A foto de cima pertence a uma Rã verde de olhos vermelhos (Agalychnis callidryas), uma das mais coloridas e raras também. Vive nas árvores, nos bosques tropicais numa extensão que vai desde o sul do México até ao norte da Colômbia, passando pela América Central. Costuma medir entre 5 a 7 centímetros. O que a caracteriza é a sua cor, que pode cambiar de modo a camuflar-se dependendo do seu humor e do meio ambiente. As suas cores muito vivas afectam grandemente os seus predadores, o que se torna numa protecção bastante eficaz para ela.
Apresentamos de seguida a rã maior de todas:
a rã goliat (Conraua goliath).
Chega a atingir 40 cm e a pesar 3 quilos. Pode viver até aos 15 anos. Apenas é encontrada na África Ocidental, em rios de fundo arenoso. Alimenta-se de Insectos e às vezes de rãs mais pequenas
Vimos a rã maior do Mundo , agora é a vez de olharmos para a rã mais pequena do mundo. Concorrendo a este título, temos duas candidatas: A Rã dourada brasileira(Brachycephalus didactylus) e a Monte iberia (Eleutherodactylus iberia).
Como podem ver nas fotos são muito pequenas. Na fotografia superior temos a rã dourada brasileira, que chega a medir 9,8 milímetros e como o seu nome indica tem uma cor dourada e habita numa zona reduzida do sudeste do Brasil. Em baixo temos a rã Monte ibéria Eleuth, que mede também entre 9,6 e 9,8 milímetros. Foi descoberta recentemente em 1996, no Monte Ibéria, Cuba. Só vive em duas pequenas regiões de Cuba. É uma rã muito misteriosa, porque continuamos a saber muito pouco acerca dela.

Seguimos esta viagem pela rã que salta mais: a Litoria nasuta .

Esta rã vive nas zonas costeiras da Austrália e também em Papua Nova Guiné. Tem cores variadas e só mede cerca de 55 milímetros de largura. O que a caracteriza são as suas patas traseiras que são extremamente largas, e que lhe permitem dar saltos muito longos e rápidos.
E terminamos esta viagem com a rã mais rara - uma rã com" cauda". Como referi no início as rãs caracterizam-se por não possuir cauda, mas existe uma excepção a rã (Ascaphus truei) que apresenta uma estrutura semelhante a uma cauda apesar de não o ser. Esta estrutura só existe nos machos e é na realidade uma parte da cloaca - extremidade final do sistema digestivo que nestes animais tem a função de depositar o esperma nas fêmeas durante o acasalamento .
As rãs com cauda também são consideradas raras porque apresentam uma fecundação interna ao contrário das outras rãs que possuem fecundação externa.








Ao contrário das espécies presentes no Hemisfério Ocidental, que cultivam os fungos no interior das suas colónias, estas formigas asiáticas funcionam como caçadoras-recolectoras.





