quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Descoberta origem do cabelo


O que temos na cabeça, que muitas vezes de manhã é um emaranhado incontrolável… sim, o cabelo… originou-se, há 300 milhões de anos, no ancestral comum que temos com as aves e os répteis.
Antes acreditava-se que o pêlo era algo característico apenas dos mamíferos, hoje foi descoberto que afinal as aves e os répteis têm genes para a expressão das proteínas dos pêlos, daí que os cientistas agora crêem, que essas proteínas surgiram há uns 300 milhões de anos, no último ancestral que compartilhamos com os mamíferos, as aves e os répteis.

Os primeiros mamíferos apareceram na terra há cerca de 210 milhões de anos, no género Homo, há uns 4 milhões, e nós como espécie Homo sapiens, há uns 200 mil anos. Sempre tivemos pêlos, e parece que afinal os nossos ”primos”, as aves e os reptéis também, se bem que agora não os mostrem.

O pêlo é constituido de proteínas de queratina, mas, não só o pêlo, também as unhas, plumas, cornos, garras e escamas. Segundo Leopold Eckhart, um dos investigadores do estudo, da Universidade de Viena, Áustria, o ancestral comum das aves, reptéis e mamíferos, tinha genes para a produção de queratina.

Este facto foi descoberto a partir da análise da base genética de uma galinha e uma lagartixa, representantes das linhas de aves e reptéis. Descobriram no genoma da galinha um gene de queratina do tipo mamífero, e seis destes genes nas lagartixas.

“ Nossos resultados”, afirma Eckhart, “sugerem que estes componentes proteícos, a queratina do pêlo tinham como função originar as garras do ancestral comum dos répteis e mamíferos. Pensamos, que só nos mamíferos, anos mais tarde durante a evolução, a queratina adquiriu o papel adicional de originar os pêlos.

Anteriormente pensava-se que as garras nos reptéis e aves eram feitas de outro tipo de proteínas, agora graças a este estudo sabe-se que têm queratina do tipo que existe no cabelo humano.
Este estudo é publicado esta semana no "Journal Proceedings of the National Academy of Sciences".
Fonte da notícia e foto: Livescience

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Consumo de Água

Consumo de Água

A World Wilde Fund (WWF) revelou, na semana passada, na apresentação do seu Relatório "Planeta Vivo 2008", de 48 páginas, que Portugal se encontra em 6.º lugar no grupo de países de países com maior consumo de água por habitante (ver página 18).

Os primeiros cinco lugares pertencem a EUA, Malásia, Grécia, Itália e Espanha.
A WWF refere que cada português consumiu em média, entre 1997 e 2001, cerca de 2,2 milhões de litros de água por ano.

Vamos mudar as nossas atitudes!

Vamos poupar água ! PORQUE SEM ÁGUA NÃO HÁ VIDA

domingo, 9 de novembro de 2008

Leões podem ser modelo para estudar a Sida no Homem


Leões podem ser modelo para estudar a Sida no Homem

(Imagem: qwe.blog.simplesnet.pt/archive/Blog_dos_Bichos...)

Um cientista português descobriu que a elevada diversidade genética e de vírus existente nos leões permitirá utilizar esta espécie como modelo para estudar, entre outras doenças, a dinâmica do vírus da Sida em humanos. Por esta razão, a preservação de populações de leões em declínio assume uma elevada importância e mudar estes felinos de lugar pode levar à mobilidade de vírus potencialmente patogénicos e ameaçar a própria espécie, disse em entrevista o geneticista Agostinho Antunes. Este investigador, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIMAR) da Universidade do Porto, liderou uma equipa de 20 cientistas internacionais que realizou uma investigação durante anos com mais de 350 animais da Índia e de vários países de África, que é publicada hoje na conceituada revista "PLoS Genetics". "Foi um esforço grande. Não é propriamente fácil amostrar estes animais, nem fácil, nem seguro", sublinhou o geneticista que esteve também envolvido na descoberta da sequenciação do genoma do gato.O trabalho visou conhecer melhor a variedade genética destes animais e caracterizar algumas doenças infecciosas, particularmente o FIV (desencadeia SIDA no gato doméstico), que existe com frequência elevada (até 97 por cento) em algumas populações de leões em África. "Há casos em que quase toda a população está infectada. É um caso interessante porque, ao contrário do gato doméstico, que desenvolve o Síndrome de Imunodeficiência Adquirida semelhante aos humanos, os leões não apresentam esses sintomas", explicou o cientista, que está ligado a esta investigação desde 2002. A investigação aponta o facto dos leões já coexistirem com o vírus há muito tempo e terem desenvolvido estratégias de defesa natural como sendo a explicação para a inexistência destes sintomas nestes animais. "Esta descoberta é mais uma possibilidade de utilizar espécies como o leão, infectadas com o FIV, como modelo para estudar a dinâmica do HIV em humanos e do FIV em primatas", sublinhou. O trabalho desvendou a evolução da dinâmica populacional dos leões e deitou por terra a ideia de que as populações de leões se resumiam a uma grande população em África e uma população na Ásia. "O que viemos mostrar é que a diversidade genética nos leões em África é bastante considerável", sublinhou o investigador, acrescentando que estes felinos têm uma "estrutura populacional bastante marcada entre diferentes regiões geográficas".

A conservação da espécie
Apesar de os leões terem capacidade de se dispersar com facilidade, na realidade o seu comportamento social cooperativo e outras características inerentes à biologia da espécie fazem com que, afinal, não troquem grande fluxo génico entre populações próximas e sejam significativamente diferentes, sustentou. O cientista deu como exemplo o ecossistema do Serengeti, uma região que, apesar de relativamente pequena, tem a maior densidade de leões na Tanzânia. "Há uma evidência de uma estrutura genética considerável que sugere a existência, num passado recente, de três populações que agora vivem juntas e que fisicamente não se conseguem diferenciar, mas geneticamente está lá a marca", explicou. Paralelamente, os investigadores descobriram que as populações que parecem ser mais antigas são as do Este de África e do Sul de África. "Parece ter havido algumas migrações históricas. Provavelmente a colonização do Norte de África e da Ásia terá ocorrido a partir do Sul e do Este de África há cerca de 100 mil anos", revelou. Mais do que um dado curioso, esta é uma "informação valiosa" em termos de conservação desta espécie, que é bastante ameaçada em África e tem vindo a regredir consideravelmente devido ao impacto das populações humanas. Até há bem pouco tempo, pensava-se que os leões em África eram todos muito semelhantes, uma única população, o que sugeria que se alguns leões se extinguissem em determinado local em África não era problemático porque persistiam noutros países africanos. A investigação veio mostrar exactamente o contrário: "Às vezes perder leões numa determinada zona pode ser uma perda definitiva de diversidade genética e que nunca se irá recuperar", concluiu

Fonte da notícia: ciênciahoje

Festival Da Ciência


Data: 14 e 15 de Novembro de 2008
Local: Centro Ciência Viva de Estremoz
Organização: Ciência Viva .
Do programa constam muitas e variadas actividades desde feiras de minerais e do livro, experiências, conferências, cinema, tertúlias, exposições, aulas de cycling...

Ver Programa aqui

Contacto/Informações: Centro Ciência Viva de Estremoz, Convento das Maltezas, 7100-513 Estremoz; Tel 268 33 42 85; http://www.estremoz.cienciaviva.pt/.

Cogumelos podem ajudar a combater aquecimento global


Cogumelos podem ajudar a combater aquecimento global.

Foto: Flickr

Um estudo realizado por investigadores norte-americanos e publicado na revista "Global Change Biology" revelou que, ao contrário do que se pensava, as florestas do Hemisfério Norte não começaram a libertar mais dióxido de carbono após o aumento das temperaturas.

Os cientistas estão convencidos de que este fenómeno se deve à acção dos cogumelos, informa a BBC.

Numa experiência realizada no Alasca, os investigadores descobriram que um aumento da temperatura do solo em 1ºC fez cair para metade a libertação de dióxido de carbono (CO2) face ao que sucede quando o solo está mais frio.

Segundo os cientistas, esta situação deve-se ao facto de os cogumelos secarem e produzirem menos CO2 quando estão expostos a temperaturas mais quentes.

Apesar de surpreendidos com a descoberta, os investigadores afirmam que os cogumelos que crescem nestas florestas podem ajudar a contrabalançar parte do dióxido de carbono que é libertado para a atmosfera e a ganhar tempo até que sejam implementadas políticas efectivas.

(Fonte: "Global Change Biology"/08-XI-5).

sábado, 8 de novembro de 2008

Aquecimento Global ameaça Lemingues


Alterações climáticas ameaçam populações de lemingues

As alterações climáticas ameaçam a sobrevivência dos lemingues - pequenos roedores com cerca de 15 cm de comprimento - mais do que a suposta tendência da espécie para o suicídio, informam pesquisadores noruegueses num artigo publicado na revista científica Nature. As populações têm diminuído significativamente na região sul da Noruega devido à modificação frequente - e até ao desaparecimento - da quantidade de neve considerada normal durante o inverno. As informações são do diário espanhol El Mundo. A espécie é conhecida por cometer suicídios em massa saltando de penhascos, mas esta fama não passa de um mito. Na verdade, os animais acabam caindo das encostas empurrados, por acidente, por outros elementos do bando nos períodos de migração. O pequeno roedor também é frequentemente utilizado nos laboratórios como cobaia, substituindo o tradicional porquinho-da-índia.

Segundo os biólogos Nils Stenseth e Kyrre Kausrud, da Universidad de Oslo, que lideraram a pesquisa, a espécie tinha um aumento populacional a cada três ou cinco anos no passado. No entanto, o último grande aumento identificado aconteceu há 14 anos, em 1994. Os estudiosos suspeitam que o número deixou de crescer por causa do aquecimento global.

Para os cientistas, o aumento das temperaturas impede que os lemingues cavem buracos para se locomover entre a neve e o solo. Nas aberturas, eles encontram protecção de predadores e também as plantas de que se alimentam. Como há mais calor, a neve fica mole na primavera e essas passagens não se formam. "O número de lemingues está diminuindo e as populações desaparecendo", afirmou Nils Stenseth.

Stenseth explicou que as migrações em massa dos lemingues realizadas para procurar alimentos, contribuíram para a origem do mito do "suicídio colectivo" já que muitas vezes os animais acabavam por cair ou lançar-se na água atrás da comida. "Após um efectivo aumento populacional, a escassez de alimento fez com que os grupos competissem com agressividade pela comida. Este factor foi a causa da redução do número de lemingues", avaliou o cientista.

De acordo com o especialista, as variações climáticas tornaram-se uma ameaça para o futuro dos lemingues, felizmente, a espécie ainda está longe do risco de extinção.


Para veres mais fotos clica aqui
Fonte da notícia: elmundo.es

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A maior flor do mundo floresce ao vivo online

A flor maior do mundo é conhecida como "flor cadáver". Este nome deve-se ao cheiro horrível que liberta quando floresce. Quando acontece a floração o evento é grandemente celebrado já que só ocorre uma vez num período de muitos anos. Agora, graças ao Milwaukee Public Museum, podemos acompanhar aqui ao vivo como floresce a flor cadáver.
Aproveitando este evento, vamos conhecer melhor esta estranha flor, originária da ilha de Sumatra, Indonésia.

O seu nome científico é Amorphophallus titanum, é uma espécie da família das aráceas. É das plantas mais raras ao cimo da terra . Para terem uma ideia do seu tamanho , o maior exemplar conhecido foi apresentado na Alemanha em 2003 e media 2,74 metros de altura. O seu tubérculo, do qual sai um caule de um metro de altura, tem uma única folha e uma única flor.

A floração da flor cadáver é algo bastante atractivo para os apaixonados das flores já que um exemplar pode viver 40 anos e neste período só florescer 3 ou 4 vezes.
A flor que na verdade não corresponde a uma única flor, pois trata-se de uma inforescência (a maior inflorescência do mundo), consegue atingir uma elevada altura chega a crescer 10 cm por dia, é capaz de chegar aos 2,50 metros com 1 metro de diâmetro . Mas um paradoxo, estas flores únicas duram apenas três dias...

A flor cadáver não só se caracteriza por ser a maior flor do Mundo mas também por que quando floresce exala um odor( fedor) a peixe podre e açúcar queimado , tão horrível que é quase impossível permanecer junto dela por muito tempo.O odor pode cheirar-se a milhas de distância. Claro que a flor pouco se importa com os nossas sensações já que este odor é para atrair os insectos( moscas polinizadoras) que têm a importante tarefa de levar o pólen de uma flor para outra para elas se reproduzirem.



A flor cadáver do Museu de Milwaukee não floresceu até agora , assim não podemos perder esta oportunidade única de o presenciarmos ao vivo.
Ler mais em:

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Águia-imperial aumenta a sua prole em Doñana

Águia-imperial triplicou o número de nascimentos em três anos no Parque Natural de Doñana



A águia-imperial está a vingar no Parque Natural de Doñana, no Sul da Andaluzia, em Espanha. A população conseguiu triplicar o número de nascimentos, depois de mais de uma década em que a população da águia ia diminuindo por falta de indivíduos novos.

O plano de recuperação da Aquila adalberti em Doñana foi dirigido por especialistas do organismo público "Consejo Superior de Investigaciones Científicas" (CSIC). Em apenas três anos a produção anual de crias aumentou de 3,5 por ano para 10,5, dizem os investigadores, que publicaram o estudo na edição de Outubro da “Journal of Applied Ecology”.

Miguel Ferrer e Vincenzo Penteriani, os autores do estudo, conseguiram impulsionar o plano de recuperação quando perceberam que a diminuição da densidade das águias provocou uma diminuição na fertilidade dos casais. O que acelerou uma possível extinção da espécie.

“Ao contrário do que as leis da biologia previam, quando diminuiu a densidade da população da águia-imperial a sua fecundidade também decresceu, acelerando a velocidade de extinção da espécie”, disse o especialista Miguel Ferrer ao diário espanhol, “El Mundo”.

Segundo os modelos biológicos, quando a densidade de uma espécie diminui na natureza, devido a algum tipo de pressão, a fecundidade dessa espécie tende a aumentar para recuperar o número de indivíduos. Também se passa o inverso, quando há indivíduos a mais, a fecundidade de uma espécie decresce, para impedir o crescimento excessivo da população.

No caso das águias-imperias o mecanismo funcionou ao contrário. Entre 1992 e 2004 o número de casais nesta região desceu de 15 para sete. O uso de veneno na região, foi a principal causa do fenómeno.

“O aparecimento de veneno em Doñana e nas imediações parece estar associada com a diminuição dos coelhos depois de ter aparecido uma pneumonia viral, uma doença contagiosa. Quando se dá a diminuição da densidade de coelhos, as águias foram obrigadas a ampliar a área de caça para o exterior do parque, na mesma zona onde se aumentou o esforço para eliminar a raposa e outros predadores usando todo o tipo de métodos, legais e ilegais, como o veneno. Felizmente, este efeito tem diminuído nos últimos anos”, explica Ferrer.

O investigador do CSCIC acrescenta: “como as águias têm um ciclo reprodutor que ocupa oito meses do ano, qualquer demora que aconteça durante esse período na substituição de um dos membros do casal, impede que se possam reproduzir nesse ano, o que afecta a fecundidade, que por sua vez limita a disponibilidade futura de águias para substituir as parelhas”.

Durante os quatro anos do projecto, espera-se aumentar de novo o mínimo de casais reprodutores da águia-imperial para ficarem entre os dez e os doze casais reprodutores, com uma produção sustentada de nove a catorze crias por ano.
Em Portugal a espécie está no Livro Vermelho dos Vertebrados, criticamente em perigo. Pensa-se que só existem entre dois a cinco casais desta águia, na região da Beira Baixa e do Sul do Tejo. O envenenamento, o abate e a destruição dos ninhos são as principais causas da baixa frequência da Aquila adalberti.

Site da notícia: publico.pt

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Uvas Fazem Bem à Função Cardíaca...



Investigadores norte-americanos descobriram, num estudo com ratos de laboratório, que as uvas de mesa podem ajudar a baixar a pressão sanguínea e os sinais de danos no músculo do coração, enquanto melhoram a função cardíaca.Os investigadores do Centro Cardiovascular da Universidade do Michigan, em Ann Arbor, estudaram o efeito das normais uvas de mesa, uma variedade de uvas verdes, vermelhas e pretas, que foram misturadas na dieta dos ratos de laboratórios em forma de pó, como parte de uma alimentação baixa ou elevada em sal.Os investidores realizaram muitas comparações entre os ratos que consumiram a dieta de teste e os ratos de controlo que não receberam qualquer pó de uva, incluindo alguns que receberam uma dose ligeira de um fármaco comum para a pressão sanguínea. Todos os ratos eram de um tipo criado em laboratório, que desenvolve pressão sanguínea elevada quando alimentado com uma dieta elevada em sal.Após 18 semanas, os ratos que receberam a dieta enriquecida com pó de uva apresentaram uma pressão sanguínea mais baixa, melhor função cardíaca, inflamação reduzida e menos sinais de danos no músculo do coração, em comparação com os ratos que comeram a mesma dieta salgada, mas que não consumiram uvas.O estudo, publicado na "Journal of Gerontology: Biological Sciences", também revelou que alguns ratos que receberam o fármaco para a pressão sanguínea, juntamente com a dieta salgada, também apresentaram uma redução da pressão sanguínea, mas os seus corações não foram protegidos dos danos como os dos ratos do grupo alimentado com uvas.

Site: farmacia.com.pt

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Em 2030 : serão precisos dois Planetas para suportar consumo humano


Ao ritmo de consumo actual, a humanidade, para satisfazer suas necessidades no início da década de 2030, vai precisar de dois planetas, alerta o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
A pegada ecológica da humanidade, que avalia o consumo de recursos naturais, já superou em 30% as capacidades do planeta de se regenerar, destaca o WWF no relatório Planeta Vivo 2008.
O Relatório explica que a pressão da humanidade sobre o planeta duplicou nos últimos 45 anos por dois motivos: crescimento demográfico e aumento do consumo individual.

A sobreexploração está esgotando os ecossistemas e os desperdícios acumulam-se no ar, na terra e na água.

Como resultado a escassez de água, a redução da biodiversidade e as alterações climáticas, causadas pela emissão de gases que provocam o efeito estufa, "colocam cada vez mais em risco o bem-estar e o desenvolvimento de todas as nações", informa o WWF.
O "Índice Planeta Vivo", um instrumento criado para medir a evolução da biodiversidade mundial e que envolve 1.686 espécies de vertebrados em todas as regiões do mundo, registrou queda de quase 30% nos últimos 35 anos.
Perante a redução deste índice, parece cada vez mais improvável que alcancemos o objectivo, no entanto modesto, estabelecido na Convenção do Rio sobre a diversidade biológica: diminuir a redução da biodiversidade mundial até 2010", destaca o WWF.

Além da pegada ecológica mundial e do Índice Planeta Vivo, o relatório apresenta um terceiro instrumento de medida, "a pegada de água", que avalia a pressão resultante do consumo sobre os recursos hídricos em escala nacional, regional e mundial.
O grande problema é que a água é um recurso distribuído de forma muito desigual em todo o mundo.

Desta maneira, 50 países enfrentam actualmente um ‘stress‘ hídrico moderado ou grave, segundo o WWF. Além disso, o número de pessoas que sofrem com a falta de água, seja durante todo o ano ou por temporadas, aumentará em consequência do aquecimento global, conclui o organismo de defesa da Ecologia.

A «pegada ecológica», índice da WWF, traduz a quantidade de terra e água necessárias para sustentar as gerações actuais, tendo em conta os recursos materiais e energéticos gastos por uma determinada população.

Os americanos têm uma pegada ecológica média de 9,4 hectares, o equivalente a 4,5 planetas Terra, enquanto os chineses - com uma população quatro vezes superior à dos Estados Unidos - têm uma pegada de 2,1 hectares por pessoa (um planeta).

Alguns países, como os EUA e a China, consomem mais do que a sua biocapacidade (aquilo que os seus ecossistemas são capazes de oferecer), caracterizando-se como «países devedores ecológicos».

A União Europeia tem também um deficit ecológico que a WWF considera «muito preocupante», com uma pegada ecológica de 4,7 hectares por cidadão (2,3 Planetas Terra) e uma biocapacidade de 2,3 hectares.

Portugal tem uma pegada ecológica média de 4,4 hectares, estando em 28 lugar numa lista de 151 países, e uma biocapacidade de apenas 1,2 hectares (95 lugar): «Seriam necessários dois planetas para manter o padrão médio de consumo de cada português», afirma a WWF em comunicado.


Relativamente à pegada de água «Em Portugal a situação é também preocupante», diz a WWF, referindo que o indicador de uso de água é de 2,26 milhões de litros por pessoa por ano, ocupando Portugal o sexto lugar entre 151 países.

Para Luís Silva, da WWF, «esta situação revela que o nosso país pode vir a enfrentar problemas de escassez de água, em consequência das alterações climáticas previstas para a Bacia do Mediterrâneo, onde Portugal se insere. A mudança de hábitos no consumo de água será fundamental para evitar o colapso deste recurso.»

Notícia retirada de http:// jornaldigital.com

"O Verdadeiro Custo da Comida"

Recomendo a consulta de uma página muito interessante e de simples consulta, da autoria do prestigiado Sierra Club National Sustainable Consumption Committee, e que pretende encorajar todos a pensar mais sobre os impactos que as nossas escolhas de consumo podem ter no ambiente.




"O Verdadeiro Custo da Comida" (do inglês, The True Cost of Food) disponibiliza muita informação específica sobre a origem de alguns produtos do dia-a-dia, assim como dá importantes dicas sobre como devemos proceder para evitar impactos negativos no ambiente.
Eis algumas:


Come mais legumes, fruta e cereais e menos carne.
Procura comprar a carne em locais com garantia de que é isenta de antibióticos,hormonas etc
Sempre que possas compra produtos orgânicos.
Compra sempre que seja possível os alimentos em pequenas superfícies e nos mercados locais.


Uma página a consultar sem falta. Por Um futuro mais sustentável

As mais raras do Mundo

As rãs estão entre os animais mais coloridos e diversificados da Natureza. São anfíbios, pertencem à ordem dos anuros, juntamente com os sapos . Sapos e rãs têm cabeça e tronco unidos num grande corpo achatado, sem pescoço e cauda, patas anteriores curtas e posteriores longas. Distinguem-se porque os sapos possuem uma pele rugosa e dedos curtos, as rãs têm pele lisa e dedos longos.
Apresento-vos as mais raras e interessantes rãs do Mundo



A foto de cima pertence a uma Rã verde de olhos vermelhos (Agalychnis callidryas), uma das mais coloridas e raras também. Vive nas árvores, nos bosques tropicais numa extensão que vai desde o sul do México até ao norte da Colômbia, passando pela América Central. Costuma medir entre 5 a 7 centímetros. O que a caracteriza é a sua cor, que pode cambiar de modo a camuflar-se dependendo do seu humor e do meio ambiente. As suas cores muito vivas afectam grandemente os seus predadores, o que se torna numa protecção bastante eficaz para ela.



Apresentamos de seguida a rã maior de todas:

a rã goliat (Conraua goliath).



Chega a atingir 40 cm e a pesar 3 quilos. Pode viver até aos 15 anos. Apenas é encontrada na África Ocidental, em rios de fundo arenoso. Alimenta-se de Insectos e às vezes de rãs mais pequenas


Vimos a rã maior do Mundo , agora é a vez de olharmos para a rã mais pequena do mundo. Concorrendo a este título, temos duas candidatas: A Rã dourada brasileira(Brachycephalus didactylus) e a Monte iberia (Eleutherodactylus iberia).


Como podem ver nas fotos são muito pequenas. Na fotografia superior temos a rã dourada brasileira, que chega a medir 9,8 milímetros e como o seu nome indica tem uma cor dourada e habita numa zona reduzida do sudeste do Brasil. Em baixo temos a rã Monte ibéria Eleuth, que mede também entre 9,6 e 9,8 milímetros. Foi descoberta recentemente em 1996, no Monte Ibéria, Cuba. Só vive em duas pequenas regiões de Cuba. É uma rã muito misteriosa, porque continuamos a saber muito pouco acerca dela.


Seguimos esta viagem pela rã que salta mais: a Litoria nasuta .



Esta rã vive nas zonas costeiras da Austrália e também em Papua Nova Guiné. Tem cores variadas e só mede cerca de 55 milímetros de largura. O que a caracteriza são as suas patas traseiras que são extremamente largas, e que lhe permitem dar saltos muito longos e rápidos.

E terminamos esta viagem com a rã mais rara - uma rã com" cauda". Como referi no início as rãs caracterizam-se por não possuir cauda, mas existe uma excepção a rã (Ascaphus truei) que apresenta uma estrutura semelhante a uma cauda apesar de não o ser. Esta estrutura só existe nos machos e é na realidade uma parte da cloaca - extremidade final do sistema digestivo que nestes animais tem a função de depositar o esperma nas fêmeas durante o acasalamento .
As rãs com cauda também são consideradas raras porque apresentam uma fecundação interna ao contrário das outras rãs que possuem fecundação externa.


Herbicida Atrazina - ameaça letal para anfíbios

Esta rã norte-americana é uma das vítimas do herbicida (Foto: Neal Halstead/Universidade do Sul da Flórida)
A mortandade generalizada de sapos, rãs e outros anfíbios em vários locais do nosso planeta e que constitui uma das maiores crises ambientais ds últimos anos, tem uma nova e letal ameaça. Trata-se da atrazina, um herbicida largamente usado na agricultura cuja acção devastadora na sobrevivência destes animais está sendo investigada por cientistas americanos. A atrazina faz com que, ao mesmo tempo, os principais parasitas dos anfíbios se multipliquem e o sistema de defesa do organismo deles fique fragilizado. O resultado? Uma catástrofe.

Dados de campo e experimentais foram publicados na edição desta semana da revista científica "Nature". A equipe liderada por Jason R. Rohr, do Departamento de Biologia da Universidade do Sul da Flórida, estudou anfíbios do interior dos Estados Unidos, mas é bastante provável que as suas conclusões se apliquem a outras áreas do mundo. "Tendo em conta a falta de regulação efectiva do uso de herbicidas em muitos países tropicais, é bastante provável que até os anfíbios de áreas aparentemente virgens estejam ameaçados por este problema", declarou Rohr.
A atrazina provoca nos anfíbios como sapos, rãs e salamandras malformações grotescas dos membros, danos nos rins, inchaços severos e morte. O seu sistema imunitário fica seriamente afectado, os animais perdem as suas defesas. A explicação do grupo de cientistas é a de que a atrazina aumenta a reprodução dos trematódes muito acima do normal. Os anfíbios morrem com os intestinos lotados destes vermes parasitas.

O mecanismo é relativamente simples. Esses vermes ao longo de seu ciclo de vida tem como hospedeiros intermédios caracóis. Estes, por sua vez, comem certos tipos de algas, as perifíticas, que ficam fixas a superfícies debaixo de água. Os dados mostram que os herbicidas conseguem matar outros vegetais aquáticos, mas não as algas perifíticas. Mais algas significa mais caracóis e, portanto, mais vermes que provocam a morte dos anfíbios.
Rohr refere que os europeus baniram o uso do herbicida sem nenhum prejuizo para a produtividade agrícola, o que indica que se pode acabar com a sua utilização. E é bom não subestimar sapos e companhia como bichinhos sem importância - muito pelo contrário, refere:
"Os anfíbios têm funções muito importantes na maioria dos ecossistemas. Podem alterar a dinâmica de algas, os sedimentos de água doce e a decomposição das folhas. São predadores importantes e também fontes de alimento para muitas espécies. Comem várias espécies de artrópodes que são muitas vezes considerados pragas, como mosquitos e moscas. Uma espécie de salamandra americana tem a maior biomassa entre todas as espécies de vertebrados do nordeste dos EUA - o seu desaparecimento certamente alteraria todo o ecossistema. E, é claro, substâncias do organismo dos anfíbios têm muito interesse para a medicina - embora diversas espécies provavelmente estarão extintas antes de conseguirmos estudá-las", conclui. o cientista Rohr.
Site original da notícia: nature.com

Sonda Messenger alarga conhecimento sobre Mercúrio


Sonda Messenger alarga conhecimento sobre Mercúrio
Parte da face escondida do planeta foi revelada

Imagem de Mercúrio disponibilizada pela Nasa

A sonda norte-americana Messenger revelou 30 por cento da face escondida e misteriosa de Mercúrio, o planeta mais pequeno do Sistema Solar, nunca antes observada, disseram hoje cientistas da missão. As novas observações foram realizadas a 6 de Outubro, quando a sonda sobrevoou Mercúrio pela segunda vez, a 201 quilómetros de distância e a uma velocidade de 23.818 quilómetros por hora.

"Combinado com os dados obtidos no primeiro sobrevoo de Mercúrio pela Messenger a 14 de Janeiro e pela Mariner 10 (a primeira nave que passou perto de Mercúrio três vezes em 1974 e 1975), este segundo voo permitiu alargar a superfície total observada a 95 por cento do planeta", precisou Sean Solomon, director do Departamento de Magnetismo Terrestre na Carnegie Institution em Washington e principal cientista da missão. "A superfície de Mercúrio que pudemos ver de perto pela primeira vez no segundo sobrevoo da Messenger é mais extensa do que a América do Sul", acrescentou.

Os instrumentos científicos a bordo da Messenger funcionaram normalmente durante toda a duração do voo e as câmaras fotográficas captaram mais de 1.200 imagens da superfície do planeta, enquanto que o altímetro de laser colocado sob a sonda fazia o relevo topográfico.

Desta forma, os cientistas conseguiram relacionar as imagens de alta definição recolhidas com medições topográficas muito precisas.

"Estas medições topográficas melhoram consideravelmente a nossa capacidade de interpretação da geologia à superfície", afirmou Maria Zuber, directora do departamento de Estudos da Terra, da Atmosfera e das Ciências Planetárias do MIT (Instituto de Tecnologia do Massachusetts) e uma das principais cientistas do projecto Messenger.

A primeira passagem da Messenger e os sobrevoos anteriores da Mariner 10 só tinham fornecido dados sobre o hemisfério oriental de Mercúrio. "Agora que as câmaras da Messenger fotografaram mais de 80 por cento de Mercúrio, é claro que ao contrário da Lua de Marte, a superfície do planeta é mais antiga e fortemente acidentada por crateras, com grandes planaltos vulcânicos geologicamente mais jovens que se estendem pelo interior ou entre bacias gigantes", explicou Mark Robinson, da Universidade do Estado do Arizona.

As imagens recolhidas durante o primeiro sobrevoo mostravam falésias de várias centenas de quilómetros de comprimento, formadas aparentemente pelo movimento de placas tectónicas no começo da história do planeta.

Outro instrumento da Messenger fez análises da atmosfera muito fina de Mercúrio, nas quais detectou pela primeira vez a presença de magnésio.

Site original da notícia:

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Dieta enriquecida com cerejas pode ajudar a reduzir risco cardíaco

Foto: Flickr
Investigadores norte-americanos revelaram que uma dieta enriquecida com cerejas pode ajudar a reduzir o peso e o colesterol, e reduzir a inflamação, um dos maiores factores de risco de doença cardíaca.

O co-autor do estudo, o Dr. Steven F. Bolling, do Centro Cardiovascular da Universidade do Michigan, referiu que as cerejas ácidas, ou ginjas, vendidas secas, congeladas ou em sumo, contêm antioxidantes poderosos conhecidos como antocianinos, que fornecem a cor vermelha brilhante e rica.

No estudo, ratos, alguns obesos, receberam uma dieta ocidental, caracterizada por ser elevada em gorduras e moderada em carboidratos, com ou sem a adição de pó de cereja, como 1 por cento da dieta.

Os ratos obesos, mais em risco, que receberam a dieta enriquecida com cerejas demonstraram uma diminuição significativa do peso corporal e da gordura, enquanto mantiveram a massa muscular magra.

Após 12 semanas, os ratos que foram alimentados com cerejas tinham menos 14 por cento de gordura corporal, em comparação com os outros ratos que não consumiram cerejas.

As dietas enriquecidas com cerejas também reduziram os níveis totais de colesterol em cerca de 11 por cento e dois marcadores conhecidos de inflamação, normalmente produzidos pela gordura abdominal e ligados ao aumento do risco de doença cardíaca.

Site original da notícia UPI.com

Natureza curiosa: Um animal com muito coração

POLVO - UM ANIMAL COM MUITO CORAÇÃO...


O polvo é um molusco, nome dado aos animais de corpo mole, e pertence à Classe Cephalopoda (que significa "pés na cabeça") e à Ordem Octopoda ("oito pés").
Dotado de uma invejável inteligência entre os chamados “animais irracionais” (catalogação que não gosto de usar), a sua fama precede-o. Quem não se recorda de ter visto aquela experiência do polvo e do frasco fechado com alimento? Tem, efectivamente, um cérebro bem desenvolvido e uma fabulosa visão.

Tem a capacidade de mudar constantemente a cor e textura da sua pele para imitar a área onde se encontra, sendo esta capacidade de camuflagem a sua principal forma de protecção.

Quando se fala do polvo, uma das mais fantásticas curiosidades é o facto de não ter quaisquer estruturas esqueléticas, ao contrário dos seus "primos" chocos, lulas e nautilus. A única estrutura rígida presente no seu corpo é o bico, cuja composição se assemelha… às nossas unhas.

Com dois olhos, uma boca, oito tentáculos (cada qual com cerca de 240 ventosas), o polvo tem ainda algo que o torna realmente especial.

Não tem um, nem dois, mas três corações.
Dois dos corações estão localizados junto de cada brânquia e bombeiam o sangue oxigenado para um terceiro, mais poderoso e central, que tem como função distribuir o sangue para o resto do corpo, com uma pressão considerável. São estes três corações que permitem ao polvo ter aquela destreza e invejável manobrabilidade na água.

Não sendo o rei dos oceanos (pese embora o facto deste ter sangue azul...) mas um poderoso e inteligente predador dos mares, o polvo é, como será fácil de perceber, um animal com muito coração...

Texto escrito pelo Biólogo João Neves em http://zoomarine.bloguedrive.com/

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Stress Hídrico - Água em Perigo


O stress hídrico é um fenómeno que aumenta cada vez mais e que provoca uma diminuição dos recursos de água doce em quantidade (aquíferos sobre explorados, rios secos, lagos contaminados) e de qualidade (eutrofização, contaminação da matéria orgânica, intrusão salina). Verifica-se quando a procura de água excede a quantidade disponível durante um período determinado de tempo ou quando o seu uso é restringido pela sua má qualidade.
A nossa sociedade ainda não tomou consciência dos problemas que podem surgir da escassez de água e do seu desperdício exagerado e evitável no uso diário doméstico. Um gasto equilibrado e a utilização de sistemas eficientes evitariam o agravar do problema. Nesse sentido, há que seguir uma nova política do uso da agua que permitirá uma gestão sustentável deste tão valioso recurso.

A Europa aumentou em media á volta de 50 milímetros cúbicos por hectar/ano o seu consumo de água.
A consciencialização da população é fundamental para garantir a conservação dos recursos hídricos.É necessário usar a água sem desperdícios e evitar poluí-la, para que a água tratada e saudável nunca falte nas nossas torneiras.
Todos nós dependemos da água. Agora a água também dependerá de nós, das nossas atitudes e comportamentos. Também depende de ti.

Alguns conselhos para poupares água



- Prefere o chuveiro ao banho de imersão: gastas entre 25 e 100 litros em vez de 200 a 300!

- Instala um chuveiro inteligente. Desliga a água enquanto te ensaboas. Se tomares banho de imersão, reutiliza a água para outras lavagens.

-Fecha bem as torneiras. Não custa nada!

- Não deixes a torneira aberta enquanto lavas os dentes!

- Utiliza a máquina de lavar a roupa com o tambor sempre cheio. Se lavares a roupa à mão, não deixes a torneira a correr. Enche o tanque ou bacia para lavar, e enxágua passando por várias bacias e reutilizando a água sempre que possível.

- Ao lavares a loiça, não uses a água a correr. Enche a pia!

- Esquemas para reduzir a água de cada descarga de autoclismo são bem-vindos, como a garrafa de água no interior, que reduz o consumo em cerca de 30%.

- Consertar o pingo da torneira poupa litros de água!

- Lava o carro com um balde. Se utilizares uma mangueira, desliga a água sempre que não estiver a ser usada. Alternativamente lava-o na estação de serviço.

-Se tens um jardim relvado, rega-o de manhã cedo ou ao fim da tarde, por forma a reduzir a evaporação.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Uma História de Sucesso - O grande ganso das Neves



Foto: Mathieu Belanger/Reuters

Um bando de grandes gansos das neves Chen caerulescens atlantica sobrevoa a área protegida de Cap Tourmente, no Canadá. No início do século XX existiam cerca de três mil destas aves, à beira da extinção. Por isso, o Serviço canadiano de protecção da natureza criou esta área protegida, em 1969, como uma das medidas para ajudar a aumentar esta população. Hoje há mais de 800 mil aves.
Situada a cerca de 50 kilometros a este da cidade de Quebec , esta área Nacional de proteção da vida selvagem destina-se a conservar a diversidade de habitats, especialmente os do grande ganso das neves.



Fonte da notícia: www.publico.clix.pt

Formigas nómadas levam cogumelos para casa


Descoberta inédita e sensacional :
Cientistas descobrem Formigas com um novo estilo de vida.

No nosso imaginário comum, associamos as formigas como animais sociais, organizados e cooperantes entre si. Tudo isso está correcto mas agora com uma informação acrescida. Algumas espécies, ao contrário do que se conhecia, têm um comportamento nómada, não fazendo colónias fixas que tanto estamos habituados a imaginar.
Foi agora descoberto que colónias da espécie Euprenolepis procera não fazem colónias fixas mas movem-se continuamente durante a noite pelas florestas da Malásia, sempre à procura de cogumelos e outros fungos - o seu alimento preferencial.

Ao contrário das espécies presentes no Hemisfério Ocidental, que cultivam os fungos no interior das suas colónias, estas formigas asiáticas funcionam como caçadoras-recolectoras.

Ler mais em:

http://www.sciencenews.org/view/generic/id/34488/title/Nomadic_ants_hunt_mushrooms

Frutos e vegetais diminuem risco de cancro


Cientistas britânicos defendem que as pessoas que consomem diariamente frutas e vegetais apresentam menor probabilidade de desenvolvimento de cancro. Este efeito deve-se à pectina, um componente dietético e um tipo de fibra, que se encontra presente nestes alimentos.Estes investigadores acreditam que um fragmento libertado pela pectina (que é encontrado em todas as frutas e vegetais), liga-se à galectina-3 (uma proteína que tem um papel relevante em todas as fases de progressão do cancro), possivelmente inibindo-a. A próxima fase da investigação é identificar como a pectina pode ser absorvida pelo organismo e, posteriormente, ser libertada de forma a exercer os seus efeitos sobre as células cancerígenas.O que torna esta investigação diferente das que têm sido feitas sobre efeitos anti-cancerígenos de determinados alimentos, é o facto de o mecanismo molecular ter sido testado, demonstrando-se viável, enquanto que as anteriores baseavam-se apenas em estudos populacionais.Desta forma, para uma combinação completa de diferentes efeitos é melhor consumir regularmente uma variedade de frutas, vegetais e alimentos ricos em fibras; não sendo necessário consumir super-alimentos para os conseguir.
Fonte da notícia: http://www.farmacia.com.pt/