os macacos asiáticos e do Novo Mundo.
Estas interacções entre lentivírus e primatas revestem-se de grande interesse para a luta contra a Sida porque vários dos genes que protegem os símios da doença codificam proteínas do sistema imunitário que atrasam ou bloqueiam a reprodução do vírus, algo que não ocorre nos humanos.
Segundo pesquisas anteriores, esses genes evoluíram como uma resposta a milhões de anos de infecção por um retrovírus.
Até agora, os cientistas pensavam que os lentivírus eram jovens demais para terem participado na evolução. Gifford e seus colegas demonstraram que as interacções dos vírus com os primatas datam de vários milhões de anos. Estas evidências podem ajudar a entender a evolução destas defesas imunitárias tão importantes e trazer novas perspectivas para o tratamento ou a vacina contra a Sida.
A propósito do Dia Mundial da Luta contra a Sida,comemorado dia 1 de Dezembro, o Projecto Grande Símio exige mais medidas para acabar com uma pratica que continua vigente em África. De facto, em Madagáscar ainda se caçam lémures apesar de serem animais protegidos.
Fonte da notícia: ElMundo.es

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Descoberto mecanismo do envelhecimento.


Cientistas afirmam num artigo publicado recentemente ter encontrado o mecanismo universal que explica o envelhecimento.
Graças ao desenvolvimento de chips de ADN comprovou-se que um grupo de proteínas chamadas sirtuinas condiciona o processo de envelhecimento dos mamíferos.

"As sirtuinas operam como guardiãs das células", disse o cientista David Sinclair, da Faculdade de Medicina de Harvard, "Estas enzimas permitem que as células sobrevivam aos danos provocados pelo envelhecimento e retardam a morte das células".

Esta importante descoberta publicada na prestigiada revista Cell-2, propõe um “mecanismo universal” de envelhecimento, até ao ponto de poder no futuro criar medicamentos que tornem a velhice reversível.

Segundo os cientistas este mecanismo tanto afecta organismos unicelulares (leveduras) como multicelulares (mamíferos) e remonta á mil milhões de anos, tendo-se mantido nos mais diversos seres vivos ao longo da evolução.

O estudo demonstrou que com o avanço da idade os danos provocados no ADN (principal componente do material genético) afectam a capacidade das células de regular convenientemente a activação/inactivação da expressão genética, em situações particulares.
Sinclair e outros cientistas do Departamento de Biologia do Instituto Tecnológico de Massachussets haviam já descoberto que uma proteína sirtuina sir2 de levedura condicionava o processo de envelhecimento desta de duas maneiras: por um lado ajudava a regular a actividade genética , por outro ajudava a reparar quebras no ADN.
À medida que passa o tempo e se acumulam danos no ADN a sirtuina vai perdendo a capacidade de regular eficazmente a actividade genética aparecendo como consequência as características próprias do envelhecimento

As experiências efectuadas pelos cientistas vieram provar que o processo de envelhecimento vinculado à sirtuina verificado nas leveduras também acontece nos ratinhos.
As proteínas sirtuinas assinalam os genes que devem permanecer inactivados no interior das células. Deste modo ajudam a preservar a cromatina ( substância a partir da qual se constituem os cromossomas durante a divisão celular) a qual vai envolver os genes que devem permanecer inactivos.
Quando acontecem danos no ADN as proteínas abandonam as suas funções de guardas para ajudar o ADN a reparar os erros. Durante este intervalo de tempo, o invólucro da cromatina pode desenrolar-se e os genes até agora silenciados começam a “despertar”.
À medida que o rato envelhece a taxa de danos no ADN aumenta porque as proteínas diminuem a função de vigilância. Como resultado surge a desregulação da expressão genética.
Os cientistas com a ajuda dos chips de ADN mostraram que fornecendo resveratrol (um activador da sirtuina) a ratos, estes apresentavam um aumento da esperança de vida entre 24 a 46% nos animais. Verificou-se que quando se fornecia mais sirtuina a reparação do ADN ficava mais eficiente. A sirtuina é capaz de revitalizar os cromossomas que vão perdendo a integridade à medida que se dá o envelhecimento. Os cientistas referem que esta descoberta abre uma via à criação de medicamentos que poderão estabilizar a redistribuição de sirtuina à medida que o tempo passa e a idade avança.

Em conclusão, a deterioração do ADN não é em si mesma a causa do envelhecimento, mas é ela que põe em marcha um processo que provoca a ausência de regulação na expressão genética. É possível inverter o processo do envelhecimento segundo os cientistas. Os investigadores pensam ser possível agora criar medicamentos capazes de aumentar a nossa resistência às doenças e retardar o envelhecimento». Se for verdade é uma descoberta importante (interessante!).

Fonte da notícia: Tendencias21

sábado, 29 de novembro de 2008

"Elysia chlorotica"- Lesma marinha faz fotossíntese

Lesma marinha adquire capacidade de fazer fotossintese depois de comer alga verde


Hoje de manhã fiquei deliciada, para não dizer que terei delirado, com a notícia que vinha no Jornal Expresso a respeito de uma lesma do mar que adquire os cloroplastos necessários à fotossíntese por ingestão de uma alga.
A realidade superou a ficção, e eu vi no dia de hoje uma coisa que tinha já idealizado como sendo provável um dia tornar-se realidade. Não é todos os dias que uma pessoa se sente assim.
A Elysia chlorotica é uma pequena lesma marinha com 3 cm de comprimento que vive na costa atlântica da América do Norte, e que consegue uma proeza até hoje desconhecida na Natureza entre os seres do reino Animal: depois de comer uma alga adquire a capacidade de fotossintetizar, característica das plantas e das algas.
Este ser fantástico foi descoberto por uma equipa de investigadores de Universidades Norte-Americanas e da Coreia do Sul. A equipa é liderada por Mary Rumpho-Kennedy, professora de bioquímica e investigadora na Universidade de Maine.
A lesma marinha de cor verde e gelatinosa parece uma folha de árvore e conquista a capacidade de fotossintezar - que se mantém durante vários meses - com genes provenientes da alga que come a Vaucheria litorea.
O pequeno ser obtém os cloroplastos - organitos celulares de cor verde ricos em clorofila que permitem às células das plantas converter a luz solar em energia - e armazena-os nas células ao longo do seu intestino.
O artigo sobre esta extraordinária descoberta foi publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences". O artigo realça o facto extraordinário de um dos genes necessários à fotossíntese ter sido "transmitido", digamos assim, para o genoma da própria lesma - isto é, a lesma possui no seu DNA genes necessários à fotossíntese. O que terá acontecido para a lesma ainda não se ter transformado num verdadeiro híbrido "animal+planta", reter os cloroplastos e transmiti-los à geração seguinte de lesmas descendentes, através da sua própria reprodução, sem precisar de voltar a ingerir a alga de onde obtém os cloroplastos é ainda um mistério a que os cientistas do estudo pretendem responder.
Mary Rumpho-Kennedy admite que "estes organismos fascinantes podem transformar o próprio ensino dos princípios básicos da Biologia"
Podes ler mais no site original da notícia:
Também podes ler sobre esta notícia num outro artigo interessantíssimo - "Going Green":
E ainda podes acompanhar a pequena Elysia a alimentar-se da Vaucheria aqui.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Dia 1 de Dezembro olhe para o Céu





Se costuma andar de "cabeça no ar" já deve ter reparado que nos
últimos tempos ao pôr do Sol aparecem na direcção sudoeste duas
"estrelas" brilhantes que, curiosamente, se têm vindo a aproximar uma da outra.

Estrelas em movimento??!!
- Hum... estranho... (pensa o leitor mais atento).
Mas ai lembra-se que a palavra "planeta" é de origem grega e significa
"astro errante".
- Ah... pois... são planetas! (deduz o leitor mais informado).

Pois é verdade... a "estrela" mais brilhante não é mais do que o
planeta Vénus e a outra "estrela", mais alta no céu, é o planeta Júpiter.

O mais interessante é que ambos se vão continuar a aproximar um do
outro até que na madrugada de dia 1 de Dezembro vão atingir a
distância mínima de cerca de 2º no céu.

Ainda mais interessante é que nesse mesmo dia 1 o fino crescente da
Lua junta-se à dança pelo que o anoitecer vai ser abrilhantado pelos 3
corpos. Se puder olhar para o céu nesse dia ao anoitecer... aproveite!

O Centro Ciência Viva de Constância abrirá ao público das 15:00 às 17:30 para acompanhar a conjugação de Vénus, Júpiter e Lua com ocultação de Vénus através de binóculos e telescópios.

A ENTRADA É LIVRE

Apesar de parecerem próximos, os planetas e a Lua estão bem distantes uns dos outros. A Lua está a uma distância de 384.405 km da Terra, Vênus está a 108.200.000 Km de distância do Sol e Júpiter a 778.330.000 Km de distância do Sol. Todos os valores são aproximados.
Portanto, se gosta de observar o céu e seus fenômenos, anote na sua agenda esta data.Faça figas para não chover neste dia.

ANIMALS SAVE THE PLANET

ANIMALS SAVE THE PLANET
Série de vídeos muito divertidos e com mensagens muito sérias.



Para ver, rir e aprender... clica aqui: ANIMALS-SAVE-THE-PLANET

Alguns vídeos estão muito bem conseguidos.

Os que gostei mais:

O polvo apaixonado; O pinguim ciclista; O hipopótamo cantador;

Divirtam-se como eu. Brincar faz bem. Mas não esqueçam que não devemos "brincar com a VIDA". A VIDA É DEMASIADO IMPORTANTE. TEMOS A OBRIGAÇÃO DE PROTEGÊ-LA E AMA-LA

Novo Atlas das Aves Nidificantes em Portugal

Atlas das Aves Nidificantes em Portugal
Após seis anos de trabalhos de campo vai ser lançado o novo Atlas das Aves Nidificantes em Portugal.


O «Atlas das Aves Nidificantes em Portugal» surge como resultado de um projecto que colige dados recolhidos durante seis anos de trabalho de campo realizado no território continental e, pela primeira vez com estas características, nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Disponibiliza informação sobre a distribuição das 235 espécies de aves para as quais se registaram indícios de nidificação em Portugal entre 1999 e 2005. De entre estas, apresenta 221 espécies autóctones e 14 não autóctones registadas como nidificantes, constituindo um ponto de situação inédito para Portugal.

Com 592 páginas a cores, esta publicação, que inclui mais de 200 desenhos originais da autoria de alguns dos melhores artistas portugueses de ilustração científica, só foi possível através da parceria realizada entre o ICNB e a prestigiada editora Assírio & Alvim.

A apresentação do «Atlas das Aves Nidificantes em Portugal» terá lugar no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), pelas 15.00 h, no próximo dia 2 de Dezembro.

Para além de representantes das 4 entidades parceiras do Projecto: Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), Parque Natural da Madeira (PNM) e Secretaria Regional do Ambiente e do Mar dos Açores (SRAM) e da editora Assírio & Alvim, a apresentação irá contar com a presença e intervenção dos Exmos. Srs. Secretário de Estado do Ambiente e Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

No local da apresentação, o livro estará à venda com o preço de lançamento de 55,00 Euros.
Fonte da Notícia : ICNB

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Como nadam as Bactérias? Físicos explicam.

Físicos da Universidade Brown desenvolveram estudo que explica, como bactérias, como a unicelular Caulobacter crescentus nadam e como o seu movimento é influenciado pelo arrasto hidrodinâmico e pelo movimento Browniano.
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IMAGEM: Jay Tang, Brown University

Imagina-te a nadar numa piscina: o que dita a tua velocidade é a direcção com que nadas e o movimento dos teus braços e pernas, não a viscosidade da água.

Para organismos minúsculos, a situação é diferente. A direcção e a velocidade do micróbios estão mais sujeitos às variações físicas do fluido em seu redor.

“Para as bactérias, nadar na água é, como seria para nós, nadar em mel” explica Jay Tang, Professor Associado de Física na Universidade Brown, “O arrasto hidrodinâmico é dominante”.

Tang e a sua equipa na Universidade Brown desenvolveram o estudo mais detalhado dos padrões de natação de uma bactéria em particular, Caulobacter crescentus. Num artigo publicado online nesta semana em Proceedings of the National Academy of Sciences (edição impressa de 25 de Novembro), os cientistas demonstram como a movimentação desse microrganismo é afectada pelo arrasto hidrodinâmico e pelo fenómeno do Movimento Browniano. As observações parecem ser igualmente válidas para diversas outras bactérias, diz Tang, e lança novas luzes sobre como esses organismos encontram resíduos e como eles se aproximam de superfícies e “aderem” às mesmas.

A Caulobacter é um organismo unicelular que possui um flagelo. Quando ela nada, o seu corpo celular redondo gira numa direcção, enquanto o flagelo gira na direcção oposta. Isto cria uma força de torção que explica o movimento não-linear da bactéria através de um fluido. Tang e sua equipa descobriram, no entanto, que a Caulobacter também é influenciada pelo movimento Browniano, movimento em ziguezague que acontece quando partículas imersas são bloqueadas pelas moléculas do meio circundante. Isso significa que, enquanto nada, a Caulobacter é jogada para lá e para cá pelas moléculas de água circundantes.

Esse efeito conjunto da interacção hidrodinâmica e o movimento Browniano rege os padrões circulares da Caulobacter e vários outros microrganismos, afirmam os cientistas.

“Forças aleatórias são tanto mais importantes quanto menor for o objecto”, argumenta Tang, . “Numa bactéria com dimensões tão pequenas, as forças aleatórias tornam-se dominantes”.

Os Investigadores também descobriram outra explicação para o padrão de natação: os círculos descritos pela Caulobacter, quando nada, ficam mais apertados à medida que a bactéria se aproxima de uma superfície limitante, no caso, uma lâmina de vidro inclinado. A equipa descobriu que o círculo mais estreito é o resultado de um maior arrastamento exercido sobre o microrganismo quando ele nada mais perto da superfície. Quando o microrganismo está mais longe da superfície, é menos arrastado e o círculo que ele descreve fica maior, referiu o grupo de investigadores

Este efeito de ziguezague ajuda a explicar por que “na maioria das vezes as células não estão tão próximas da superfície como seria de prever”, diz Tang. “O motivo é o movimento Browniano que as joga de um lado para outro”.

Essa descoberta é importante, porque ajuda a explicar as áreas de alimentação dos organismos unicelulares. Talvez mais importante ainda, pode ajudar os cientistas a entender como as bactérias finalmente chegam a uma superfície e aderem nela. As aplicações vão desde uma melhor compreensão do fluxo e da adesão de plaquetas na corrente sanguínea, a uma melhor compreensão sobre como os contaminantes são capturados à medida que percolam o solo.

“Como se depreende, a natação é um mecanismo importante para o processo de adesão”, conclui Tang.

Fonte da notícia:
http://news.brown.edu/pressreleases/2008/11/brownian

domingo, 23 de novembro de 2008

Vem Descobrir Coisas Da Ciência...Connosco

NO DIA 24 DE NOVEMBRO 2008
DIA NACIONAL DA CULTURA CIENTÍFICA
E
ANIVERSÁRIO DO CONCELHO DO ENTRONCAMENTO


ENTRA NA CIÊNCIA!!!

Um dia de Loucos no Museu Nacional Ferroviário!


Alunos e Professores do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais da Escola Secundária do Entroncamento apresentam no Museu Nacional Ferroviário experiências divertidas e algumas "explosivas" como o Vulcão, o Pega Monstros, Pérolas de Alginato, Ao microscópio o pequeno fica Grande, DNA a nu entre outras. Não percam… porque todos podem participar…

Irá ainda ser projectado um Filme sobre o Bio-Diesel produzido por Ex-Alunos desta escola.

A Matemática também estará presente com jogos e actividades interessantes.

A iniciativa é do MUSEU NACIONAL DO FERROVIÁRIO.

ENTRADA GRATUITA
Horário: 14h às 17h
Local: Museu Nacional Ferroviário, Sala Polivalente;


sábado, 22 de novembro de 2008

FESTA DA CIÊNCIA-Ciência cada vez mais viva em Portugal

Fórum. Ciência Viva volta a promover mostra de várias faces da cultura científica portuguesa, em Lisboa. Ao mesmo tempo, prepara-se para aumentar as actividades e abrir novos pólos.
Começa hoje no pavilhão 3 da FIL, em Lisboa, aquilo que o Ciência Viva chama de "festa da ciência". O Fórum Ciência Viva 2008 dura até amanhã e marca o início da Semana da Ciência e da Tecnologia.

Foto: Ciência Viva

O evento "pretende ser um ponto de encontro de investigadores e professores, bem como manter o contacto entre a própria comunidade científica e a população", explica a editora executiva do Ciência Viva. Ana Noronha acredita que os fóruns ajudam a cumprir um dos principais objectivos do Ciência Viva: "Fazer chegar a cultura científica a todos."

No espaço podem ser vistos vários stands de laboratórios, centros de investigação, escolas, universidades, museus, e outras instituições ligadas à ciência. O pavilhão está dividido em zonas temáticas, onde decorrem as actividades do programa que inclui debates, demonstrações e workshops.

Nas escolas professores e alunos no âmbito do Programa Ciência Viva desenvolveram projectos que agora podem divulgar e partilhar com o público em geral neste fórum. Jovens de todo o País juntam-se numa iniciativa que lhes é dedicada
Bolo de chocolate a que se junta um batido anti-radical de laranja, limão e papaia, frutos com capacidade antioxidante que combatem os radicais livres que impedem o bom funcionamento das nossas células ou alunos a transformar plantas em espécies transgénicas nas bancadas dos laboratórios da escolas, são dois dos muitos exemplos dos projectos realizados. Explorar uma casa ecológica, extrair o seu próprio ADN, interagir com um robô ou reproduzir algumas técnicas pré-históricas de fabrico de pigmentos são exemplos das muitas outras actividades em que os visitantes podem participar este ano.

Investigação biomédica ou novos materiais baseados na Nanotecnologia são alguns dos temas que o visitante poderá aprofundar com os especialistas. A Rede Nacional de Centros Ciência traz ao Fórum as suas actividades e módulos científicos. Uma oportunidade para ficar a conhecer estes espaços de ciência, que poderão ser visitados mais tarde em diferentes pontos do país. O Espaço Sul e Espaço Norte é onde os visitantes podem participar em oficinas e debates nos auditórios criados nas zonas Sul e Norte. Nestes espaços informais encontra-se ainda zonas de descanso e computadores ligados à Internet.
Outra das novidades deste ano é que pela primeira vez o fórum é transmitido em directo na Internet, através da Ciência Viva TV.

A par do fórum, o Ciência Viva está ainda a preparar outras iniciativas. A nível europeu vão ser celebrados três projectos: os programas Alpha Galileo, Pollen e Volvox. Todos eles pretendem dar uma dimensão europeia ao Ciência Viva, bem como estreitar as relações com grupos científicos dos outros países da União Europeia. Também o Ciência Viva no Verão está já a ser preparado e vai abranger diversas áreas como a astronomia, a geologia, a biologia e a engenharia.

A nível literário também vai haver novidades, uma vez que o Ciência Viva vai lançar o programa Ler + Ciência. A escritora Isabel Alçada vai apresentar uma nova iniciativa Ler +, desta vez dedicada à ciência. No Ler + Ciência, os jovens são convidados a ler livros de divulgação científica, para posteriormente fazerem uma apresentação que possa cativar os colegas.

Estes fóruns, que segundo Ana Noronha pretendem mostrar "o que melhor se faz em ciência em Portugal", já duram desde 1997 e, desde então, têm fomentado o gosto pela ciência e pela tecnologia. Vários jovens, de vários pontos do País, encontraram no Ciência Viva um apoio, ou uma simples motivação para seguirem o trilho científico. A agência não pára de crescer e vai alastrando pelo País. Porém, Ana Noronha garante que a prioridade "é aumentar as actividades nos pólos já existentes para que a ciência chegue a todos".

Ver Programa em:

http://www.cienciaviva.pt/forum/8forum/programa.pdf

Notícia adaptada de : DN Online

Descoberta desafia a actual teoria sobre as estrelas

Investigadores revelam descoberta que altera as actuais teorias sobre o fim da vida das estrelas



Investigadores da Universidade Hertfordshire (Reino Unido) revelaram no passado dia 20 de Novembro num artigo, no Astrophysical Journal Letters a descoberta de um fenómeno que só se verificou uma vez até hoje: Uma Nebulosa Planetária movimentando-se à volta de una Nova (V458) sob um flash de ionização.


Uma nebulosa planetária é um objecto astronómico que consiste num escudo brilhante de gás e plasma formado por algumas estrelas que se aproximam no final das suas vidas, enquanto que uma nova é uma explosão termonuclear causada pela acreção (crescimento de um corpo por agregação de corpos menores de hidrogénio na superfície de uma estrela anã branca). Ambos os fenómenos não se costumam ver em simultâneo porque a nebulosa costuma desvanecer-se antes do hidrogénio que se acumula ser suficiente para a explosão da nova .

Segundo o professor Janet Drew, esta é a primeira vez desde 1901 que se observa este processo.

“É a primeira vez que pudemos usar observações baseadas no efeito ionizante da super brilhante Nova para podermos calcular a sua distância. Este sistema parece estar muito distante e ter uma grande massa, o que o converte num sério candidato para converter-se numa Super nova algum dia”.

Uma Super nova ocorre fundamentalmente quando uma estrela de grande massa não pode fusionar mais o seu núcleo, o que a leva a contrair-se rapidamente, emitindo uma grande quantidade de energia, que se traduz em emissões de luz intensíssimas que podem durar varias semanas ou meses. Além de alcançar um pico máximo de intensidade, decresce o seu brilho de maneira ténue até desaparecer completamente.
Cientistas que trabalharam na investigação : R. Wesson, M. Barlow (UCL), R. Napiwotzki (UoH), R. Corradi (IAC, Spain), P. Groot (Nijmegen, Netherlands), C. Knigge (Southampton), D. Steeghs, B. Gaensicke (Warwick), entre outros.

Fonte: AlphaGalileo
Imagem :Wikipedia

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Cangurus afinal tiveram origem na China

Costuma-se dizer que os "Chineses inventaram tudo" o que parece também aplicar-se aos cangurus. Estudos Genéticos mostram que os cangurus tiveram origem na China. Cientistas Australianos conseguiram o primeiro mapa completo do Genoma destes simpáticos animais. Os Cientistas afirmam que a origem dos cangurus é chinesa e ainda que os animais chegaram à Austrália via América e Antártida.

Jenny Graves, directora do Centro de Excelencia para a Genética dos Cangurus referiu " Os cangurus possuem cerca de 20.000 genes, muitos dos quais são iguais aos dos seres humanos" , pelo que " a sua descodificação permitirá conhecer o que eram os seres humanos há 150 milhões de anos".

Graves assegura que seres humanos e cangurus em termos evolutivos se separaram há 150 milhões de anos, enquanto que o rato e o homem partilham um ancestral comum há 70 milhões de anos.

"Há algumas diferenças. Nos humanos temos um pouco mais deste gene, um pouco menos daquele. Mas são os mesmos genes e praticamente na mesma ordem", afirmou a directora do Centro de Genética.

Existem 26 espécies de cangurus na Austrália e 200 de marsupiais, mas a investigação só estudou a espécie de cangurus Macropus eugenii.
Tradução da notícia retirada de:

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Atum em vias de extinção


Encontro entre 46 países sobre espécie em vias de extinção

Futuro do atum decide-se esta semana
Foto Greenpeace

O atum é um peixe tão comum nas prateleiras do supermercado que dizer que o futuro desta espécie se decide no encontro que hoje começou em Marraquexe, Marrocos, parece, no mínimo, fatalista. O problema é que este cenário não é assim tão radical. O Comité Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT), um organismo da Comissão Europeia, vai tentar encontrar soluções para uma espécie que durante as últimas décadas viu a sua população diminuir para dez por cento em relação aos números originais.

A situação deste animal está a chegar ao limite. Nos últimos 15 anos a procura do atum por parte dos consumidores tem vindo a aumentar e em consequência disso a pesca industrial da espécie também. Segundo os especialistas não há tempo a perder - é altura de agir.

Thunnus thynnus é o nome científico do atum vermelho, mais conhecido como rabilho em Portugal, e é uma das espécies na lista vermelha dos peixes da associação ambientalista Greenpeace, por estar em risco de extinção. “A generalidade dos 'stocks' de atum está a chegar ao limite máximo de exploração e muitos deles estão a diminuir rapidamente ou encontram-se esgotados”, explica a organização não governamental em comunicado.

Durante uma semana, 46 países vão participar na XVI Reunião Anual da ICCAT para tentar chegar a um consenso sobre que posições devem tomar para tentar evitar a extinção do atum vermelho. Entre os participantes da delegação da União Europeia, está o representante português, o Director Geral das Pescas e Agricultura, Eurico Monteiro.

Contactado pelo PÚBLICO, o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas diz que “a posição de Portugal é uma posição política tomada a nível comunitário”. Na prática, a Tutela considera prioritário que o plano de recuperação para o atum vermelho do ICCAT seja cumprido, de maneira a assegurar a recuperação deste recurso no Atlântico Este e Mediterrâneo. Mas o plano em vigor parece não estar a responder aos problemas levantados pela pesca intensiva desta espécie.

No último mês, por iniciativa do Governo espanhol, celebrou-se a Conferência sobre Biodiversidade, em Barcelona, onde 80 países aprovaram uma resolução simbólica para tentar salvar o atum vermelho. Nesse documento prevê-se a criação de um santuário no sul das Ilhas Baleares (Mediterrâneo); a ampliação dos períodos de proibição da pesca (entre Maio e Julho, actualmente o atum é capturado durante a época de reprodução); o peso mínimo de 30 quilos por animal; e quotas máximas de 15 mil toneladas anuais (agora é 30 mil).

80 navios portugueses pescam atum
Portugal possui actualmente uma frota de 80 navios de pesca neste sector, o que representa uma quota de 506 toneladas. Segundo o Ministério da Agricultura, as embarcações nacionais só capturam 30 toneladas de atum. “O remanescente é utilizado para trocas com outros Estados membros, relativamente a espécies mais importantes para a frota Portuguesa, como a pescada e o bacalhau”, explica.

Apesar destes dados, o relatório de 2007 do Instituto Nacional de Estatística para as Pescas indica que, depois da França e da Espanha, Portugal aparece como o terceiro país com maior número de quotas de pesca em relação ao atum vermelho.

Além disso, Portugal continua a ter um peso muito grande enquanto consumidor de peixe. Em comparação com a média europeia, cada português come quase três vezes mais peixe que nos restantes países (57 quilos por ano). Uma das últimas campanhas da Greenpeace pedia para que “os supermercados deixassem de vender as espécies na lista vermelha”, entre as quais consta o atum vermelho. O Ministério da Agricultura afirma que "a maior parte do peixe consumido em Portugal é importado".

Segundo dados da Greenpeace, 90 por cento das populações dos grandes peixes predadores (como o atum, o bacalhau e o peixe espada) estão esgotadas.

Agora parece haver vontade política para se alcançar um acordo na reunião do ICCAT, só não se sabe se chegará tarde de mais para recuperar o atum vermelho.
Fonte da noticia : Público.pt

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Comissão Europeia reforça medidas de protecção aos animais

Proposta da EU sobre testes em animais



A Comissão Europeia apresentou recentemente uma proposta que tem como objectivo reforçar a protecção aos animais que são usados em procedimentos científicos, indo ao encontro do Protocolo do Protecção dos Animais da União Europeia.

Desta forma também se pretende garantir condições equitativas para a indústria em toda a União Europeia, assim como garantir a qualidade das investigações. As novas medidas irão contribuir para minimizar o mais possível o número de animais usados em testes.

O Comissário do Ambiente da Comissão Europeia, Stavros Dimas afirmou que «é absolutamente importante evitar os testes em animais. A investigação científica deve focar-se em encontrar métodos alternativos aos testes em animais, mas onde não existem alternativas disponíveis a situação dos animais usados em experiências deve ser melhorada.»

O objectivo da proposta da comissão é reforçar a legislação comunitária em vigor no que diz respeito à protecção dos animais utilizados para fins experimentais, nomeadamente através da exigência de avaliações éticas que serão efectuadas antes de projetos que utilizem animais e estabelecendo requisitos mínimos para habitação e cuidados animais.

A proposta de directiva inclui no seu âmbito os animais utilizados em pesquisas básicas, educação e formação. Abrange todos os seres vivos vertebrados não-humanos e ainda outras espécies de animais susceptíveis de sentir dor. A utilização de primatas está sujeita a restrições e a proposta introduz também uma proibição ao uso de grandes símios - chimpanzés, bonobos, gorilas e orangotangos - nos processos científicos. Só quando a própria sobrevivência da espécie está em jogo, ou no caso de um surto inesperado de uma vida em perigo ou doença debilitante em seres humanos, pode ser concedida uma autorização a um Estado-Membro.

Actualmente, não é possível a proibição definitiva do uso de animais nos testes de segurança ou para a investigação biomédica. A revisão proposta pretende, assim, garantir que os animais são usados apenas quando não existirem outros meios. A sua utilização deve ser plenamente justificável e os benefícios esperados devem compensar os danos causados aos animais. A proposta pretende igualmente assegurar que os animais recebam cuidados e tratamento adequados, tal como gaiolas adequadas e um ambiente adaptado para cada espécie. Estas disposições serão continuamente monitorizadas.


A revisão proposta vai também exigir que os projectos que envolvam animais sejam autorizados por uma autoridade competente, antes de poderem ir em frente. A Comissão Europeia acredita firmemente na necessidade de encontrar métodos alternativos aos testes em animais. Enquanto tal não for possível, o número de animais utilizados deve ser reduzido e os métodos aperfeiçoados, de forma a causar menos danos para os animais.


Cerca de 12 milhões de animais são usados em experiências em toda a União em cada ano.

Fonte da notícia: APEA

sábado, 15 de novembro de 2008

Planet Earth forever

Tens 3 minutos? Então vê este filme e aprecia-o. Vale a pena.


SEMANA PORTUGAL BIO 2008 - III EDIÇÃO

A INTERBIO – Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica, vai promover a IIIª. Edição da SEMANA BIO – Semana Nacional da Agricultura Biológica: A Alimentação, de 15 a 23 de Novembro de 2008.

Centenas de actividades decorrerão em todo o País:
Degustação de iogurtes, tofus, enchidos, doces e compotas, feira de vinhos biológicos e feiras de legumes e frutas biológicos , de 15 a 23 de Novembro.
Ao longo da semana, os promotores da agricultura biológica vão mostrar o que estão a fazer em vários pontos do país, aproximando-se dos consumidores, e ainda salientar as maiores preocupações.

No dia 21 de Novembro será assinada a Carta Ibérica para a Sustentabilidade e Desenvolvimento da Agricultura Biológica no Salão Nobre do Ministério da Agricultura, entre o Senhor Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, de Portugal, a Senhora Ministra do Ambiente, Meio Rural e Marinho, de Espanha, a INTERBIO e o Conselho Andaluz de Agricultura Ecológica.

De 21 a 23 de Novembro estará aberto o Mercado de Produtos Biológicos no Torreão Poente do Terreiro do Paço (nas instalações do Ministério da Agricultura), em Lisboa.
O objectivo é promover "uma ampla divulgação da agricultura biológica e dos seus produtos, junto dos consumidores portugueses", segundo os organizadores. A INTERBIO é uma associação sem fins lucrativos, de natureza interprofissional, que nasceu em 2005 para defesa e representação dos interesses dos operadores de agricultura biológica.


Será ainda promovido o lançamento do 2º Concurso Nacional “A minha Escola é BIO”.

Para mais informação consulta: interbio-bio.blogspot.com

Primeira Estação Biológica Portuguesa nasce no Alentejo

Uma estação biológica, a primeira em Portugal, está a nascer no concelho alentejano de Mourão, num antigo posto fronteiriço da Guarda Fiscal, a «dois passos» de Espanha, para investigar e promover o património natural daquela área classificada.

Em plena Rede Natura 2000, na Zona de Protecção Especial (ZPE) para Aves Moura/Mourão/Barrancos e no Sítio de Importância Comunitária Moura/Barrancos, a Estação Biológica do Garducho (EBG) é um projecto do Centro de Estudos de Avifauna Ibérica (CEAI), associação ambientalista com sede em Évora.

O equipamento, na Herdade dos Guizos, está previsto abrir no primeiro trimestre de 2009, depois de mais de um milhão de euros investidos na remodelação e adaptação do antigo posto da Guarda Fiscal, abandonado com o fim das fronteiras terrestres.

O projecto é pioneiro em Portugal, segundo adiantou à agência Lusa Carla Janeiro, do CEAI, e visa a educação e sensibilização ambientais e a investigação sobre a biodiversidade existente na ZPE Moura/Mourão/Barrancos.

«A ideia é inovadora na medida em que não existe mais nenhuma estação biológica a nível nacional. Existem algumas noutros países da Europa, uma delas no sul de Espanha, a Estação Biológica de Doñana», disse, precisando tratar-se de um «espaço privilegiado para os estudos de investigação sobre o património natural».

Zona «muitíssimo importante a nível europeu pelo seu património natural»

A ZPE de Moura/Mourão/Barrancos é local de abrigo e de reprodução de várias espécies emblemáticas e ameaçadas de extinção, como a Águia-imperial, a Águia de Bonnelli, o Grou-comum, a Abetarda, o Sisão e o Cortiçol-de-barriga-preta.

Além disso, realça o CEAI, a sua importância ecológica destaca-se também por ser um local de «ocorrência histórica do Lince-ibérico, a espécie de felino mais ameaçada do mundo».

«São três concelhos muitíssimo importantes a nível europeu pelo seu património natural», sublinhou Carla Janeiro, explicando que, a partir da EBG, será «muito mais fácil desenvolver acções de conservação, de educação ambiental e de investigação» sobre essa biodiversidade.

O equipamento pretende também contribuir para a dinamização socio-económica da Margem Esquerda do Guadiana, uma das mais deprimidas regiões de Portugal e da Europa.

«Uso sustentável de recursos»

A estação, cujo projecto de arquitectura pretendeu conciliar a paisagem e o uso sustentável de recursos naturais, será dotada de uma exposição permanente, interactiva e multimédia sobre os valores naturais da região, com a intervenção artística de Fernanda Fragateiro.

Uma área de trabalho técnico e uma unidade de alojamento para investigadores e visitantes são outras das valências disponíveis, num equipamento que, estruturalmente, também tem preocupações ambientais.

O fornecimento de energia eléctrica vai ser garantido por um sistema de painéis solares fotovoltaicos, enquanto que as águas pluviais serão recolhidas para uma cisterna, sendo depois reaproveitadas.

Já o isolamento térmico é garantido com painéis de aglomerado negro de cortiça, feitos a partir de restos daquele material, desaproveitados pela indústria corticeira, enquanto que traves de madeira de linhas-férreas desmanteladas foram utilizadas no revestimento de varandas e terraços.

O projecto da EBG foi co-financiado pelo Programa Operacional Regional do Alentejo, tendo contado também com o apoio do município de Mourão e várias empresas privadas.
Fonte da notícia: cienciahoje.pt

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Descoberta origem do cabelo


O que temos na cabeça, que muitas vezes de manhã é um emaranhado incontrolável… sim, o cabelo… originou-se, há 300 milhões de anos, no ancestral comum que temos com as aves e os répteis.
Antes acreditava-se que o pêlo era algo característico apenas dos mamíferos, hoje foi descoberto que afinal as aves e os répteis têm genes para a expressão das proteínas dos pêlos, daí que os cientistas agora crêem, que essas proteínas surgiram há uns 300 milhões de anos, no último ancestral que compartilhamos com os mamíferos, as aves e os répteis.

Os primeiros mamíferos apareceram na terra há cerca de 210 milhões de anos, no género Homo, há uns 4 milhões, e nós como espécie Homo sapiens, há uns 200 mil anos. Sempre tivemos pêlos, e parece que afinal os nossos ”primos”, as aves e os reptéis também, se bem que agora não os mostrem.

O pêlo é constituido de proteínas de queratina, mas, não só o pêlo, também as unhas, plumas, cornos, garras e escamas. Segundo Leopold Eckhart, um dos investigadores do estudo, da Universidade de Viena, Áustria, o ancestral comum das aves, reptéis e mamíferos, tinha genes para a produção de queratina.

Este facto foi descoberto a partir da análise da base genética de uma galinha e uma lagartixa, representantes das linhas de aves e reptéis. Descobriram no genoma da galinha um gene de queratina do tipo mamífero, e seis destes genes nas lagartixas.

“ Nossos resultados”, afirma Eckhart, “sugerem que estes componentes proteícos, a queratina do pêlo tinham como função originar as garras do ancestral comum dos répteis e mamíferos. Pensamos, que só nos mamíferos, anos mais tarde durante a evolução, a queratina adquiriu o papel adicional de originar os pêlos.

Anteriormente pensava-se que as garras nos reptéis e aves eram feitas de outro tipo de proteínas, agora graças a este estudo sabe-se que têm queratina do tipo que existe no cabelo humano.
Este estudo é publicado esta semana no "Journal Proceedings of the National Academy of Sciences".
Fonte da notícia e foto: Livescience

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Consumo de Água

Consumo de Água

A World Wilde Fund (WWF) revelou, na semana passada, na apresentação do seu Relatório "Planeta Vivo 2008", de 48 páginas, que Portugal se encontra em 6.º lugar no grupo de países de países com maior consumo de água por habitante (ver página 18).

Os primeiros cinco lugares pertencem a EUA, Malásia, Grécia, Itália e Espanha.
A WWF refere que cada português consumiu em média, entre 1997 e 2001, cerca de 2,2 milhões de litros de água por ano.

Vamos mudar as nossas atitudes!

Vamos poupar água ! PORQUE SEM ÁGUA NÃO HÁ VIDA

domingo, 9 de novembro de 2008

Leões podem ser modelo para estudar a Sida no Homem


Leões podem ser modelo para estudar a Sida no Homem

(Imagem: qwe.blog.simplesnet.pt/archive/Blog_dos_Bichos...)

Um cientista português descobriu que a elevada diversidade genética e de vírus existente nos leões permitirá utilizar esta espécie como modelo para estudar, entre outras doenças, a dinâmica do vírus da Sida em humanos. Por esta razão, a preservação de populações de leões em declínio assume uma elevada importância e mudar estes felinos de lugar pode levar à mobilidade de vírus potencialmente patogénicos e ameaçar a própria espécie, disse em entrevista o geneticista Agostinho Antunes. Este investigador, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIMAR) da Universidade do Porto, liderou uma equipa de 20 cientistas internacionais que realizou uma investigação durante anos com mais de 350 animais da Índia e de vários países de África, que é publicada hoje na conceituada revista "PLoS Genetics". "Foi um esforço grande. Não é propriamente fácil amostrar estes animais, nem fácil, nem seguro", sublinhou o geneticista que esteve também envolvido na descoberta da sequenciação do genoma do gato.O trabalho visou conhecer melhor a variedade genética destes animais e caracterizar algumas doenças infecciosas, particularmente o FIV (desencadeia SIDA no gato doméstico), que existe com frequência elevada (até 97 por cento) em algumas populações de leões em África. "Há casos em que quase toda a população está infectada. É um caso interessante porque, ao contrário do gato doméstico, que desenvolve o Síndrome de Imunodeficiência Adquirida semelhante aos humanos, os leões não apresentam esses sintomas", explicou o cientista, que está ligado a esta investigação desde 2002. A investigação aponta o facto dos leões já coexistirem com o vírus há muito tempo e terem desenvolvido estratégias de defesa natural como sendo a explicação para a inexistência destes sintomas nestes animais. "Esta descoberta é mais uma possibilidade de utilizar espécies como o leão, infectadas com o FIV, como modelo para estudar a dinâmica do HIV em humanos e do FIV em primatas", sublinhou. O trabalho desvendou a evolução da dinâmica populacional dos leões e deitou por terra a ideia de que as populações de leões se resumiam a uma grande população em África e uma população na Ásia. "O que viemos mostrar é que a diversidade genética nos leões em África é bastante considerável", sublinhou o investigador, acrescentando que estes felinos têm uma "estrutura populacional bastante marcada entre diferentes regiões geográficas".

A conservação da espécie
Apesar de os leões terem capacidade de se dispersar com facilidade, na realidade o seu comportamento social cooperativo e outras características inerentes à biologia da espécie fazem com que, afinal, não troquem grande fluxo génico entre populações próximas e sejam significativamente diferentes, sustentou. O cientista deu como exemplo o ecossistema do Serengeti, uma região que, apesar de relativamente pequena, tem a maior densidade de leões na Tanzânia. "Há uma evidência de uma estrutura genética considerável que sugere a existência, num passado recente, de três populações que agora vivem juntas e que fisicamente não se conseguem diferenciar, mas geneticamente está lá a marca", explicou. Paralelamente, os investigadores descobriram que as populações que parecem ser mais antigas são as do Este de África e do Sul de África. "Parece ter havido algumas migrações históricas. Provavelmente a colonização do Norte de África e da Ásia terá ocorrido a partir do Sul e do Este de África há cerca de 100 mil anos", revelou. Mais do que um dado curioso, esta é uma "informação valiosa" em termos de conservação desta espécie, que é bastante ameaçada em África e tem vindo a regredir consideravelmente devido ao impacto das populações humanas. Até há bem pouco tempo, pensava-se que os leões em África eram todos muito semelhantes, uma única população, o que sugeria que se alguns leões se extinguissem em determinado local em África não era problemático porque persistiam noutros países africanos. A investigação veio mostrar exactamente o contrário: "Às vezes perder leões numa determinada zona pode ser uma perda definitiva de diversidade genética e que nunca se irá recuperar", concluiu

Fonte da notícia: ciênciahoje