quinta-feira, 3 de julho de 2008

O Risco é Maior...

Echium plantagineum
Estudo alerta que risco de extinção das espécies foi até hoje subestimado

Algumas espécies de seres vivos estão expostas a um risco de extinção claramente superior ao que até hoje era admitido, segundo um estudo publicado ontem na revista “Nature”.

Ao negligenciar as diferenças entre indivíduos numa dada população, as pesquisas efectuadas até agora subestimaram os perigos para a fauna e a flora, afirma Brett Melbourne, professor na Universidade do Colorado e os seus colegas.

"As populações bastante grandes, consideradas anteriormente como relativamente protegidas da extinção, podem estar em perigo", afirma.

Segundo a União Mundial para a Natureza (UICN), mais de 16 mil espécies encontram-se em vias de extinção.

Um em cada quatro mamíferos, uma ave em cada oito e um terço dos anfíbios foram colocados pela UICN na "lista vermelha".

Mas, segundo um estudo publicado pela “Nature”, os modelos que servem para estabelecer este género de classificação apenas consideram dois tipos de riscos.

O primeiro é o risco de morte de alguns indivíduos de uma espécie rara, que pode pôr em perigo a sua sobrevivência, como é o caso em algumas espécies de baleias que contam actualmente menos de 400 indivíduos, ou para os tigres, cujo número de indivíduos em liberdade não passa dos quatro mil.

O segundo factor tem em conta as condições ambientais, como a desflorestação, assim como as alterações de temperatura ou de precipitação, ligadas às alterações climáticas.

No entanto, segundo Melbourne e Alan Hastings, da Universidade da Califórnia, o rácio de machos-fêmeas, assim como as variações das taxas de fecundidade e de mortalidade no seio de uma população devem também ser levados em conta.

A combinação de todos estes factores permite determinar se uma espécie é capaz de ultrapassar uma quebra demográfica súbita ou se existe um risco de extinção.

Há milhares de espécies ameaçadas no mundo. Algumas correm mesmo perigo de extinção. Estas podem vir a extinguir-se 100 vezes mais depressa do que se pensara, pois as fórmulas para estimar o período de vida dos animais e plantas ameaçados foram calculadas de forma errónea. Aqui encontras a lista Vermelha da UICN (41.415 espécies ameaçadas, das quais 16.118 em perigo de extinção) . Basta uma visita e surfar no site para ver as fotos e saber mais sobre cada uma dessas espécies.

Aproveita para vê-los: Só restam 4000 no mundo

terça-feira, 1 de julho de 2008

SOS TIGRES. OIÇAM AS NOSSAS GARGANTAS




O tigre é um animal selvagem que todos conhecemos e é o felídeo maior do mundo. É capaz de atingir 300Kg de peso no entanto a actividade humana está acabando com a sua espécie. Actualmente já só restam entre 3.000 a 4.000 tigres no estado selvagem em todo o mundo. Estes animais estão à beira de extinção. Se a caça continuar, este belo animal desaparecerá em 15 a 20 anos.

A caça furtiva, a destruição do seu habitat natural e a diminuição das suas presas naturais levada a cabo pelo homem são as principais causas da ameaça à sobrevivência destes grandes felídeos.A situação é preocupante e, em alguns casos, resultou já na extinção de três das oito sub-espécies de tigre. Já desapareceram o Tigre de Bali (anos 40), o Tigre do Mar Cáspio (anos 70) e o Tigre de Java (anos 80). Outras espécies existentes no sul da China podem vir a desaparecer.
Ao problema do comércio de peles de tigre acresce a componente mística e cultural deste animal. Não só as peles são cobiçadas, como também alguns ossos que, segundo a cultura chinesa, por exemplo, têm propriedades afrodisíacas e curativas.
Para Belinda Wright, a questão "trágica" da batalha pelos tigres é o fato de os animais valerem mais mortos do que vivos. Além da alta cotação da pele, quase todas as partes do animal são aproveitadas pela medicina tradicional chinesa.
Traficantes ligados ao rico mercado do tigre: vendem os seus ossos (famosos na medicina chinesa), a sua pele, a carne, os olhos e até o seu pénis. Os curandeiros chineses acreditam que o pó de seus ossos cura o reumatismo e garante longevidade, pilulas feitas a partir dos olhos acabam com as convulsões, o pênis traz virilidade. Um osso pode chegar a valer 65 euros, enquanto as peles de tigre são vendidas no Tibet e na Rússia por mais de 60.000 euros
Os tigres sempre exerceram fascínio sobre os homens: os registros remontam até 6000 anos atrás, onde desenhos de tigres foram encontrados próximo do rio Amur na Russia. Segundo os arqueólogos, os habitantes da região os reverenciavam como seus ancestrais e como Deuses. Na mitologia hindu o tigre é o veículo da Deusa Durga; na China do Patriárca Chang Tao-ling. Homens e tigres coexistiram por milhares de anos. Até quando?

"Esquisitices" do Mundo Animal

Os bebés do camaleão-de-labord (Furcifer labordi) parecem sentir-se tão seguros dentro do ovo que passam a maior parte da vida dentro dele, revela um grupo internacional de biólogos. O réptil, que vive em Madagáscar, no leste da África, é um caso único entre os vertebrados terrestres: o seu ciclo de vida, por razões ainda desconhecidas, faz lembrar o de um insecto. Forma adulta do camaleão-de-labord, fotografada em Ranobe (sudoeste de Madagascar) (Foto: Christopher J. Raxworthy/Divulgação )

Segundo Kristopher Karsten, da Universidade do Estado de Oklahoma (EUA), que estudou o comportamento desta espécie durante 5 anos (com outros Biólogos Americanos e de Madagascar), os adultos e filhos de camaleão-de-labord nunca se encontram "cara a cara". Ao sair do ovo, os bebés crescem rapidamente, acasalam, põem seus próprios ovinhos e caem mortos meses antes do nascimento dos filhos.
Os cientistas levantam uma série de hipóteses para tentar explicar esse estranho "desfasamento de gerações" entre filhos e pais. Uma das possibilidades tem a ver com o próprio clima da região: por ser muito árido e imprevisível, com uma estação seca longa, a protecção do ovo seria usada para sobreviver aos meses das "vacas magras". É que, durante algum tempo, o embrião fica "em pausa", sem se desenvolver activamente, de forma a sincronizar o nascimento com a estação das chuvas na ilha africana.

Outra possibilidade é de que a espécie tenha desenvolvido um sistema hormonal excessivamente masculinizado, por causa da competição necessária para obter parceiros e se reproduzir rapidamente no habitat hostil. De facto, referem Karsten e seus colegas, os animais são muito agressivos entre si. Acontece que o excesso de hormonas masculinas está justamente associado à mortalidade aumentada e precoce. A equipa, no entanto, ainda não tem evidências directas de que é esse o caso.

A pesquisa está na edição desta semana da revista científica americana "PNAS". Proceedings of the National Academy of Sciences

Maior Feira dedicada às Áreas Protegidas Portuguesas- a 3ª



3ª Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente 2008

De 24 a 27 de Julho de 2008, em Olhão, terá lugar a 3ª Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente, promovida pela Câmara Municipal de Olhão em parceria com o ICNB e com o apoio de várias entidades, organizações e empresas, contando com o Alto Patrocínio de S. Exa. o Presidente da República. No dia 24 às 18 h, no Jardim Pescador Olhanense, terá lugar a inauguração daquela que é a maior feira dedicada às Áreas Protegidas portuguesas. O horário é das 18 às 24h com entrada gratuita.
Com o tema “O Ecoturismo na Conservação da Natureza” pretende-se mobilizar a sociedade para as questões da Biodiversidade, divulgar as Áreas Protegidas (AP) e contribuir para o desenvolvimento sustentável das mesmas, através do ecoturismo.
Nesta Feira estão representadas não só as Áreas Protegidas portuguesas como também algumas estrangeiras, organizações não governamentais de ambiente (ONGA), associações e empresas da área do ambiente, com especial destaque para o ecoturismo.
Do programa constam eventos de “outdoor”, desporto e ecoturismo, actividades na Quinta de Marim, mostra de livros sobre ambiente e conservação da natureza, Bolsa de Turismo e viagens alternativas, exposição “DesignForFuture”, bem como um mercado de produtos regionais e de agricultura biológica. O Seminário Internacional “O Ecoturismo na Conservação da Natureza” é outra iniciativa a não perder.
Na Quinta de Marim, no Parque Natural da Ria Formosa, e mediante inscrição (ver página da Feira) haverá um leque de actividades que vão desde a visita à exposição "H2O - Fotobiografia da Água" do fotógrafo de natureza Paulo Magalhães, até workshops de observação de aves, pintura na natureza, fauna e flora, fotografia e digiscoping. Os visitantes podem, ainda, usufruir de passeios na Ria Formosa (a pé, de barco, de bicicleta e de burro) ou mesmo fazer parte de um programa de voluntariado e participarem nas actividades do centro de recuperação de aves selvagens. Haverá ainda um ciclo de palestras sobre projectos de conservação da natureza.
Esta Feira é também uma forma de comemorar o Dia Nacional da Conservação da Natureza (28 de Julho), integrando-se, ainda, no Ano Internacional do Planeta Terra e na Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável.
Fonte da Notícia:ICNB

O selo da Ciência ganhou o concurso dos CTT

O selo da Ciência ganhou o concurso dos CTT
Trabalho de Nuno Micaêlo, que CH apoiou fortemente, foi o escolhid0



O selo vencedor vai andar em todas as cartas em 2009 (clique para ampliar)

A proposta de selo de Nuno Micaêlo, investigador da Universidade de Aveiro, foi a grande vencedora do concurso «Aqui há selo», lançado pelos CTT. Ciência Hoje empenhou-se fortemente na campanha apelando ao voto no trabalho de Nuno e conseguiu um aumento substancial na votação. O selo de Nuno foi um dos cinco que passaram à fase final e foi escolhido por um júri especial como o melhor de todos. Será editado pelos CTT em 2009. Ver informação dos CTT em http://www.irrequietos.com/aquihaselo/senior/Vencedor.aspx
Trata-se de uma ilustração do centro activo de um enzima da parede de uma bactéria chamada de Bacillus subtilis, uma enzima importante em várias aplicações biotecnológicas (ver entrevista em http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=26546&op=all )

O trabalho de Nuno Micaêlo, , coloca assim a Ciência nos sacos postais de todos os carteiros do País e reflecte a mudança de atitude em Portugal para com esta área do conhecimento nos últimos anos.


Fonte da notícia Ciencia Hoje.PT

domingo, 29 de junho de 2008

Consumo mundial de água
29 de Junho de 2008

Além de descobrires como está distríbuida a água no Mundo, agora neste
mapa podes ver o consumo de água em m3 por habitante/ano.
Como se pode ver Portugal é um dos países que mais água consome
por habitante juntamente com Espanha, Itália, Grécia, Estados Unidos, entre
outros.

Distribuição da água no Mundo


(Clica na imagem para aumentá-la)


A água é um recurso que é preciso valorizar e cuidar. Como podes observar no gráfico, o oceano está na origem da maior parte das precipitações do planeta. A chuva que cai na terra satisfaz praticamente todas as necessidades da água doce das populações.

sábado, 28 de junho de 2008

Espargos em Marte - Será possível?



Phoenix analisou uma amostra do solo de Marte e achou-o parecido com o da Terra. “É o tipo de solo que poderíamos encontrar no nosso quintal”, declarou, em conferência de imprensa, Samuel Kouvanes, responsável pelo instrumento da sonda que acaba de realizar a primeira análise química ao solo de Marte. “Os espargos até se davam provavelmente muito bem com um solo desses”.
Para além de ser a primeira experiência de química realizada pela sonda Phoenix, é também a primeira de sempre a analisar quimicamente um solo extraterrestre. E os resultados são de facto espectaculares: o solo do pólo norte marciano (onde a sonda está há um mês) parece ser “muito ameno para a vida”, diz Kounaves.

A Phoenix é um autêntico geólogo-robô e o seu objectivo é recolher amostras de solo para determinar se, nos últimos dez milhões de anos, houve ou não em Marte condições para a existência de vida. Para isso, o braço robotizado da Phoenix recolheu uma pequena amostra e introduziu-a num dos instrumentos de bordo, o MECA (Microscopy, Electrochemistry and Conductivity Analyzer), onde o solo foi misturado com água e a lama resultante analisada “tal como um jardineiro analisa as propriedades da sua terra”, refere o New York Times. Estão previstas mais duas experiências deste tipo durante a missão, que deverá durar três meses.

Resultado: “a dois centímetros e meio de profundidade”, salienta o documento da NASA, “o solo marciano tem um pH muito básico, de entre 8 e 9 – “uma alcalinidade decididamente notável”. Também foram detectados iões de magnésio, sódio, potássio e cloro.

“A presença de sais minerais constitui mais uma prova da existência de água”, diz Kounaves, aludindo ao anúncio, há dias, da descoberta de gelo pela sonda. “Também encontrámos uma série de nutrientes, ou seja de compostos químicos indispensáveis para a vida tal como a conhecemos. (...) O mais impressionante não é que Marte seja um outro mundo: é que, em muitos aspectos (...) é muito parecido com a Terra.”

Um outro instrumento da Phoenix, o TEGA (Thermal and Evolved-Gas Analyzer), um minúsculo forno, aqueceu um outro bocadinho de solo até 1000 graus Celsius – “nunca uma amostra extraterrestre tinha sido cozida a temperaturas tão altas”, diz a NASA. A análise dos resultados demorará semanas até ficar concluída, mas já se sabe, refere o diário norte-americano, que a operação libertou vapor de água. “Neste momento”, diz William Boynton, responsável pelo TEGA, “podemos dizer que, no passado, o solo esteve claramente em contacto com água. O que não sabemos é se essa interacção ocorreu no local escavado ou noutro local, sendo a seguir transportado para essa área sob forma de pó.”

[Fonte: Público]

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Plantas "escalam" montanhas

Plantas «escalam» montanhas devido ao aquecimento global .

Mosaico mostra diversidade na Europa (cdt: Science)


O aquecimento climático causou, nas últimas décadas, a migração de numerosas espécies vegetais para altitudes mais elevadas, revela um estudo conduzido por uma equipa internacional e publicado quinta-feira na Science

(ver http://sciencenow.sciencemag.org/cgi/content/full/2008/626/3 )

Comparando a distribuição de 171 plantas de floresta em altitudes que variam do nível do mar aos 2.600 metros entre 1905 e 1985 e, depois, entre 1986 e 2005, os investigadores concluíram que as plantas "escalaram" cerca de 29 metros por década.

As observações mostram que as alterações climáticas não afectam somente a distribuição das espécies vegetais em longitude e latitude mas também em altitude.

A mudança é mais evidente nas ervas de renovação rápida e nas plantas de regiões montanhosas, que, tal como já se suspeitava, são mais sensíveis às mudanças do clima - assinalou Jonathan Lenoir, do Instituto de Tecnologia de Paris, principal autor da investigação.

O estudo assinala que o aquecimento do clima está a provocar uma resposta biológica e ecológica dos animais e das plantas na superfície de todo o planeta (comprovada pela evolução da distribuição e pela densidade das espécies) mas também nas profundidades marinhas.

Os cientistas notaram ainda que a mudança climática em França - onde teve lugar grande parte do estudo - se caracteriza por aumentos anuais médios de temperatura com uma amplitude superior ao resto do mundo, pois enquanto em todos os países estudados se verificou um aumento de 0,6 graus Celsius, em França a subida foi de 0,9 graus.

Nas regiões alpinas, o aumento da temperatura média chega ao 1 grau desde o início dos anos 80, o que explica o recuo dos glaciares, indicam os analistas.
Fonte da notícia: Ciência Hoje.PT

domingo, 22 de junho de 2008

Sonda Phoenix encontra gelo em Marte

As duas imagens, tiradas nos dias (ou sóis, em termos marcianos) 20 e 24, mostram o desaparecimento do material no canto inferior esquerdo, principalmente.


NASA acredita que sonda Phoenix encontrou gelo em Marte.

Investigadores da agência espacial norte-americana (NASA) estão convencidos que a substância branca e brilhante encontrada pela Phoenix na superfície de Marte é gelo, e não sal, após terem comparado as fotografias captadas pelas câmaras da sonda.
Os cientistas da missão detectaram que os pequenos pedaços de material brilhante que as câmaras da Phoenix fotografaram no dia 12 de Junho, num local denominado Dodo-Goldilokcs, no pólo norte marciano, não apareciam nas fotografias tiradas no mesmo local quatro dias depois.Para os responsáveis da NASA aquela substância era água congelada, que se evaporou após o braço robótico da Phoenix a ter exposto à atmosfera marciana.«Tem de ser gelo», afirmou o líder da equipa científica da missão, Peter Smith, da Universidade do Arizona, explicando que «os pequenos pedaços desapareceram totalmente nos últimos dias, o que constitui uma perfeita indicação que se tratava de gelo», avança a AFP.De acordo com o investigador, havia dúvidas no seio da equipa sobre se o material seria gelo ou sal, mas, acrescentou, «o sal não evapora». A Phoenix aterrou em Marte no dia 25 de Maio, com a missão de procurar indícios da presença de água e compostos orgânicos que ajudem os cientistas a determinar se já houve no planeta condições propícias para a existência de vida.
A página da missão Phoenix no site da Nasa traz as imagens registradas pela sonda, videos e animações (em inglês).
Foto: NASA

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Jason 2 no espaço





Satélite de observação oceânica
Jason 2 no espaço



O satélite franco-americano Jason 2, destinado a medir o nível dos oceanos, foi hoje lançado com êxito na Califórnia, num foguetão Delta 2, informou a NASA.

O satélite fornecerá medições precisas da evolução do nível dos mares para avaliar a extensão e o impacto das alterações climáticas nos próximos anos.

O satélite Jason-2 analisará não apenas o aumento no nível dos mares, mas também vai revelar como grandes massas de água estão se movimentando pelo planeta.

A informação será fundamental para ajudar as agências meteorológicas a fazer melhores previsões do tempo. O Jason-2 vai fornecer um mapa topográfico de 95% das partes livres de gelo dos oceanos da Terra a cada dez dias.

O Jason 2 foi lançado da base Vandenberg da Força Aérea dos Estados Unidos, na Califórnia, devendo posicionar-se numa órbita a 1.335 quilómetros de altitude.

O satélite prosseguirá as observações do nível dos oceanos e da circulação das correntes oceânicas do globo iniciadas em 1992 pelo satélite Topex/Poseidon e a partir de 2001 pelo seu sucessor, o Jason 1.
No coração da nova missão está o Poseidon 3, um altímetro que emite pulsos de microondas a partir da superfície do mar, constantemente. Ao cronometrar em quanto tempo o sinal faz a viagem de volta, o instrumento poderá determinar a altura da superfície do mar.
Segundo François Parisot, outra vantagem do Jason-2 é o fornecimento de informações em tempo real, disponíveis dentro de três horas a partir da recolha de medidas.
Isso será muito útil para prever tempestades. As informações vão ajudar meteorologistas a detectar quando uma tempestade irá ficar mais intensa e permitir assim alertas mais precisos.

As informações do Jason-2 também poderão fornecer informações que vão ajudar vários setores industriais a decidir quando as condições serão melhores para perfurações no fundo do mar ou para a colocação de cabos submarinos.O satélite também poderá ajudar na navegação marítima. Com informações a respeito das correntes (marítimas), é possível escolher a rota para ir mais rápido e economizar até 5% de combustível", acrescenta Escudier.

Trata-se de missões conjuntas da NASA e do Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES) de França.

PEGADA ECOLÓGICA


A pegada ecológica é um conceito que mede a superfície necessária para produzir os recursos requeridos por cada cidadão bem como para absorver os resíduos por si gerados.

A média da pegada é de 2,85 hectares/pessoa (ha/p).
Actualmente os humanos estão consumindo cerca de 120% do que o planeta produz. Esta realidade é insustentável. A pegada ecológica superou a capacidade de geração de recursos do planeta nos anos 80.

Para reduzires a tua pegada ecológica deves praticar os seguintes conselhos:

- Reduzir, reutilizar e reciclar os materiais.
- Diminuir o consumo eléctrico e da água.
- Produzir o menor número possível de resíduos.
A Pegada Ecológica constitui uma forma de medir o impacte humano na Terra. Este conceito, desenvolvido por Mathis Wackernagel e William Rees, autores do livro “Our Ecological Footprint - Reducing Human Impact on the Earth” (1996), exprime a área produtiva equivalente de terra e mar necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar os resíduos gerados por uma dada unidade de população. Pode ser calculada para um indivíduo, uma comunidade, um país, ou mesmo para a população mundial. Dito de outra forma, a Pegada Ecológica avalia a extensão com que uma dada população se apropria do espaço biologicamente produtivo. Uma vez que as pessoas usam recursos de todas as partes do mundo, e afectam locais cada vez mais distantes com os seus resíduos, esse espaço é, geralmente, o somatório de uma série de pequenas áreas distribuídas por todo o planeta que, na sua totalidade, tem vindo a aumentar.

Faz click aqui para calcular a tua pegada ecológica.

Baleias ameaçadas pelo Aquecimento Global



Baleias ameaçadas pelo aquecimento global

O derretimento da camada de gelo na Antártida, causado pelo aquecimento global, ameaça baleias migratórias, que têm suas áreas de alimentação reduzidas.

Um estudo divulgado pelo Worldwide Fund for Nature (WWF) alerta para o facto de que o gelo marítimo do inverno será reduzido até cerca de 30% em alguns lugares.Esta situação será fatal para as baleias pois estas alimentam~se de Krill (pequenos camarões na sua maioria da espécie Euphansia superba) . O krill depende do gelo marinho para sobreviver. Se este diminuir os recursos alimentares das baleias irão escassear. Devido a isso, as baleias são obrigadas a viajar mais 500 quilômetros em busca de comida.

A conclusão é que o aumento das rotas de migração não apenas fará aumentar o montante de energia usado pelas baleias para chegar a suas áreas de alimentação como também reduzirá a temporada de alimentação por causa do tempo consumido para chegar até lá.

"Essencialmente, o que estamos vendo é que as baleias associadas ao gelo como as baleias mink da Antártida enfrentarão mudanças dramáticas em seu habitat dentro de um período não muito maior do que o período de vida desses animais", afirmou Heather Sohl, dirigente do WWF.

O documento foi divulgado para coincidir com o 60o encontro anual da Comissão Internacional Baleeira (IWC), que ocorre em Santiago (Chile), na próxima semana. Nesse encontro, o Brasil deve propor a criação de um Santuário para Baleias no Atlântico Sul.

Países baleeiros como o Japão e a Noruega, por outro lado, realizam uma campanha para que seja levantada a moratória sobre a caça comercial de desses animais, adotada pelo IWC em 1982.

Entre as baleias mais ameaçadas pelo derretimento do gelo na Antártida encontram-se a baleia-azul, o maior animal do mundo, e a cachalote.

Só recentemente, essas espécies começaram a recuperar depois de terem ficado à beira da extinção no século 20, antes da moratória da IWC entrar em vigor.



quinta-feira, 19 de junho de 2008

Uma enzima num selo

Uma enzima num selo: projecto de Nuno Micaêlo no top 10 do concurso «Aqui há selo» dos CTT


Mais vale selo do que parecê-lo! Vamos pôr a Ciência nos CTT!


Imagina-te a comprar um selo com a ilustração do centro activo de uma enzima da bactéria Bacillus subtilis. A curiosa aquisição está perto de se tornar uma realidade e resulta da vontade de divulgar uma descoberta científica feita por portugueses e o potencial da "arte molecular". Nuno Micaêlo, o investigador do grupo de Modelação Molecular da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro que submeteu o projecto ao concurso "Aqui há selo" dos CTT e Lígia Martins, a investigadora do ITQB responsável pela caracterização da bactéria são os protagonistas.
Ciência Hoje também quer que haja um selo sobre Ciência em Portugal; daí fazer campanha e apelar ao voto no trabalho de Nuno Micaelo. Atenção: só se pode votar até ao dia 20 deste mês, ou seja, até à próxima sexta-feira! Ciência Hoje aposta na vitória do investigador Nuno Micaêlo, da Universidade de Aveiro, no concurso lançado pelos CTT que termina na próxima sexta-feira. A menos de 80 votos do segundo lugar, o «selo» de Nuno pode e deve chegar à vitória. É a única forma de a Ciência andar pelas cartas em todo o País. Apelamos ao voto e que digam aos vossos amigos e colegas para votarem. Hoje chegamos ao segundo lugar, amanhã partimos para levar este selo à vitória.
A hora não é de hesitações. Talvez seja uma oportunidade única de «A Ciência em Portugal» demandar os caminhos difíceis da filatelia. Confrontado essencialmente com duas propostas mais «populares», a «natureza» dos cogumelos e o apelo ao coração dos «direitos dos animais», o projecto de Nuno Micaêlo traz a ciência para as malas dos carteiros.
Basta clicar em «A Ciência em Portugal» ou em ,http://www.irrequietos.com/aquihaselo/senior/stampranking.aspx e aí escolher o selo sobre ciência que reproduzimos na imagem que ilustra esta mensagem - o selo do Nuno! O voto só é contado depois de validar um e-mail recebido dos CTT!
Para conhecer os objectivos da divulgação deste selo bem como a importância das aplicações da enzima ver em Entrevista para o portal de ciência www.cienciahoje.com - uma entrevista feita pela jornalista Marta F. Reis ao autor do selo, Nuno Micaêlo, e à cientista Lígia Martins, investigadora responsável pela enzima ilustrada no selo, disponível no portal http://www.cienciahoje.com/. Nesta Nuno Micaêlo e a doutora Lígia Martins falam sobre o objectivo da divulgação deste selo, da ciência e importantes aplicações biotecnológicas daquela enzima. É uma boa oportunidade para saber em primeira mão o que pensam os cientistas sobre este selo.
Fonte da notícia : http://www.cienciahoje.pt/

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Descoberta nova espécie de pirilampo em Portugal


O Parque Biológico de Gaia anunciou ontem a descoberta de uma espécie de pirilampo nova em Portugal, que até agora era apenas conhecida em Espanha e França.

A identificação desta espécie - Lamprohiza mulsanti Kieserwetter - foi feita a partir de "exemplares colhidos por um grupo de entomólogos no Parque Biológico de Gaia e noutras localidades do Norte de Portugal", refere o parque.
Esta espécie foi primeiramente classificada em 1850, por Ernest August Hellmuth von Kiesenwetter, um entomologista alemão cujas colecções encontram-se no Museu de História natural de Munique e no Staatliches Museum fur Tierkunde, em Dresden.

LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Gene de Pirilampo ilumina outros organismos....


Gene de pirilampo permite "iluminar" outros organismos e assim detectar lesões genéticas - estudo de cientista portuguesa
A introdução de um gene do pirilampo num verme permitiu usar a luminescência adquirida por este organismo para conhecer o seu metabolismo e detectar o efeito de alterações genéticas, num estudo realizado na Escócia por uma cientista portuguesa.

"O que eu fiz foi colocar o gene de um pirilampo americano num organismo modelo da biologia, o nemátode Caenorhabditis elegans, que assim se tornou capaz de utilizar um substrato, a luciferina, para emitir luz à custa das suas reservas de energia", disse Cristina Lagido à agência Lusa.

"Assim, medindo a luz emitida com um instrumento chamado luminómetro é possível ter uma ideia das reservas energéticas do organismo" - acrescentou.
Outra conclusão do estudo, publicado na revista britânica BMC Physiology, foi que é possível utilizar a luminescência para detectar o efeito de determinadas lesões genéticas.
Cristina Lagido, que trabalhou nesta investigação com colegas da Universidade de Aberdeen, na Escócia, utilizou a técnica de inactivação selectiva de genes conhecida por ARN de interferência (ARNi), cuja descoberta por Andrew Z. Fire e Craig C. Mello (norte-americano de origem portuguesa) lhes mereceu o Prémio Nobel da Medicina de 2006.
"Com esta técnica silenciei genes que são importantes para a respiração celular e, como seria de esperar, obtive uma redução drástica dos níveis de luz", explicou, referindo que o objectivo inicial da equipa, e que continua a ser uma das suas linhas de investigação, era a utilização do nemátode como bio-sensor de poluição ambiental, por esse nível diminuir quando o animal é exposto a poluentes.
Outra linha de investigação proposta por Cristina Lagido, e para a qual a equipa procura obter financiamento, é a aplicação deste bio-sensor em estudos de genética para tentar averiguar quais os genes do nemátode que desempenham um papel em termos de tolerância ao stress ambiental.
"Se o nível de luz aumentar, isso significa que os nemátodes se tornaram mais resistentes e, se diminuir, que se tornaram mais sensíveis", afirmou.
A vantagem da utilização da luminescência como indicador de saúde é, para a investigadora portuguesa, a rapidez das medições quando comparadas com a observação microscópica detalhada.
O C. elegans foi o primeiro animal a ter o seu genoma sequenciado e é considerado um excelente modelo para investigação genética com relevância para os seres humanos.
"Apesar das aparências", diz a cientista, "há bastantes semelhanças a nível genético entre os humanos e este nemátode, como é evidenciado por 40 a 60 por cento dos genes responsáveis por doenças em humanos serem semelhantes a genes do nemátode".
Como exemplo, Cristina Lagido apontou os genes que estão na base da aquisição da doença de Alzheimer, que foram descobertos primeiro em C. elegans, em 1993, dois anos antes da sua descoberta na espécie humana.
"Desta forma é possível que aquilo que se descobrir sobre a função de genes utilizando o nemátode luminescente venha a ter aplicações úteis", salientou.
Cristina Lagido trabalhou nesta investigação com o geneticista Jonathan Pettitt, cuja área principal de investigação é a Biologia do Desenvolvimento, com Anne Glover, que trabalha há vários anos na produção de bio-sensores microbianos que utilizam a bioluminescência para monitorização ambiental, e ainda com a técnica de investigação Aileen Flett.
Doutorada em Microbiologia pela Universidade de Aberdeen (1997), depois de se ter licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade de Lisboa (1992), a carreira de Cristina Lagido como investigadora tem-se centrado no estudo das respostas dos organismos ao seu meio ambiente através de uma abordagem multidisciplinar que junta biologia molecular, genética, microbiologia, toxicologia, biotecnologia e análise estatística.

Fonte da notícia: CienciaHoje.PT

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Por que se extinguem as espécies?


Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), 39% das extinções se devem à introdução de espécies, 36% à destruição do habitat e 23% à caça e exterminação premeditada.
Além destas causas o comercio fraudulento de animais e plantas protegidos é uma das causas mais importantes da perda de biodiversidade no mundo. Estes factos conduzem a una situação dramática que provoca que 700 espécies de fauna e flora estejam a ponto de extinguir-se e que 2.300 espécies animais e 24.000 plantas se encontrem ameaçadas



Segundo o World Wildlife Fund (WWF), esta prática é considerada o terceiro negócio ilegal mais rentável (economicamente falando) do mundo (depois da venda de armas e de drogas). Calcula-se que anualmente movimenta cerca de 160.000 milhões de euros. Por outro lado as sanções são irrisórias e isso provoca que seja mais rentável paga-las do que abandonar o negócio.

Morte de muitos recifes de coral e outras coisas más

Subida de CO2 na atmosfera torna oceanos mais acídicos

O oceano absorve uma grande quantidade do CO2 atmosférico

Aumento de acidez nos oceanos pode prejudicar recifes de coral e ecossistemas marinhos
02.06.2008 - 13h46 Reuters
O aumento de acidez nos oceanos pode matar muitos recifes de coral e deixar ilhas como as Maldivas e o Kiribati mais vulneráveis a tempestades marítimas e ciclones. A conclusão vem no relatório de um centro de investigação australiano que estuda a ecologia e o impacto das alterações climáticas na Antárctica (Antarctic Climate & Ecosystems Cooperative Research Centre).Com o aumento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, os oceanos absorvem mais gás e tornam-se mais acídicos. Segundo o relatório, por volta de 2100 o aumento de acidez vai expandir-se para norte a partir da Antárctica. Esta acidez dificulta a produção das partes rijas de animais como a estrela-do-mar e os corais, cujo exoesqueleto é formado por carbonato de cálcio. “A acidificação dos oceanos torna os corais e as algas mais fracos e os sistemas tropicais [as ilhas] ficarão mais vulneráveis ao impacto físico das tempestades e ciclones”, explica o relatório. As ilhas Maldivas no Oceano Índico e o Kiribati no sul do Pacífico vão ficar menos protegidas contra tempestades marítimas.O fenómeno também vai ter um impacto negativo no comércio tanto a nível piscatório como a nível turístico já que todo o ecossistema que depende dos recifes vai ficar em perigo.Cadeia alimentar em perigoQuando o CO2 é absorvido pelo oceano transforma-se num ácido fraco chamado ácido carbónico. Actualmente o aumento de concentração de CO2 é a maior dos últimos 650.000 anos devido à actividade humana.“O oceano é um enorme sumidouro das emissões e têm absorvido cerca de 48 por cento do CO2 emitido pela humanidade desde antes da revolução industrial”, diz o relatório. O Oceano Antárctico é dos oceanos que mais CO2 tem absorvido. Em 2060, a concentração de iões de carbonato nas águas da Antárctica será tão baixa que a aragonite, uma das formas de carbonato de cálcio existente nas conchas dos organismos, deixará de ser produzida.Esta alteração também poderá interferir com a respiração dos peixes, o desenvolvimento larvar dos organismos marinhos e com a capacidade dos oceanos para absorverem nutrientes e toxinas.“A acidificação irá ter provavelmente um efeito em cascata na cadeia alimentar, que é importante para os seres humanos”, diz Will Howard, um dos investigadores do Centro australiano.Segundo o relatório, as calotes polares mostram que a subida do nível de CO2 é 100 vezes maior do que a maior que teve lugar durante os últimos 650.000 anos. Os registos sedimentares sugerem que o nível actual do gás é o mais alto dos últimos 23 milhões de anos. As previsões dizem que durante este século o nível do CO2 na atmosfera vai duplicar aquele que existia antes da era industrial. O oceano irá continuar a absorver parte deste CO2.“Muitas espécies [marinhas] necessitaram de milénios para evoluírem e não se sabe se serão capazes de se adaptar a uma acidificação do oceano relativamente rápida, na ordem de décadas e não de milénios”, diz o relatório.
Fonte da notícia: PÚBLICO:PT