sábado, 10 de maio de 2008

Muitos insectos tropicais a caminho da extinção


Alterações climáticas
Cientistas alertam para extinção de muitos insectos tropicais até ao final do século
Muitas das espécies tropicais de insectos podem extinguir-se até ao final deste século a menos que se consigam adaptar ao aumento previsto das temperaturas do planeta, alertam cientistas norte-americanos na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences”.
Os cientistas da Universidade de Washington lembram que uma alteração no número de insectos pode ter efeitos secundários na polinização das plantas e, consequentemente, na produção agrícola.

Pra chegarem às suas conclusões, os investigadores estudaram o impacto em 38 espécies de insectos tropicais, especialmente sensíveis a mudanças de temperatura, das alterações climáticas entre 1950 e 2000.
Segundo explica a BBC online, os insectos não conseguem regular a temperatura do seu corpo. A única coisa que podem fazer quando são expostos a altas temperaturas é procurar sombra e locais mais frescos. Por isso, o aumento médio previsto de dois a quatro graus, até ao final do século, pode ser um problema de sobrevivência.
“Nos trópicos, muitas espécies parecem viver perto da sua temperatura óptima, o que lhes permite sobreviver”, explicou Joshua Tewksbury, da Universidade de Washington, citado pela BBC online. “Quando a temperatura sobe acima desse nível óptimo, pode não haver muito a fazer” por estas espécies, acrescentou.
Apesar de algumas espécies poderem migrar para latitudes mais elevadas e zonas mais frescas, outras não terão essa possibilidade.
Mas se nos trópicos muitas espécies poderão desaparecer, é certo que as populações de latitudes mais elevadas poderão aumentar.

Fonte da notícia: Público.pt em 09-05-2008
Artigo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ornitorrinco - TRÊS em UM

Genoma do ornitorrinco confirma características de ave, réptil e mamífero

:: 2008-05-07

O ornitorrinco, um animal peludo com bico de pato e dentes, patas palmípedes e cauda achatada tem características genéticas comuns aos répteis, aves e mamíferos, segundo confirma o seu genoma. Um grupo internacional de investigadores publica hoje na revista Nature o genoma do Ornithorhynchus anatinus, descrevendo-o como "uma amálgama de características pertencentes a um reptiliano ancestral e derivadas dos mamíferos" e com alguns dos seus 52 cromossomas a corresponderem aos das aves.
Este estanho animal de 40 centímetros de comprimento que vive na Austrália e na Tasmânia põe ovos e amamenta as crias, pertencendo por isso à ordem dos monotrematas, tem a pele adaptada à vida aquática e o macho segrega um veneno comparável ao das cobras. "A mistura fascinante de traços no genoma do ornitorrinco fornece muitos índices sobre a função e evolução de todos os genomas dos mamíferos", sublinha num comunicado o principal autor do estudo, Richard Wilson, director do Centro do Genoma da Universidade de Washington. Trata-se de um animal "único" por ter conservado as características dos répteis e dos mamíferos, uma especificidade que a maioria destes perdeu ao longo da evolução - assinala Wes Warren, também da Universidade de Washington. A sequenciação do genoma do ornitorrinco foi realizada com base numa fêmea chamada Glennie que vive na Austrália, na Nova Gales do Sul, por um grupo de investigadores em que participaram equipas de oito países. Depois de compararem este genoma com os do homem, do cão, do rato, do opossum e da galinha, os investigadores concluíram que partilha com estes 82 por cento dos seus genes. No total, tem cerca de 18.500 genes, dois terços dos do homem. Entre as suas originalidades, o ornitorrinco nada com os olhos, as orelhas e as narinas fechadas, e serve-se de receptores electro-sensoriais no bico para detectar os fracos campos eléctricos das presas debaixo da água. Como não tem tetas, o leite exsuda da pele para as crias, como nos marsupiais. Este animal, um dos mais primitivos do ponto de vista evolutivo, chegou pela primeira vez ao Museu de História Natural de Londres em 1799, vindo da Austrália, para espanto dos naturalistas que o estudaram.
Fonte: Ciência Hoje

terça-feira, 6 de maio de 2008

Solha e Faneca em risco no Tejo

Alterações climáticas estão a acabar com a solha e a faneca do Tejo
05.05.2008 Lusa


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A solha e a faneca estão a desaparecer do rio Tejo, em busca de águas menos aquecidas pelas alterações climáticas, enquanto espécies até agora quase inexistentes, como o sargo do Senegal, chegam cada vez em maior abundância. O aumento da temperatura da água, de quase dois graus em menos de trinta anos, é a razão desta movimentação de espécies piscícolas no estuário do Tejo, segundo explicou a bióloga Maria José Costa.

Mas se umas espécies abandonam o Tejo, à procura de águas mais frias, outras vêm de longe para ocupar o lugar das que partiram. "É o caso do charroco [um peixe muito usado em caldeirada]. Quase não existia e hoje pesca-se com a maior facilidade. Outra espécie que também não havia e agora é a mais abundante do Tejo é o sargo do Senegal, que existia apenas na costa africana", conta a investigadora, que dirige o Instituto Oceanográfico da Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa.

Outro exemplo é a corvina, um peixe muito apreciado pelos portugueses: "Antes a corvina aparecia esporadicamente. Agora faz a sua reprodução no estuário do Tejo e encontra-se muita", adiantou. Os primeiros estudos da investigadora no Tejo foram feitos em finais da década de 70. Comparando esses dados com os actuais, a investigadora concluiu que as espécies habitualmente do sul aumentaram devido às alterações climáticas e, em especial, ao aumento da temperatura das águas.

O estuário do Tejo é o maior de toda a Europa Ocidental, com uma área de 320 quilómetros quadrados, e sofre outras ameaças, além das climáticas, como o aumento da população, a poluição, a introdução de espécies exóticas, a destruição de habitats naturais ou até a sobreexploração dos recursos. Mas as alterações climáticas são das que mais preocupam os especialistas: "Os cenários são catastróficos, não podemos continuar assim", defendeu Maria José Costa.

Resumo de artigo retirado de Ecosfera - PÚBLICO.PT

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Borboletas na Web - Lagartagis

Borboletas na web- Lagartagis



O lançamento de Borboletas na web é uma nova área de vídeo que acompanha as várias fases das borboletas a partir do Lagartagis. A iniciativa vai funcionar de forma semelhante ao que acontece com o site Grifos na web.



O Lagartagis é uma estufa de criação de borboletas aberta ao público no Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural. É um jardim com plantas mediterrânicas e habitado por várias espécies de borboletas, que podem ser observadas nas diversas fases do seu ciclo de vida.

Os objectivos do projecto são vários, entre os quais: assegurar a informação, sensibilização e participação do público, bem como mobilizar e incentivar a sociedade civil e promover a educação em matéria de conservação da natureza e da biodiversidade.

A equipa de trabalho pertence ao Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal que é uma Organização Não Governamental de Ambiente (ONGA) formada no Museu Nacional de História Natural em 2004.


Imagem retirada do site: olhares.com

Anfíbios de Portugal, Rãs e Companhia



Exposição de Anfíbios no Aquário Vasco da Gama


O Aquário Vasco da Gama apresenta no seu auditório, de 9 de Março a 1 de Junho de 2008, a exposição "Anfíbios de Portugal,Rãs e Companhia"

Com esta exposição pretende-se:



  • Divulgar as espécies de anfíbios existentes em Portugal

  • Divulgar a biologia e ecologia destes animais

  • Sensibilizar a opinião pública para o estatuto de conservação dos anfíbios

  • Propor acções de preservação e conservação das espécies de anfíbios
Esta exposição é integrada no "ano Internacional da Rã, uma iniciativa coordenada pela Associação Europeia de Zoos e aquários (EAZA), com o objectivo de sensibilizar a opinião pública para a conservação destes animais.

sábado, 3 de maio de 2008

VII CONGRESSO DE NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO 2008


Vai realizar-se nos dias 29 e 30 de Maio no centro de congressos em Lisboa o VII congresso de Nutrição e alimentação 2008 organizado pela Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN).

Ver Programa

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Qualidade nutricional dos cereais de pequeno-almoço para crianças

Avaliação da qualidade nutricional dos Cereais de Pequeno-almoço destinados às crianças



O pequeno-almoço (PA) é considerado a principal refeição do dia, existindo evidência de que o seu consumo diário melhora o estado nutricional, melhora a função cognitiva, tal como tem sido descrito que previne a obesidade. Nestes últimos anos a prática de tomar o PA tem sido diminuída, especialmente no início da adolescência, estimando-se que nos Estados Unidos da América cerca de 21% e 36% das crianças com 9-13 anos e 14-18 anos, respectivamente, não tomam pequeno almoço.
De forma a responder a esta questão, a indústria alimentar tem estimulado o consumo de cereais de PA. A maioria destes produtos contem alegações nutricionais e de saúde, o que induz os consumidores a considerarem estes produtos mais saudáveis em detrimento de outros, descorando assim as suas propriedades nutricionais. Um estudo Norte-Americano, analisou a composição nutricional de 161 tipos de cereais de PA, dos quais 73 eram destinados exclusivamente às crianças e 88 não eram destinados às crianças, no sentido de verificar as diferenças entre estes dois grupos de cereais. Estes investigadores verificaram que os cereais de PA destinados às crianças eram mais densos energeticamente, contendo maiores teores de açúcar e sódio do que os cereais que não eram destinados às crianças. Este estudo sugere que os cereais de PA mais saudáveis são aqueles que não se destinam directamente às crianças, sendo por isso importante analisar a sua composição nutricional no momento de compra destes alimentos, se presente no rótulo da embalagem.
Fonte: Schwartz MB, Vartanian LR, Wharton CM, Brownell KD, Examining the nutritional quality of breakfast cereals marketed to children, J Am Diet Assoc. 02-05-2008 .

Pássaros bébés também palram


Os pássaros canoros (que cantam) não nascem ensinados. Tal como os bebés humanos que começam por "palrar", vocalizando uma enorme gama de sons antes de começarem a falar, também os pássaros juvenis começam por ensaiar os sons que se tornarão mais tarde os gorjeios próprios da sua espécie. Ao estudar esta aprendizagem em mandarins, pássaros de pequena dimensão, de nome científico Taeniopygia guttata, uma equipa de investigadores do MIT, nos Estados Unidos, conseguiu identificar um complexo funcionamento dos circuitos cerebrais que determinam este comportamento exploratório (de treino), colocando ao mesmo tempo em evidência a sua importância na aquisição das competências da idade adulta.Pesquisas anteriores tinham sugerido que os mandarins possuem dois circuitos cerebrais distintos relacionados com os seus cantos. Um deles ligado à aprendizagem e treino dos "vocalizos" e o outro para comandar a emissão do gorjeio no pássaro adulto. Nesta espécie, só os machos cantam e, embora cada indivíduo tenha a sua canção específica, ela é passada de pais a filhos, durante o processo de aprendizagem investigado pelos cientistas do MIT.Outros estudos tinham mostrado que se o circuito cerebral que comanda a aprendizagem do canto nos pássaros juvenis for danificado, o animal já não progride nessa aprendizagem e não chega a adquirir o domínio da sua canção. No entanto, se o circuito cerebral que comanda essa aprendizagem for danificado numa ave adulta que já aprendeu a sua canção, essa competência mantém-se intacta.Mas o que acontece nos juvenis se a zona ligada à emissão do canto nos adultos for desligada por drogas ou por cirurgia? Ao fazer esta pergunta, a equipa do MIT liderada por Dmitri Aronov levantou uma questão nova. E descobriu um interruptor que permite comutar os dois circuitos, com resultados surpreendentes. Neste caso os treinos canoros dos juvenis não são afectados. Bloqueando, porém, uma pequena parte do circuito responsável pela produção do canto num pássaro adulto, ele volta a usar o outro circuito cerebral que lhe permite voltar a fazer os sons juvenis, o que significa que os dois mecanismos cerebrais não são estanques.
Retirado de Diário de Notícias em 2-05-09

quinta-feira, 1 de maio de 2008

4 Dias - 1 Sol





Museu da Ciência de Coimbra celebra o Sol em quatro dias de observações e ateliers.



Sabias que o Sol tem quase cinco mil milhões de anos e que pode atingir os seis mil graus de temperatura? E que se encontra a uma distância de 150 milhões de quilómetros? É com estas perguntas em tom de desafio que o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra convida os mais novos para "4 dias - 1 sol". O objectivo é celebrar o "astro rei" na véspera das comemorações do Dia do Sol que se assinala no dia 3 de Maio. A iniciativa começou anteontem e prolonga-se até Sábado.
A organização desenvolveu um programa com observações solares e ateliers didácticos, onde destaca as actividades "Quem tapou o Sol?" e o "Que horas são?", onde as crianças vão poder saber mais sobre eclipses, relógios de Sol ou perceber como é que os marinheiros se orientavam pelo sol e outras estrelas. Os próximos ateliers têm lugar na Sexta-feira (2), de manhã, das 10 horas às 11h30, e à tarde, das 14 horas às 15h30, sendo também possível participar no Sábado (3) à tarde (das 15 horas às 16h30). Cada iniciativa tem um custo de três euros por criança e está sujeita a inscrição prévia.


:: Cienciahoje.pt em 2008-05-01

Júpiter: sombra e campo magnético contribuem para formar anéis



A sombra e o potente campo magnético de Júpiter contribuem para a formação de seus anéis externos, diz um artigo de cientistas americanos publicado pela revista científica britânica Nature. A poeira que rodeia Júpiter e que integra suas órbitas vem dos impactos de corpos interplanetários contra as pequenas luas que pertencem ao planeta.
Este material está organizado em um anel principal brilhante, uma auréola e dois anéis exteriores largos e de pouca luminosidade que são limitados pelas luas Adrastea, Metis, Amaltea e Tebe.
O anel mais externo é o mais tênue e tem um prolongamento quase invisível em torno de sua borda exterior, um "misterioso limite".
A partir das informações coletadas pela sonda espacial Galileo durante sua viagem através dos anéis de Júpiter em 2002 e 2003, dois cientistas da universidade de Maryland (Estados Unidos), Douglas Hamilton e Harald Krüger, puderam explicar como este prolongamento foi formado.
Os pesquisadores descobriram um buraco nos anéis quando os mesmos estavam dentro da órbita de Tebe, assim como grãos de poeira em trajetórias muito inclinadas e uma concentração de partículas muito pequenas na órbita de Amaltea.
Os grãos de poeira se carregam e descarregam alternadamente ao atravessarem os limites da sombra de Júpiter, o que confere ao poderoso campo magnético do planeta um comportamento excêntrico do ponto de vista orbital.
Os cientistas afirmam que a passagem das partículas do anel através da sombra de Júpiter é o que cria a extensão de Tebe e sugerem que isto poderia explicar algumas das características desconhecidas dos anéis deste planeta.
EFE
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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Galinhas descendem dos dinossauros T-Rex


Cientistas descobriram que as galinhas descendem do temível dinossauro T-Rex. A mesma descoberta representa também uma revolução na paleontologia, já que até agora os cientistas pensavam que as moléculas de proteína eram destruídas durante o processo de fossilização.

Uma investigação conjunta entre as universidades norte-americanas de Harvard e da Carolina do Norte descobriu que as galinhas descendem do mais temível dos dinossauros, o T-Rex.

A descoberta, publicada na edição desta semana da revista Science, é vista como a primeira evidência molecular de que as aves são os descendentes mais próximos dos dinossauros na era moderna.

Os investigadores conseguiram recuperar e analisar fibras de colágeno de um osso de Tiranossauro T-Rex com 68 milhões de anos e compararam a proteína com 21 espécies existentes na actualidade, sendo que o jacaré é o primo mais afastado do temível dinossauro.

Esta descoberta representa também uma revolução na paleontologia, já que até agora os cientistas pensavam que as moléculas de proteína eram destruídas durante o processo de fossilização.

Os investigadores acreditam que, a partir de agora, vai ser possível construir matrizes de evolução animal mais precisas, apesar de avisarem que a molécula de DNA ainda não sobreviveu à passagem do tempo, pelo menos à passagem de milhares de anos.

Através do estudo das sequências moleculares foi possível também descobrir que os elefantes são os descendentes directos dos mastodontes que viveram há 600 mil anos.

26 de Abril 08 - TSF Online

sábado, 26 de abril de 2008

«De longe é arte, de perto é lixo»








Imagens dos trabalhos de Chris Jordan expostos a partir de 15 de Abril em Lisboa no Pavilhão do Conhecimento

Para ver mais: http://www.chrisjordan.com/

Exposição «Running the Numbers» ilustra o impacto do consumo na poluição do Planeta
do fotógrafo Chris Jordan.

De longe é arte, de perto é lixo, resume o fotógrafo Chris Jordan. Na exposição "Running the Numbers", inaugurada a 15 de Abril no Pavilhão do Conhecimento e patente até 30 de Abril, em Lisboa, 426 mil telemóveis fora de uso, 1,14 milhões de sacos de papel, 200 mil maços de cigarros, dois milhões de garrafas de plástico por reciclar e outros tantos desperdícios são matéria-prima de uma colecção de imagens que promete ajudar a perceber o que tentam dizer as estatísticas sobre a poluição do planeta.

No âmbito da celebração internacional do Dia da Terra, que se assinala no dia 22 de Abril, o National Geographic Channel e a Agência Ciência Viva trouxeram a Portugal o fotógrafo norte-americano autor de uma série de montagens fotográficas em que se abordam os números do consumismo norte-americano.

O exemplo é crasso. Quando estava a mostrar a tela com dois milhões de garrafas de plástico vazias, que equivale à quantidade utilizada nos EUA a cada 5 minutos, a um amigo num museu de Nova Iorque, o amigo terminou de beber a garrafa de água que tinha na mão e foi pô-la no lixo, conta Chris Jordan. Depois, voltou com uma certa culpa e disse, "Também é só uma, que diferença faz?", lembrou o fotógrafo norte-americano, para dizer que o episódio retrata exactamente o contrário daquilo que é suposto as pessoas pensarem quando olham para cada uma das peças da exposição. Neste caso, sublinhou, "dois milhões de garrafas são dois milhões de vezes uma garrafa, por isso o comportamento de cada um faz a diferença".

A exposição "Running de Numbers" partiu da leitura de livros e artigos nos jornais onde as estatísticas eram apresentadas com uma linguagem fria e crua. Sempre que há um número que o choca ou que o toca, pega nele e tenta arranjar uma forma mais sedutora e, no fundo, capaz de criar mais impacto junto do público.

Durante muitos anos todos os temas ligados ao planeta, ao ambiente e à cultura cívica eram-lhe completamente indiferentes, explicou esta manhã aos jornalistas. Daí perceber o que é estar do lado de quem não se interessa e a quem números como 106 mil latas de alumínio, o equivalente às latas utilizadas nos Estados Unidos a cada 30 segundos, ou 65 mil cigarros, o equivalente à quantidade de adolescentes americanos menores de 18 anos que se tornam viciados em tabaco por mês, não dizem nada.

"Estes números gigantes são difíceis de sentir. A enormidade da informação estatística ultrapassa-nos. Os números tendem a entrar por um ouvido e a sair por outro, sem nos tocarem a um nível emocional", frisou Chris Jordan. "Penso que o que se passa na América e noutras culturas é uma espécie de anestesia, que não tem nada a ver com sermos ou não pessoas com sentimentos mas com o facto de a informação não estar a ser bem transmitida", disse.

Quando acordou para esta realidade, pôs de lado uma carreira como advogado e enveredou pela via do activismo cultural. O seu trabalho como fotógrafo tem merecido a atenção internacional, tendo já sido exibido em mais de cinquenta exposições nos Estados Unidos, Europa, Ásia e América do Sul. "Running de Numbers" é a primeira experiência enquanto exposição individual e começou a tournée no Allen Memorial Art Museum, nos Estados Unidos. Em parceria com o National Geographic Channel viajou pela Ásia, na Tailândia, veio agora a Portugal e vai estar em Itálica, Caracas e Venezuela.

É uma colecção em que aborda sobretudo temas negativos do consumo norte-americano mas é uma série em construção, que pretende terminar com uma peça que vai demorar um ano a ficar concluída, em Abril de 2009. Sem querer adiantar muito, disse o fotógrafo, essa última tela terá um sentido diferente.

"Dedico-me a retratar comportamentos inconscientes. Todos contribuímos para este desperdício de forma inconsciente. O problema é que, ao fazê-lo colectivamente de forma inconsciente criamos um resultado catastrófico, que ninguém quer assumir", salientou Chris Jordan. "O grande desafio dos dias de hoje é como é que mantemos a qualidade de vida a que nos habituámos ao mesmo tempo que nos preocupamos com o planeta, mesmo quando a infra-estrutura do nosso mundo nos obriga a consumir", frisou.

As imagens, faz questão de dizer, não são fotografias no sentido tradicional mas não deixam de ser fotografias. Cada uma teve por base produtos específicos reais, a uma escala mais pequena. Na peça dos 426 mil telemóveis, que representam os telemóveis retirados de circulação diariamente nos Estados Unidos, o fotógrafo foi a uma empresa de reciclagem e pediu para fotografar uma superfície com um metro de quadrado de telemóveis inutilizados. A cada fotografia remexia os aparelhos para conferir o ar aleatório e preparar a montagem final, uma imagem confusa onde os vestígios da tecnologia se vão sobrepondo, "porque ninguém mete o telemóvel ou o ipod a reciclar quando arranja um novo", lembrou.

Há depois duas peças que estão entre as preferidas do autor. Numa baseou-se na obra "Skull of a Skeleton with Burning Cigarette" de Picasso e reconstruiu-a com 200 mil maços de cigarros, o número de americanos que morrem com doenças relacionadas com o fumo de tabaco a cada seis meses. Digitalizou 60 maços de marcas de diferentes, tratou as imagens com diferentes luminosidades para poder dar forma ao esqueleto de Picasso. Noutra aproveitou uma tela do pintor Seurat, em que está retrata uma tarde de lazer no parque, e preencheu-a com 106 mil latas de alumínio, as latas utilizadas nos EUA a cada 30 segundos, que significam também o que mudou nas tardes de lazer hoje em dia.

O trabalho de montagem, explica, é muitas vezes moroso e até aborrecido mas o resultado são "imagens sedutoras que reflectem as tragédias invisíveis que estão a acontecer no nosso planeta". E frisou: "A minha esperança é que, desta forma, consiga tornar as estatísticas, que são uma linguagem crua e fria, em coisas que as pessoas conseguem de facto ver, em que conseguimos perceber o que gastamos".

Ou pelo menos parte do que se consome, por que cada tela diz apenas respeito a uma amostra do consumo de um determinado produto. Como no caso do papel de escritório, explica Chris Jordan para o qual faz uma tela em que representa 30 mil resmas ou 15 milhões de folhas de papel, o equivalente à quantidade gasta nos Estados Unidos a cada 5 minutos. "Além do papel de escritório há todo o restante papel, os livros, as revistas e depois, o que mostro, é o consumo de cinco minutos, gostava que fosse possível ilustrar o consumo de um ano".

Perante estes números, que são os da realidade norte-americana mas que, segundo o fotógrafo, poderão ser espelhados ou motivar reflexões semelhantes noutras culturas, a solução passa por "começar a pensar criativamente" no impacto que tem o consumo individual sobre o colectivo.

"Acho que cada um de nós tem parte da solução no seu próprio comportamento. Se ninguém se importar o resultado são as imagens destes quadros. Quero passar a ideia de aquilo que cada pessoa faz, conta, pode fazer a diferença", frisou Chris Jordan.

Integrada na campanha de comunicação do National Geographic Channel "O que você faz, conta!", a exposição "Running the Numbers" faz parte de um conjunto de iniciativas que visam alertar para uma mudança radical de comportamentos que conduzam a uma vida saudável no planeta terra.

Adaptado de artigo de Marta F. Reis publicado em 15-04-2008
Site: www.cienciahoje.pt/

Cotonetes, escovas de dentes e outras coisinhas mais







O plástico é uma coisa recente… tão recente que o primeiro composto de plástico foi desenvolvido apenas no início do século XX.

Este material, relativamente novo quando comparado a outros como o vidro e o papel, passou a estar presente, por vezes de forma incontornável, em grande parte dos nossos utensílios e consumíveis domésticos. Bastará pensar na quantidade de produtos de plástico ou com invólucros de plástico que diariamente adquirimos em qualquer supermercado.

Se olharmos com um pouco de atenção para a constituição do plástico, notamos que este nada mais é do que uma produção sintética, de concepção integralmente humana. A sua composição corresponde a produtos derivados de refinarias de petróleo (hidrocarbonetos) e a outros elementos (frequentemente compostos clorados). São fabricados pelo processo de polimerização, no qual pequenas moléculas se combinam quimicamente e produzem outras maiores, através de um conjunto de reacções conjuntas (mediante o emprego de calor e/ou pressão), formando um material sólido estável.

De uma forma geral, são dois os tipos de plásticos que encontramos nas prateleiras de qualquer supermercado: os termorrígidos, que uma vez expostos aos processos de aquecimento e aumento de pressão não podem mais ser fundidos (portanto, não são passíveis de serem transformados pelo processo de reciclagem); e os termoplásticos, que podem ser repetidamente amolecidos e moldados através dos anteriores processos.

Os plásticos apresentam, na sua generalidade, uma característica importante e particular: são extremamente duráveis. Tão duráveis que não apodrecem nem se degradam com a facilidade de outros compostos naturais como os de madeira. Como resultado, enormes quantidades de produtos compostos de plástico são descartados e acumulam-se no ambiente sob a forma de lixo.
Até para aqueles organismos invisíveis ao nosso olhar (bactérias e outros microorganismos responsáveis pela biodegradação), o plástico não é banquete fácil, seja em condições naturais ou mesmo quando são adicionadas misturas de celulose para facilitar a digestão microbiana.

Um outro importante factor a ter em consideração é a dificuldade de degradação deste composto quando em ambiente marinho, no qual as condições são completamente diferentes das dos ambientes terrestres (aquelas utilizadas aquando da estimativa de tempos de biodegradação).

Das cerca de 100 milhões de toneladas de plástico fabricadas por ano, 10 milhões (!) destas vão, voluntária ou involuntariamente, parar ao mar. A frota mercante mundial e as plataformas marinhas são responsáveis por 20% (639 mil contentores de plástico/dia) desta descarga e os restantes 80% terão origem directa em terra.


No entanto, o dilema sobre o plástico não termina na poluição em si. A verdade é que estes compostos sintéticos entram inevitavelmente na cadeia alimentar marinha, quer seja pela ingestão directa por parte de organismos superiores como mamíferos marinhos, quelónios (tartarugas marinhas) ou peixes, quer através de partículas pequenas (por vezes minúsculas) que integram a cadeia alimentar mais básica (zooplâncton e fitoplâncton). A consequência é óbvia, não só para aqueles organismos que nos habituamos a ver nos documentários da caixinha colorida, como também para nós, portugueses, que nos orgulhamos de sermos um povo que consome muito e bom (?) peixe.



Para mim, esta realidade é verdadeiramente assustadora. A solução, mais do que a separação doméstica (algo que faço e continuarei a fazer), passa pela redução, sempre que possível, do consumo de artigos que contenham plásticos, seja nos seus constituintes ou nas suas embalagens. O princípio é sabido: sem hábitos de consumo, não haverá hábitos de oferta.

Sacos, embalagens, caixas, cotonetes, canetas, escovas de dentes, entre outros… quantos objectos de plástico usou e descartou durante a passada semana?


Artigo de Pedro Correia, educador ambiental
Publicado por Departamento Educacional do Zoomarine em 24-04-08

site: zoomarine.blogdrive.com/

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Plantas do Mediterrâneo em perigo de extinção



Segundo um estudo realizado por 1.360 especialistas de 95 países (solicitado pela ONU), entre 20%  a25% das espécies de plantas da área mediterrânica estarão extintas antes do ano  2050, já que estes ecossistemas experimentarão a maior perda de biodiversidade devido à sua  sensibilidade a alterações, especialmente ás registadas no uso do solo.
São cinco os factores mais importantes que determinam a perda de biodiversidade: A concentração  atmosférica de CO2, la deposição de nitrógenio e chuva ácida, o clima, a invasão de espécies exóticas e a desflorestação nos países em vias de desenvolvimento juntamente com a urbanização nos países desenvolvidos (perda de solo disponível).

As invasões biológicas podem provocar extinções em grande escala de fauna e flora nos bosques tropicais e temperados.

O  estudo prevê para o ano 2050 um mundo muito mais pobre  no que respeita à riqueza de plantas e animais.

Perda de biodiversidade pode deixar-nos sem medicamentos



Se  a  extinção de espécies de plantas  e animais continuar a acontecer aos milhares, a humanidade poderá ficar sem medicamentos num futuro bem próximo. São as previsões apontadas por uma centena de especialistas da Escola de Medicina de Harvard (Estados Unidos) no livro "Sustaining Life".
 
O livro alerta a população para o perigo que poderá ser deixar de haver novos tratamentos para a dor, as infecções e uma elevada variedade de doenças incluindo o cancro.

Achim Steiner, Director do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), reforçou claramente aquando da publicação do livro:

"Temos que fazer algo para evitar esta perda da biodiversidade. A  sociedade depende da natureza para o tratamento das doenças".

A situação é deveras preocupante. Mais de 16.000 espécies estão em perigo de extinção.
Steiner  salientou ainda que alguma culpa do problema se deve ao facto das empresas farmacêuticas se centrar cada vez mais em produzir produtos com componentes químicos, minorando a importância da natureza.

Fonte: ecologia verde

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Células induzidas curam lesões cardíacas em animais




 
Investigadores norte-americanos utilizaram pela primeira vez células embrionárias induzidas para reparar lesões cardíacas em ratos, revelou um estudo divulgado hoje pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os cientistas do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas, nos Estados Unidos de América (EUA), destacam no relatório que os resultados obtidos podem levar à criação de sistemas para curar lesões provocadas por um ataque cardíaco ou alguma outra doença.

"O potencial clínico é enorme", afirmou Jay Schneider, professor auxiliar de Medicina Interna e autor do estudo. O investigador lembrou que, apesar dos progressos no tratamento e prevenção dos ataques cardíacos, o coração não pode reparar-se por si próprio depois de sofrer danos. "O enfarte é um problema criado pelo Homem. É o resultado de uma maior longevidade e da arteriosclerose [termo genérico para o espessamento e endurecimento da parede arterial">", indicou Jay Schneider.

No estudo, os investigadores norte-americanos analisaram cerca de 147.000 moléculas à procura de uma que pudesse transformar células embrionárias humanas e do sangue numa espécie de células cardíacas não maturas. Ao implementar essas células activadas pelo composto, formado por moléculas identificadas como Sh-z nos corações danificados dos animais, as células humanas começaram a funcionar e melhoraram a actividade cardíaca dos ratos.

Os ensaios demonstraram, segundo os autores, que as células tratadas com o SH-z eram capazes de criar moléculas e proteínas que apenas podem ser encontradas em células do coração. Uma semana após estas terem sido implementadas nos animais o funcionamento do seu coração "melhorou notavelmente". Após três semanas os cientistas constataram que o órgão danificado era tão forte como antes das lesões.

Foi também possível evidenciar que as células humanas estavam vivas e que estas se tinham incorporado no tecido cardíaco, apesar de os cientistas não terem sido capazes de determinar se as células humanas se encontravam totalmente funcionais. "Isto é um bom passo. Demonstrou-se que o composto pode actuar em células embrionárias do sangue, que já estão a ser utilizadas em outras investigações clínicas. Isto pode acelerar o progresso face a outros estudos para reparar lesões no coração", afirmou o responsável do estudo.

Ciência Hoje
 http://nationalgeographic.abril.com.br/ng/imagem/ed83_coracao_slide03.jpg


terça-feira, 22 de abril de 2008

HojeÉ


Dia da TERRA
O dia 22 de Abril é reconhecido internacionalmente como o Dia Mundial da Terra.
As Nações Unidas proclamaram o ano de 2008, o Ano Internacional do Planeta Terra.
A Carta de Digne – Declaração Internacional dos Direitos à Memória da Terra -foi aprovada em 1991.

Declaração Internacional dos Direitos à Memória da Terra (Digne, 1991)

1 - Assim como cada vida humana é considerada única, chegou a altura de reconhecer, também, o carácter único da Terra.

2 - É a Terra que nos suporta. Estamos todos ligados à Terra e ela é a ligação entre nós todos.

3 - A Terra, com 4500 milhões de anos de idade, é o berço da vida, da renovação e das metamorfoses dos seres vivos. A sua larga evolução, a sua lenta maturação, deram forma ao ambiente em que vivemos.

4 - A nossa história e a história da Terra estão intimamente ligadas. As suas origens são as nossas origens. A sua história é a nossa história e o seu futuro será o nosso futuro.

5 - A face da Terra, a sua forma, são o nosso ambiente. Este ambiente é diferente do de ontem e será diferente do de amanhã. Não somos mais que um dos momentos da Terra; não somos finalidade, mas sim passagem.

6 - Assim como uma árvore guarda a memória do seu crescimento e da sua vida no seu tronco, também a Terra conserva a memória do seu passado, registada em profundidade ou à superfície, nas rochas, nos fósseis e nas paisagens, registo esse que pode ser lido e traduzido.

7 - Os homens sempre tiveram a preocupação em proteger o memorial do seu passado, ou seja, o seu património cultural. Só há pouco tempo se começou a proteger o ambiente imediato, o nosso património natural. O passado da Terra não é menos importante que o passado dos seres humanos. Chegou o tempo de aprendermos a protegê-lo e protegendo-o aprenderemos a conhecer o passado da Terra, esse livro escrito antes do nosso advento e que é o património geológico.


8 - Nós e a Terra compartilhamos uma herança comum. Cada homem, cada governo não é mais do que o depositário desse património. Cada um de nós deve compreender que qualquer depredação é uma mutilação, uma destruição, uma perda irremediável. Todas as formas do desenvolvimento devem, assim, ter em conta o valor e a singularidade desse património.


 

ESPECIAL DIA DA TERRA





“Especial Dia da Terra”
“National Geographic” celebra o Dia da Terra com 24 horas de documentários
 
O “National Geographic Channel” celebra o Dia da Terra com a emissão de 24 horas de documentários dedicados à protecção e conservação do planeta.

No “Especial Dia da Terra” destacam-se as estreias de quatro produções: “A Mecânica do Planeta: Cozinha à Luz Solar”, às 20h05; “Macaco: Música Multicultural de Barcelona”, às 21h00; “A Pegada Humana”, às 21h30 e “Retrato da Terra: O Estado do Planeta” às 22h30.

“A Mecânica do Planeta: Cozinha à Luz Solar” apresenta mais um episódio da oficina ecológica de Dick e Jem, desta vez na Andaluzia para ajudar um proprietário de uma quinta a extrair do seu poço água suficiente para dar ao seu gado. Os dois oferecem-se também para construir um forno solar gigante para fazer uma “paella” para a população nas festas da localidade. Enquanto Dick constrói um moinho de vento tradicional, Jem enfrenta a tarefa de construir um motor Sterling – que aproveita as diferenças de temperatura dentro de um cilindro para mover a cápsula que utiliza para a bomba que permite extrair a água do poço. No documentário pode ser visto qual dos engenhos sairá vencedor e se algum dos dois conseguirá preparar “paella” suficiente para satisfazer o apetite de todos os participantes na festa.

O documentário “Macaco: Música Multicultural de Barcelona” apresenta a banda espanhola “Macaco”, conhecida por misturar rumba catalã, “reggae” e “hip hop”. Macaco sobe ao palco com uma acústica criada para agitar corpos e mentes. O vocalista e músico Dani Carbonell (mais conhecido como Dani Macaco) fala dos primeiros tempos da banda, das suas influências musicais e a da utilização das várias línguas na sua música.

Quantificando as marcas que cada ser humano deixa no mundo
Imagine que consegue ver tudo o que consumiu ao longo da vida: todo o lixo que gerou e até as lágrimas que chorou. Ao longo da vida, cada ser humano deita, em média, 40 toneladas de lixo para os contentores, consome 7550 litros de leite, toma quase 7163 duches, nos quais consome cerca de um milhão de litros de água, e tem 104.390 sonhos. No documentário “A Pegada Humana” juntou-se todo o pão consumido, em média, ao longo da vida e ateou-se fogo a todo o metano emitido. Tudo para criar uma visualização única e persuasiva das marcas que cada um de nós deixa no mundo.

“Retrato da Terra: O Estado do Planeta” analisa as emissões de dióxido de carbono e dos programas de reflorestação e avalia os efeitos positivos e negativos que os diversos países exerceram no nosso planeta ao longo de 2007. No ano passado, a Terra sofreu a emissão de oito milhões de toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera, a extracção de 90 milhões de toneladas de peixe dos seus oceanos e o arranque de 11 mil milhões de árvores das suas florestas.

A China, que abriu uma central térmica de carvão, superou, pela primeira vez, os Estados Unidos em emissões totais de carbono. No entanto, investiu 8 mil milhões de dólares para construir a Muralha Verde da China, sob a orientação do maior projecto de reflorestação do mundo, estendendo-se por quase 4500 quilómetros. Por sua vez, os Estados Unidos vão pôr em marcha um programa piloto de armazenagem de dióxido de carbono, no qual serão depositados cerca de 3 mil milhões de toneladas de dióxido em solo americano.

Fonte - PÚBLICO em 21 -04-08

segunda-feira, 21 de abril de 2008

400 jovens do Básico e Secundário três dias em congresso de geociências em Coimbra


A Barragem da Aguieira é um dos pontos a visitar


Quatro centenas de estudantes do Ensino Básico e Secundário de vários pontos do país participam a partir de amanhã, em Coimbra, no III Congresso de Jovens Geocientistas, para apresentar trabalhos que desenvolveram nas escolas.

Durante três dias vão participar em quatro visitas de campo, para observar "in situ" aspectos relacionados com a biologia e a geologia, para que no confronto com a realidade ganhem conhecimentos, explicou à agência Lusa a organizadora do evento, Celeste Gomes.

De acordo com aquela docente do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), instituição que organiza os congressos de jovens geocientistas, serão apresentados nove dezenas de trabalhos, em formato de comunicação oral e de posters, desenvolvidos nas suas escolas.

Alguns dos temas trabalhados pelos jovens abordam as alterações globais, as alterações climáticas, os recursos geológicos ou os recursos geológicos da região de implantação da escola que frequentam. O programa contempla na segunda-feira duas visitas de campo, às regiões da Barragem da Aguieira e da Serra da Estrela. Na quarta-feira, estão programadas mais duas visitas de campo, às regiões de Figueiró dos Vinhos e da Senhora da Candosa - Cabril do Ceira.

O dia 22, terça-feira, Dia Mundial da Terra, é dedicado à apresentação das comunicações, uma sessão que terá uma cerimónia de abertura onde estará presente Maria Helena Henriques, coordenadora do Comité Português para o Ano Internacional do Planeta Terra. O Congresso de Jovens Geocientistas, que o Departamento de Ciências da Terra da FCTUC realiza em terceira edição, assume este ano uma particular pertinência em virtude de 2008 ser o Ano Internacional do Planeta Terra, proclamado pela Resolução 60/192 na Assembleia Geral das Nações Unidas.

O congresso está centrado nos alunos e pretende que estes desenvolvam competências (conhecimentos, capacidades e atitudes), gerais e específicas, como seja a concepção e implementação de percursos de pesquisa, refere uma nota de divulgação do evento.


Pretende-se ainda fomentar a compreensão do papel das geociências na progressão do conhecimento sobre o Universo, a Terra, a Vida e a Sociedade, bem como o reconhecimento da relevância das geociências no desenvolvimento das sociedades actuais e na adopção de atitudes que contribuam para a sustentabilidade no planeta Terra.

Os 400 jovens presentes no congresso representam 22 escolas do país, de Baião (região do Douro) até Amarelejo (Alentejo). Coimbra, que acolhe o congresso, está representada por cinco estabelecimentos. Os participantes, dos Ensinos Básico e Secundário, tem entre 10 e 16 anos.

A nossa escola vai participar no concurso Geocientistas com os trabalhos

  • Argilas, um recurso mineral da Soladrilho
  • Será que Portugal está na rota do ouro negro
  • Deixem o carro na garagem
  • Al Gore....O último Nobel da Paz.

Todos os grupos apresentam poster. O último representa a Escola com apresentação oral.

Fonte: cienciahoje

CURA PARA O ACNE - DIZEM OS CIENTISTAS





21 de Abril de 2008

Parece que o acne que tanto preocupa os adolescentes poderá ter os dias contados. Cientistas afirmam que encontraram um tratamento para o acne. Acaba de ser produzido um fármaco - SMT D002 - que segundo os investigadores poderá converter-se num tratamento eficaz que poderá reduzir o fluxo de sebo (gordura produzida pela pele) em 90%.



Os cientistas acreditam que esta droga que era utilizada para tratar
outra doença poderá ser mais eficaz que o ácido
retinóico ( forma de vitamina A)
usada até à data para tratar casos de
acne moderado ou severo uma vez que muitos pacientes não respondiam ao tratamento.

Para que a droga se torne mais eficaz os investigadores prevêem converter a droga num creme anti-acne de aplicação fácil. Ainda não revelam o nome por motivos comerciais.

Esperemos que realmente o tratamento seja tão eficaz como referem.


A acne é uma doença bastante comum e muito frequente na adolescência.

Causas
São 3 os fatores que contribuem para o surgimento da acne:
Superprodução de óleo (sebo)
Eliminação irregular de células do folículo
Crescimento de bactérias com inflamação.

A acne ocorre quando os folículos pilossebáceos ficam obstruídos por uma secreção sebácea e células mortas. Cada folículo aparece conectado a glândulas sebáceas que libertam uma secreção conhecida como sebo para lubrificar o pêlo e a pele. Essas glândulas apresentam um desenvolvimento muito elevado na puberdade, por estímulo das hormonas sexuais. Elas distribuem-se na face, tronco e nas costas e produzem gordura, que é eliminada através dos poros. Quando o organismo produz uma quantidade em excesso de sebo e células mortas, pode ocorrer a obstrução do poro. Quando bactérias contaminam esta secreção, principalmente o Propionibacterium acnes, ocorre uma inflamação e surge a acne.

Outros fatores podem alterar a produção de sebo tais como: alterações hormonais, presença de outras bactérias, certas medicações, hereditariedade e stress.